
Ações
ALUP11: apesar de continuarmos enxergando a Alupar como uma empresa de elevada qualidade, a valorização recente reduziu a margem de segurança que identificamos no ativo. Diante desse novo patamar de preço, optamos por reduzir sua posição em nosso ranking.
BBDC4: o Banco Bradesco perdeu posições em nosso ranking após a forte recuperação apresentada nos últimos meses. Embora ainda enxerguemos potencial para o ativo, a expressiva valorização reduziu o desconto em relação ao nosso preço justo, tornando outras oportunidades mais atrativas neste momento.
Globais
NKE: O resultado do período reportado apresentou redução na receita consolidada, impactada pela menor demanda no canal de venda direta digital e em regiões internacionais chaves, enquanto o atacado norte-americano mostrou estabilidade. As margens foram sustentadas temporariamente por reduções de despesas estruturais e logísticas, mas a tese principal segue pressionada pela necessidade de renovação do portfólio de produtos e recuperação do fluxo de clientes.
MNST: O trimestre apresentou expansão na receita consolidada, impulsionada pelo avanço do volume de vendas nos mercados internacionais e pela introdução de novas linhas de energéticos. As margens operacionais refletiram maior escala de distribuição global, embora parcialmente contidas pelo aumento em despesas comerciais e custos de insumos locais.
Ambas as empresas seguem sem recomendação, a Nike pelo momento dificil e a Monster por estar com um valuation sem margem de segurança. Apesar dessas atualizações, os rankings de stocks e REITs não tiveram alterações.
FIIs
ALZR11, TEPP11, TRXF11 e PMLL11: Rebaixamos a posição desses fundos, pois queremos refletir, no topo do ranking, uma maior concentração em fundos de papel. Com o ritmo mais lento de queda da Selic e a pressão inflacionária decorrente da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, é mais prudente concentrar os aportes em FIIs de recebíveis.

A JSL (JSLG3) divulgou sua prévia operacional do 2T26, com receita bruta de R$ 2,94 bilhões, alta de 5,5% na comparação anual, impulsionada pelo crescimento da receita de serviços.
O destaque ficou para a JSL Digital, cuja receita avançou 63,6% na comparação anual, enquanto a operação de serviços dedicados retomou o crescimento. A companhia também informou que manteve a margem EBITDA estável em relação ao trimestre anterior. Além disso, a JSL registrou seu 5º trimestre consecutivo de redução da alavancagem e gerou R$ 23 milhões em caixa com a venda de ativos no período, reforçando sua estratégia de crescimento com disciplina financeira.

O Grupo Mateus (GMAT3) informou que a Fitch Ratings reafirmou seu Rating Nacional de Longo Prazo em AAA (bra), a mais alta classificação na escala nacional, mantendo perspectiva estável. Segundo a agência, a avaliação reflete o forte posicionamento da companhia no varejo alimentar brasileiro, a expansão da sua escala, a diversificação geográfica e de formatos, além de um perfil financeiro conservador.

Ações
CSUD3: Apesar da valorização na semana, seguimos enxergando uma assimetria positiva para a CSU Digital. A companhia continua negociando a múltiplos atrativos, o que sustentou sua melhora de posição no ranking.
EGIE3: A recente correção das ações tornou o valuation da Engie mais atrativo, ampliando o potencial de retorno esperado e favorecendo sua ascensão no ranking.
RENT3: A queda recente das ações aumentou a atratividade da relação entre preço e valor intrínseco da Localiza. Seguimos confiantes na tese de longo prazo, o que resultou em um ganho de posições no ranking.
Globais
LLY: A Eli Lilly superou as expectativas nos resultados trimestrais, com uma alta relevante na receita anual, impulsionada pela forte demanda global de seus medicamentos para obesidade e diabetes. Contudo o valuation segue sem margem de segurança, por esse motivo, a empresa caiu algumas posições no ranking de stocks.
NFLX: A Netflix entregou um crescimento em suas receitas do 2º trimestre de 2026, mas viu suas ações caírem após projetar perspectivas de crescimento mais moderadas para os próximos meses.
O ranking de REITs não sofreu alterações essa semana.
FIIs
O ranking de FIIs não sofreu alterações

A Oracle realizou uma redução drástica em seu quadro de funcionários global, eliminando cerca de 21.000 postos de trabalho em seu último ano fiscal, o equivalente a uma queda de 13% em sua força de trabalho total. Conforme o relatório anual da gigante de tecnologia, o número de colaboradores recuou de 162.000 para 141.000 no período encerrado em maio.
O processo de reestruturação demandou um desembolso massivo de US$ 1,84 bilhão em indenizações trabalhistas e custos de desligamento, uma expansão expressiva frente aos US$ 374 milhões gastos no ano anterior.
Essa transformação profunda reflete o impacto direto da automação e da adoção acelerada de inteligência artificial nos processos internos da companhia. A curto prazo, as despesas bilionárias com demissões afetam o resultado financeiro imediato e exigem atenção na gestão do endividamento corporativo.
A longo prazo, no entanto, a substituição de mão de obra por estruturas automatizadas sinaliza uma tendência de forte ganho de eficiência e aumento das margens operacionais, posicionando favoravelmente as ações da empresa entre teses focadas em controle de custos e competitividade digital.

A Alphabet superou as estimativas de consenso de Wall Street em seu balanço financeiro, registrando um avanço sólido em suas principais métricas. O grande destaque operacional foi a divisão do Google Cloud, cuja receita acelerou em ritmo forte na comparação anual, alcançando a marca de US$ 20 bilhões no trimestre.
Impulsionada pela alavancagem operacional da nuvem e por ganhos contábeis em participações acionárias de empresas terceiras, o lucro líquido geral avançou significativamente, expandindo a margem operacional da empresa.
Os números robustos reforçam a percepção de que os elevados investimentos em infraestrutura de inteligência artificial e capacidade de processamento estão gerando monetização real e sustentável. O forte desempenho da divisão de nuvem posiciona a controladora do Google em vantagem competitiva frente a outros grandes provedores do setor tecnológico.
Esse cenário consolida uma perspectiva de atratividade para os papéis da companhia no segmento de crescimento, mitigando temores macroeconômicos e justificando múltiplos de avaliação mais elevados em carteiras de ações internacionais.

A Samsung apresentou três novos modelos de smartphones dobráveis na linha Galaxy Z8 (Z Flip8, Z Fold8 e Z Fold8 Ultra), expandindo sua oferta tradicional no segmento premium.
Os aparelhos contam com o modelo de inteligência artificial Gemini, do Google, e chegam ao mercado com reajustes nos preços oficiais, que agora partem de US$ 1.199 e alcançam até US$ 2.099 na versão topo de linha. O movimento agressivo da fabricante sul-coreana ocorre meses antes do esperado lançamento do primeiro modelo dobrável da Apple, com o objetivo de consolidar sua liderança nessa categoria de hardware.
A expansão do portfólio e o repasse de custos decorrentes da valorização de chips de memória indicam uma estratégia para proteger margens operacionais em meio ao acirramento da concorrência global. A reação do mercado tende a monitorar a elasticidade da demanda aos novos preços e o nível de atratividade frente ao ecossistema da Apple.
Esse cenário desenha uma tendência de maior disputa de mercado no segundo semestre, pressionando o valuation e o fluxo de caixa de curto prazo das empresas caso os volumes fiquem abaixo do projetado.

Do ponto de vista do crescimento de receitas, a Monster tem apresentado um desempenho importante nos últimos anos, com um forte crescimento impulsionado pela expansão internacional e pela introdução de novos produtos.
Além disso, a rentabilidade da companhia, medida pelo crescimento do lucro líquido, foi ainda mais acentuada. Esse aumento de eficiência operacional é sustentado por uma estratégia focada em terceirização, que reduz custos e permite à Monster focar na expansão da marca.
No entanto, apesar dos fundamentos sólidos e de uma posição financeira forte, o valuation atual da Monster apresenta um ponto de atenção. Para mais informações, acesse o relatório completo da empresa no anexo a seguir.

A empresa também enfrenta um ambiente mais competitivo, o que pode impactar as margens operacionais e a sustentabilidade do crescimento. O cenário competitivo tem se intensificado, com marcas como Hoka, Asics e New Balance ganhando terreno no mercado global de calçados esportivos. Essas empresas estão focando em nichos como corrida de alta performance e conforto, desafiando a liderança da Nike em segmentos-chave.
Esse aumento na concorrência, aliado aos desafios internos, adicionam mais pressão na participação de mercado da companhia, que tem caído gradativamente. Para mais detalhes, acesse o relatório completo em anexo.

Depois de anos investindo bilhões na expansão das suas operações, a Simpar entra em uma nova fase. A prioridade agora deixou de ser crescer a qualquer custo e passou a ser transformar toda essa capacidade instalada em geração de caixa, redução da alavancagem e maior rentabilidade. Grande parte dos investimentos realizados já está entrando em operação, enquanto a companhia reduz significativamente o ritmo de novos aportes.
Na nossa visão, esse movimento ainda não está totalmente refletido na cotação. Com um portfólio de empresas líderes em seus segmentos e negociando com desconto relevante frente ao seu potencial de geração de valor, reiteramos nossa recomendação de COMPRA para SIMH3.
👉 Confira a análise completa.

A Brava Energia (BRAV3) informou que foi reapresentado o edital da oferta pública de aquisição de ações (OPA), após a CVM autorizar a retomada do processo e revogar a suspensão da oferta.
Com a atualização, o leilão da OPA foi remarcado para 5 de agosto de 2026, enquanto a liquidação financeira ocorrerá em 17 de agosto de 2026. O aditamento também elimina condições precedentes da oferta, após a aprovação da operação pelo Cade e a obtenção das autorizações dos debenturistas, removendo entraves para a conclusão da transação.

A Méliuz (CASH3) concluiu seu programa de recompra de ações após adquirir 9.131.725 ações ordinárias, o equivalente a 100% do volume autorizado pelo Conselho de Administração. Com o encerramento do programa, a companhia também liquidou antecipadamente os contratos de derivativos vinculados à operação, transferindo todas as ações adquiridas para a tesouraria. Segundo a empresa, as ações permanecerão em tesouraria e sua destinação final será definida futuramente pela administração.

Os papéis da AMD registraram valorização no pregão de segunda-feira após receberem revisões para cima em seus preços-alvo por analistas de Wall Street, além do reflexo positivo de um acordo comercial de fornecimento com a Microsoft.
O otimismo do mercado decorre do avanço da companhia no fornecimento de hardware voltado para processamento de inteligência artificial corporativa e infraestrutura de servidores de grande porte. A combinação de revisões nos modelos de projeção financeira e parcerias com grandes provedores de nuvem sustentou o movimento de compra institucional.
Este avanço consolida a AMD como a principal alternativa viável no mercado de chips de alta performance para inteligência artificial, que atualmente enfrenta forte concentração de fornecimento. O fortalecimento de laços com a Microsoft sinaliza receitas recorrentes e valida a competitividade técnica dos produtos da empresa frente aos concorrentes diretos.
A tendência indica um fluxo contínuo de revisão positiva de lucros para os próximos trimestres, atraindo fluxos de capital que buscam exposição ao ciclo de expansão tecnológica sem a volatilidade concentrada em um único player do setor.

As ações da Alphabet fecharam em alta nesta segunda-feira, impulsionadas pelo anúncio de que o Google está desenvolvendo um novo chip interno, provisoriamente chamado de "Frozen v2". O componente foi projetado especificamente para otimizar a execução dos modelos de inteligência artificial da família Gemini, prometendo uma eficiência energética de 6 a 10 vezes superior às gerações atuais.
A iniciativa visa solucionar gargalos internos de capacidade de processamento da companhia, com uma estratégia de implantação em larga escala projetada até o ano de 2028.
A reação positiva do mercado reflete o alívio com a redução potencial da dependência de fornecedores externos de semicondutores e a otimização das margens operacionais em infraestrutura de nuvem.
Para quem acompanha o setor, o movimento sinaliza maior resiliência estrutural de longo prazo para a Alphabet, que consegue mitigar custos crescentes com energia em data centers. No curto prazo, o anúncio funciona como um catalisador de confiança antes da divulgação dos resultados do segundo trimestre, consolidando a percepção de liderança técnica na corrida global de inteligência artificial.

A Automob (AMOB3) divulgou sua prévia operacional do 2T26, registrando receita bruta de R$ 3,68 bilhões, alta de 13,1% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das vendas de veículos leves novos (+14,3%), usados (+11,6%) e caminhões e ônibus (+14,9%), enquanto o segmento de agro e máquinas apresentou queda de 24,4% no volume, mas voltou a registrar margem bruta de dois dígitos.
A companhia também reduziu seu capex líquido em 76,7% na comparação anual, refletindo a conclusão do ciclo de modernização da rede de lojas e maior foco na geração de valor.

A Raízen (RAIZ4) firmou um contrato para vender a Usina Caarapó, em Mato Grosso do Sul, para a Adecoagro, em uma operação estimada em R$ 760 milhões.
A transação inclui a unidade industrial, a cana-de-açúcar própria e os contratos com fornecedores vinculados à usina, que processou cerca de 3,5 milhões de toneladas de cana na safra 2025/26. Após a conclusão do negócio, a Raízen passará a operar 23 usinas, com capacidade instalada de moagem de aproximadamente 69 milhões de toneladas por safra.

A Wiz (WIZC3) confirmou que realizará, em 31 de julho de 2026, o pagamento de R$ 50,5 milhões em dividendos intercalares, o equivalente a R$ 0,31 por ação. Terão direito ao provento os acionistas com posição em 26 de dezembro de 2025, data em que os dividendos foram declarados. Considerando a cotação recente das ações, a distribuição representa um dividend yield de aproximadamente 3,7%.
A companhia também reiterou que ainda pretende distribuir R$ 50 milhões em dividendos adicionais até o fim de 2026, com a data de pagamento a ser definida posteriormente.

Ações
SLCE3: A companhia ganhou posições no ranking principalmente em função da queda acumulada das ações nos últimos meses, que tonou seu valuation mais atrativo. Apesar dos desafios do setor agrícola, seguimos enxergando uma empresa de alta qualidade, com forte eficiência operacional e boas perspectivas de geração de valor no longo prazo. A alta da semana não altera essa visão.
VULC3: A Vulcabras avançou no ranking após uma melhora na relação entre preço e valor intrínseco. Mesmo com a valorização recente das ações, continuamos enxergando fundamentos sólidos, elevada rentabilidade e uma execução consistente, o que mantém a companhia entre as melhores oportunidades do setor.
AXIA3: A Axia perdeu posições no ranking devido à redução do potencial de valorização em relação às demais empresas cobertas. A revisão não decorre de uma deterioração relevante dos fundamentos, mas sim de uma piora relativa na atratividade do ativo frente às alternativas disponíveis no universo analisado.
FIIs
HGRE11: O HGRE11 sofreu um revés em uma negociação que era muito positiva para o fundo. Com o cancelamento da operação, será necessário devolver cerca de R$ 2 milhões recebidos a título de sinal.
A venda do Edifício Alegria era vista com bons olhos, pois se trata de um imóvel com localização pouco atrativa e baixo padrão construtivo. Agora, a gestão retorna ao estágio inicial de busca por um novo comprador.
Diante disso, consideramos prudente rebaixá-lo no ranking.
Globais
O ranking de ações globais e REITs permanece inalteradonesta atualização.

A TSMC anunciou um plano de investimento adicional de US$ 100 bilhões para expandir sua capacidade de produção e encapsulamento avançado em sua fábrica localizada no Arizona, nos Estados Unidos.
O novo aporte eleva o compromisso total da fabricante taiwanesa no estado americano para US$ 265 bilhões e contempla a construção de quatro novas plantas de processamento, destinadas à fabricação de chips de última geração na tecnologia de 2 nanômetros e inferiores.
A decisão mitiga riscos geopolíticos associados à alta concentração de produção em Taiwan e atende diretamente à pressão de Washington para internalizar a cadeia de suprimentos de tecnologia crítica.
Sob a ótica do mercado, a nacionalização da fabricação assegura contratos de longo prazo com gigantes norte-americanas, mas os investidores devem monitorar os custos de operação mais elevados em solo ocidental, o que pode diluir as margens brutas da companhia durante a fase de transição e rampa de produção.

Publicamos nossa análise atualizada do BR Partners. O banco segue ampliando sua atuação, diversificando receitas e mantendo elevados níveis de rentabilidade, mesmo após anos difíceis para o mercado de capitais.
Apesar da excelente execução e da qualidade da gestão, entendemos que a retomada mais forte dos resultados ainda depende de um ambiente de juros mais favorável. Por isso, nossa recomendação permanece AGUARDE, enquanto buscamos uma margem de segurança mais atrativa.
👉 Confira agora o relatório completo no app.