
A Automob (AMOB3) divulgou sua prévia operacional do 2T26, registrando receita bruta de R$ 3,68 bilhões, alta de 13,1% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das vendas de veículos leves novos (+14,3%), usados (+11,6%) e caminhões e ônibus (+14,9%), enquanto o segmento de agro e máquinas apresentou queda de 24,4% no volume, mas voltou a registrar margem bruta de dois dígitos.
A companhia também reduziu seu capex líquido em 76,7% na comparação anual, refletindo a conclusão do ciclo de modernização da rede de lojas e maior foco na geração de valor.

A Raízen (RAIZ4) firmou um contrato para vender a Usina Caarapó, em Mato Grosso do Sul, para a Adecoagro, em uma operação estimada em R$ 760 milhões.
A transação inclui a unidade industrial, a cana-de-açúcar própria e os contratos com fornecedores vinculados à usina, que processou cerca de 3,5 milhões de toneladas de cana na safra 2025/26. Após a conclusão do negócio, a Raízen passará a operar 23 usinas, com capacidade instalada de moagem de aproximadamente 69 milhões de toneladas por safra.

A Wiz (WIZC3) confirmou que realizará, em 31 de julho de 2026, o pagamento de R$ 50,5 milhões em dividendos intercalares, o equivalente a R$ 0,31 por ação. Terão direito ao provento os acionistas com posição em 26 de dezembro de 2025, data em que os dividendos foram declarados. Considerando a cotação recente das ações, a distribuição representa um dividend yield de aproximadamente 3,7%.
A companhia também reiterou que ainda pretende distribuir R$ 50 milhões em dividendos adicionais até o fim de 2026, com a data de pagamento a ser definida posteriormente.

Ações
SLCE3: A companhia ganhou posições no ranking principalmente em função da queda acumulada das ações nos últimos meses, que tonou seu valuation mais atrativo. Apesar dos desafios do setor agrícola, seguimos enxergando uma empresa de alta qualidade, com forte eficiência operacional e boas perspectivas de geração de valor no longo prazo. A alta da semana não altera essa visão.
VULC3: A Vulcabras avançou no ranking após uma melhora na relação entre preço e valor intrínseco. Mesmo com a valorização recente das ações, continuamos enxergando fundamentos sólidos, elevada rentabilidade e uma execução consistente, o que mantém a companhia entre as melhores oportunidades do setor.
AXIA3: A Axia perdeu posições no ranking devido à redução do potencial de valorização em relação às demais empresas cobertas. A revisão não decorre de uma deterioração relevante dos fundamentos, mas sim de uma piora relativa na atratividade do ativo frente às alternativas disponíveis no universo analisado.
FIIs
HGRE11: O HGRE11 sofreu um revés em uma negociação que era muito positiva para o fundo. Com o cancelamento da operação, será necessário devolver cerca de R$ 2 milhões recebidos a título de sinal.
A venda do Edifício Alegria era vista com bons olhos, pois se trata de um imóvel com localização pouco atrativa e baixo padrão construtivo. Agora, a gestão retorna ao estágio inicial de busca por um novo comprador.
Diante disso, consideramos prudente rebaixá-lo no ranking.
Globais
O ranking de ações globais e REITs permanece inalteradonesta atualização.

A TSMC anunciou um plano de investimento adicional de US$ 100 bilhões para expandir sua capacidade de produção e encapsulamento avançado em sua fábrica localizada no Arizona, nos Estados Unidos.
O novo aporte eleva o compromisso total da fabricante taiwanesa no estado americano para US$ 265 bilhões e contempla a construção de quatro novas plantas de processamento, destinadas à fabricação de chips de última geração na tecnologia de 2 nanômetros e inferiores.
A decisão mitiga riscos geopolíticos associados à alta concentração de produção em Taiwan e atende diretamente à pressão de Washington para internalizar a cadeia de suprimentos de tecnologia crítica.
Sob a ótica do mercado, a nacionalização da fabricação assegura contratos de longo prazo com gigantes norte-americanas, mas os investidores devem monitorar os custos de operação mais elevados em solo ocidental, o que pode diluir as margens brutas da companhia durante a fase de transição e rampa de produção.

Publicamos nossa análise atualizada do BR Partners. O banco segue ampliando sua atuação, diversificando receitas e mantendo elevados níveis de rentabilidade, mesmo após anos difíceis para o mercado de capitais.
Apesar da excelente execução e da qualidade da gestão, entendemos que a retomada mais forte dos resultados ainda depende de um ambiente de juros mais favorável. Por isso, nossa recomendação permanece AGUARDE, enquanto buscamos uma margem de segurança mais atrativa.
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Os principais bancos de investimento de Wall Street registraram um forte incremento em suas receitas no trimestre, impulsionados pela onda de captações de recursos e operações estruturadas para financiar a infraestrutura de inteligência artificial e grandes rodadas de negócios de empresas privadas de tecnologia, como a SpaceX.
Executivos de instituições financeiras globais destacaram que o volume de assessoria de fusões, aquisições e ofertas de ações para empresas ligadas à inovação tecnológica deve continuar aquecido no segundo semestre, sustentando a recuperação da divisão de banco de investimento de grandes grupos financeiros.
O ressurgimento da atividade de assessoria financeira sinaliza uma melhora significativa nas margens de lucro dos grandes bancos de Wall Street, reduzindo a dependência exclusiva das receitas com spreads de crédito tradicionais.
Para quem busca alocação em ações financeiras globais, essa tendência aponta para um ciclo favorável de dividendos e recompras de ações nos próximos trimestres, sustentado pelo fluxo de caixa dessas operações corporativas. A aceleração desse mercado reforça o papel do setor de serviços financeiros como um canalizador e beneficiário indireto do boom tecnológico global.

O Morgan Stanley sinalizou de forma clara que está pronto para ir ao mercado de fusões e aquisições (M&A). Em seu discurso de abertura na teleconferência de resultados, o CEO Ted Pick declarou que o banco avalia de forma constante oportunidades inorgânicas para expandir geograficamente e adicionar novas capacidades e clientes.
Com o valor de mercado da instituição atingindo US$ 360 bilhões após dobrar nos últimos dois anos, a mensagem sinaliza uma postura ofensiva similar à adotada por seu predecessor, James Gorman, antes das aquisições da E*Trade e da Eaton Vance em 2020.
A sinalização reforça as perspectivas de crescimento de longo prazo do banco, consolidando sua liderança nos setores de gestão de fortunas e ativos, que são menos voláteis que a área de banco de investimento puramente focada em transações.
Para o mercado, o anúncio gera especulações sobre possíveis alvos de grande porte e atua como um catalisador positivo para as ações do Morgan Stanley, que agora conta com um balanço robusto e um prêmio de valorização bem defendido frente aos concorrentes diretos para executar novas transações de valor agregado.

As ações de tecnologia e semicondutores lideraram uma forte onda de vendas nesta quinta-feira, arrastando os principais índices acionários dos Estados Unidos para o terreno negativo. O Nasdaq Composite sofreu a maior queda do dia, recuando 1,47% para fechar em 25.881,95 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,51% e o Dow Jones recuou 0,20%.
Nem mesmo o resultado financeiro trimestral recorde da gigante de chips TSMC foi capaz de sustentar o humor de Wall Street, em uma sessão de forte aversão ao risco alimentada também pelo esfriamento nas vendas no varejo norte-americano e tensões geopolíticas no Oriente Médio.
O movimento reflete um forte sentimento de realização de lucros e rotação setorial, impulsionado pelas crescentes dúvidas sobre se o retorno de produtividade dos investimentos em inteligência artificial justifica os elevados múltiplos de avaliação das empresas do setor.
No curto prazo, a tendência é de maior volatilidade para os ativos de tecnologia e crescimento, à medida que os investidores direcionam o foco para o andamento da temporada de resultados corporativos e buscam proteção em setores mais defensivos ou sensíveis à queda de juros.

O governo do Japão e um consórcio de líderes industriais locais — incluindo SoftBank, Sony e Toyota — fecharam uma parceria estratégica com a Nvidia que prevê, entre outras frentes, a aquisição planejada de cerca de 27.500 chips de inteligência artificial de última geração da arquitetura Rubin.
O projeto é capitaneado pela recém-criada Noetra Corp., que recebeu um aporte estatal de 387,3 bilhões de ienes (aproximadamente US$ 2,4 bilhões) para construir um grande data center focado em desenvolver um modelo de IA nativo voltado ao setor de robótica industrial.
A iniciativa marca uma guinada relevante de Tóquio para garantir soberania tecnológica e reduzir a dependência de plataformas de software dos EUA e da China, alavancando a tradicional indústria de automação japonesa para o campo da inteligência artificial física.
Essa demanda governamental direta assegura forte tração comercial para os novos chips da Nvidia no mercado corporativo asiático, estabelecendo uma forte tendência de crescimento na receita de infraestrutura de dados para os próximos anos.

A TSMC divulgou seus resultados do segundo trimestre registrando um lucro líquido recorde de 706,6 bilhões de novos dólares taiwaneses (cerca de US$ 22 bilhões), um avanço de 77% em termos anuais que superou as estimativas de mercado.
Diante da forte demanda global por semicondutores voltados à inteligência artificial, a companhia elevou seu guidance de receita anual e expandiu sua projeção de investimentos (capex) para a faixa de US$ 60 bilhões a US$ 64 bilhões (frente à estimativa anterior de US$ 52 bilhões a US$ 56 bilhões).
Esses dados sólidos sinalizam que o ciclo de expansão da infraestrutura de IA segue robusto e com fôlego de longo prazo, reduzindo os temores de uma desaceleração precoce no segmento de tecnologia.
Para as carteiras de ativos, a elevação de capex reforça o fluxo de caixa futuro de fornecedores de equipamentos de litografia e consolida a TSMC como peça-chave na cadeia global de hardware, embora o peso desses investimentos tenda a pressionar marginalmente as margens operacionais do grupo no curto prazo. Para mais informações, acesse a página completa do ativo.

O JPMorgan Chase registrou um lucro líquido recorde de 21,2 bilhões de dólares no segundo trimestre, o que representa um salto de 41% em relação ao mesmo período do ano anterior e supera com folga as projeções de Wall Street.
A receita líquida do maior banco dos Estados Unidos subiu 28%, atingindo 57 bilhões de dólares, impulsionada em parte por um ganho não recorrente de 4,6 bilhões de dólares com a venda de ações da Visa e por uma alta de 86% na atividade de negociação de ações (equity trading). O CEO Jamie Dimon classificou o ambiente operacional atual como "o mais próximo do ideal possível", mas alertou para riscos fiscais e geopolíticos no horizonte.
O resultado excepcional demonstra a resiliência do balanço do banco diante de juros elevados e consolida sua liderança no setor financeiro global, impulsionando a revisão para cima de sua projeção de receita líquida de juros para 96,6 bilhões de dólares no ano. No curto prazo, os números dão sustentação para os papéis do setor bancário, refletindo o forte fluxo de receitas com taxas de subscrição de ações e fusões ligadas ao ciclo de IA.
Contudo, o tom cauteloso da diretoria em relação à inflação persistente e à precificação esticada de ativos serve como um lembrete para que os portfólios mantenham posições defensivas e foco em ativos com forte geração de caixa.

Publicamos uma nova análise sobre a Localiza. Após superar um dos períodos mais desafiadores para o setor, a companhia voltou a apresentar forte geração de caixa, preservou sua rentabilidade e segue apoiada em vantagens competitivas difíceis de replicar.
Além da liderança absoluta no Brasil, a empresa continua se beneficiando do crescimento estrutural do mercado de locação de veículos e da expansão internacional, reforçando nossa visão positiva para o longo prazo.
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O Subsecretário de Comércio dos EUA, Jeffrey Kessler, confirmou em audiência que uma quantidade pequena e considerada "trivial" de chips de inteligência artificial H200, da Nvidia, foi exportada para clientes na China sob aprovação e licenciamento especial do governo norte-americano.
A transação ocorre sob as regras flexibilizadas pela administração federal no final de 2024, que exigem comprovação rigorosa de que os processadores não serão destinados a fins militares chineses, enquanto legisladores pressionam por restrições ainda mais severas para a nova arquitetura de chips, a linha Blackwell.
Embora o volume financeiro dessa remessa inicial seja irrelevante para o balanço de curto prazo da Nvidia, a concessão de licenças operacionais sinaliza uma flexibilidade regulatória que abre espaço para futuras receitas em um dos maiores mercados de tecnologia do mundo. O movimento alivia parte das preocupações com o isolamento comercial da Nvidia na Ásia e sustenta o otimismo do setor de semicondutores.
No entanto, a constante pressão política no Congresso dos EUA para travar o fluxo de tecnologias avançadas indica que o risco geopolítico continuará gerando oscilações e exigindo prêmios de risco elevados para os papéis de chips de IA.

Um juiz federal norte-americano rejeitou uma proposta de ação coletiva que acusava a Apple de não conter a disseminação de materiais de abuso sexual infantil por meio de sua plataforma de armazenamento em nuvem, o iCloud.
A decisão judicial representou uma importante vitória jurídica para a fabricante do iPhone, blindando a companhia de potenciais penalidades financeiras e de danos mais severos à reputação de seus serviços digitais de assinatura.
A resolução favorável nos tribunais reduz o risco de passivos contingentes de grande escala e preserva as margens da divisão de Serviços da Apple, que tem sido um motor crucial de receita recorrente para a empresa.
O mercado tende a receber a notícia com alívio, eliminando uma incerteza regulatória e jurídica de curto prazo que poderia pressionar os múltiplos das ações. A manutenção da integridade reputacional do ecossistema iOS apoia a tese de estabilidade de longo prazo para as ações da companhia no setor de tecnologia de consumo.

A Apple abriu um processo federal na Califórnia contra a OpenAI e ex-funcionários, alegando o roubo de segredos comerciais e propriedade intelectual para acelerar as ambições da criadora do ChatGPT no mercado de hardware.
A denúncia detalha que mais de 400 ex-colaboradores da Apple, incluindo o ex-vice-presidente de design Tang Yew Tan, migraram para a OpenAI, que adquiriu recentemente a startup de dispositivos io Products por 6,5 bilhões de dólares.
A disputa judicial reforça a urgência e o valor estratégico dos novos dispositivos integrados com inteligência artificial para o futuro das gigantes de tecnologia.
O litígio expõe o acirramento da concorrência no ecossistema de computação pessoal e pode atrasar o avanço de novos produtos físicos da OpenAI, beneficiando provisoriamente o ecossistema iOS. A ação judicial sinaliza aos mercados que o segredo industrial e o controle sobre o desenvolvimento de semicondutores e design de dispositivos de IA serão os principais fatores de diferenciação competitiva nos próximos anos.
Para quem investe no setor de tecnologia, o episódio adiciona volatilidade às ações de Big Techs e reforça a necessidade de acompanhar disputas de propriedade intelectual que possam reconfigurar as lideranças de mercado.

A Cyrela (CYRE3) divulgou sua prévia operacional do 2T26, registrando R$ 3,84 bilhões em lançamentos (+34%) e R$ 2,56 bilhões em vendas líquidas (+14%) na comparação anual, ambos considerando a participação da companhia e excluindo permutas. No acumulado do primeiro semestre, a companhia alcançou R$ 5,59 bilhões em lançamentos e R$ 4,73 bilhões em vendas, com alta de 9% nas vendas frente ao mesmo período do ano anterior. As vendas foram impulsionadas principalmente pelos lançamentos, que responderam por 48% do volume comercializado no trimestre.
A velocidade de vendas (VSO) dos lançamentos do trimestre atingiu 32%, enquanto o indicador de VSO em 12 meses ficou em 42,8%, refletindo um ritmo de comercialização ainda sólido, embora inferior ao observado um ano antes.

A EZTEC (EZTC3) divulgou sua prévia operacional do 2T26, destacando que registrou o maior volume de lançamentos e vendas da história em um primeiro semestre. No 1S26, os lançamentos somaram R$ 1,7 bilhão em VGV (+54%), enquanto as vendas líquidas atingiram R$ 1,27 bilhão (+47%) na comparação anual.
No segundo trimestre, a companhia lançou três empreendimentos, totalizando R$ 773 milhões em VGV, com destaque para o GranResort, em São Caetano do Sul, que alcançou 41% de vendas, e o Azzure Resort Life, em Osasco, com 55% das unidades comercializadas logo após o lançamento. A EZTEC também informou que as vendas do estoque pronto cresceram 42% no semestre, refletindo a maturação dos empreendimentos entregues, enquanto o estoque total encerrou o trimestre em R$ 3,3 bilhões, impulsionado pelo forte ritmo de lançamentos dos últimos 12 meses.

A Rede D'Or (RDOR3) e a Bradsaúde (SAUD3) concluíram a operação que incorpora imóveis em São Conrado (RJ) à parceria Atlântica D'Or, destinada à construção e futura operação de um novo hospital na região.
O empreendimento será desenvolvido pela joint venture, que mantém a estrutura societária com 50,01% da Rede D'Or e 49,99% da Atlântica, controlada indiretamente pela Bradsaúde. A gestão médica do hospital ficará sob responsabilidade da Rede D'Or.

A JHSF (JHSF3) concluiu a aquisição do Enjoy Punta del Este, no Uruguai, reforçando sua estratégia de expansão internacional no segmento de alta renda.
O empreendimento seguirá em operação e passará por uma ampla expansão para se transformar em um complexo multiuso, que reunirá shopping center, hotel Fasano, cassino e unidades residenciais. A administração do hotel ficará a cargo do Grupo Fasano, controlado pela companhia. Segundo a JHSF, a operação fortalece sua presença no Uruguai e amplia sua plataforma internacional de ativos voltados ao segmento de luxo e de receitas recorrentes.