
Ações
AXIA3: A Axia avançou em nosso ranking diante doaumento da volatilidade e das incertezas macroeconômicas. Em um cenário dejuros elevados e maior aversão ao risco, passamos a privilegiar empresas comreceitas mais resilientes e previsíveis.
CPFE3: A CPFL Energia ganhou posições em função deseu perfil defensivo e da forte geração de caixa. Em um ambiente de maiorincerteza econômica, negócios estáveis e bons pagadores de dividendos tendem ase destacar.
KLBN4: A Klabin subiu em nosso ranking por combinarresiliência operacional com relevante exposição ao mercado internacional. Esseperfil ajuda a mitigar parte dos riscos associados ao cenário doméstico maisdesafiador.
SAUD3: A Saud avançou em nossa classificação devidoàs características defensivas do setor de saúde. Em um ambiente de maiorvolatilidade e desaceleração econômica, a previsibilidade da demanda torna oinvestimento mais atrativo.
Globais
EQIX: O Equinix tem demonstrado crescimento das operações,contudo, o valuation esticado e os múltiplos elevados de negociação exigemcautela dos investidores, apesar da resiliência de suas receitas impulsionadaspela demanda global por data centers e infraestrutura de InteligênciaArtificial. Por conta do valuation mais caro, o REIT caiu algumas posições noranking de REITs.
SLG: O SL Green vem enfrentando os desafios estruturais domercado de escritórios corporativos em Nova York, focando seus esforços nareciclagem de capital, refinanciamento de dívidas e na busca por parceriasestratégicas para manter os níveis de ocupação de seu portfólio premium de altaqualidade.
O ranking de stocks não sofreu alterações essa semana.
FIIs
O ranking de FIIs não sofreu alterações.

O SNFF11 pagou R$ 0,72 por cota, mas seu resultado foi de apenas R$ 0,53 por cota. Para honrar a distribuição mais alta, foi necessário consumir toda a reserva acumulada. Dessa forma, não será nenhuma surpresa se o rendimento cair no próximo mês.
Os FOFs costumam capitanear a recuperação do mercado, assim como lideram nos momentos ruins. Com a queda recente do IFIX, tornou-se muito mais complicada a geração de valor por parte dessa classe. A manutenção da Selic em patamares elevados tende a prejudicar ainda mais o resultado dos fundos de fundos.
A piora do cenário é tão evidente que a gestão do SNFF11 optou por construir um caixa de 19,90%, antecipando o surgimento de boas oportunidades no mercado.
Outro fato que chama a atenção no fundo foi a aprovação de sua incorporação pelo SNME11. Dessa forma, o SNFF11 deixará de existir e seus cotistas receberão cotas do SNME11. Esse evento está previsto para o segundo semestre de 2026.
O SNME11 é um fundo multiestratégia, portanto tem liberdade de alocação em diferentes classes de ativos, como ações, SPEs, imóveis, CRIs, FIIs, entre outros. Não gostamos dos fundos multiestratégia por entendermos que é melhor dominar um segmento específico do que tentar exposição a vários.

ISA Energia concluiu a energização do último bloco do projeto Piraquê e iniciou sua operação comercial com 16 meses de antecedência em relação ao prazo da ANEEL. Com isso, a companhia passa a receber integralmente a RAP do empreendimento, equivalente a R$ 343 milhões por ano. O projeto contou com investimentos de R$ 3,85 bilhões e reforça a expansão da infraestrutura de transmissão de energia no Brasil.

A Engie Brasil aprovou uma oferta pública de ações que poderá viabilizar a incorporação dos 40% da Usina Hidrelétrica de Jirau atualmente detidos por sua controladora. O ativo foi avaliado em aproximadamente R$ 5,7 bilhões e será utilizado como forma de integralização na operação. Além de ampliar sua participação em um importante ativo de geração de energia, a companhia pretende captar recursos para fortalecer sua estrutura financeira e financiar novos projetos de crescimento.
Os acionistas terão direito de preferência na subscrição das novas ações, preservando sua participação e evitando diluição caso optem por acompanhar a oferta. A operação ainda depende de aprovações societárias e de mercado.

A Rede D'Or aprovou o cancelamento de 49 milhões de ações mantidas em tesouraria, reduzindo a quantidade total de ações em circulação e aumentando a participação proporcional dos acionistas remanescentes. Além disso, a companhia anunciou um novo programa de recompra de até 30 milhões de ações, com duração de 12 meses e limite financeiro de R$ 1 bilhão. As ações recompradas poderão permanecer em tesouraria, ser canceladas ou posteriormente alienadas.

A redução mais lenta da Selic renova a expectativa de manutenção dos altos dividendos do KNCR11. Por ser um fundo com 100% das dívidas atreladas ao CDI, esse patamar de juros potencializa seus resultados.
No entanto, esse otimismo em relação ao dividendo do fundo gerou forte apreciação de sua cota, a ponto de ela estar muito distante do valor patrimonial. Vale lembrar que o VP é uma aproximação do valor justo de um fundo de papel. Dessa forma, pagar valores acima dele aumenta o risco do investimento.
Acreditamos que é possível conseguir um yield próximo ao do KNCR11 em FIIs de papel atrelados à inflação que, além dos rendimentos, possuem potencial de valorização. Obviamente, o retorno via apreciação da cota está cada vez mais distante por conta da piora das expectativas em relação à Selic, mas, ainda assim, julgamos essa uma alocação mais apropriada.

O TRXF11 anunciou um acordo para a venda de 15 imóveis de seu portfólio, mas essa negociação, apesar de parecer muito boa, precisa ser avaliada sob vários ângulos. Vale destacar que a transação ainda depende da superação de algumas condições, previstas para serem atendidas em até 60 dias.
O lado positivo do negócio é o lucro estimado de R$ 0,51 por cota. Além disso, o acordo engloba algumas das agências bancárias do TRXF11. A diminuição da exposição direta a esse segmento é muito bem vista pelos cotistas do fundo.
Já o lado negativo é que os R$ 207 milhões serão pagos em cotas do BRC Renda Urbana FII. Caso a operação seja concluída, o TRXF11 transferirá a posse dos imóveis para esse FII e receberá cotas em troca. Teoricamente, as cotas de um fundo imobiliário são mais líquidas, mas, na prática, o TRXF11 não conseguiria transformar esses recursos em dinheiro rapidamente, devido ao tamanho da posição.
O investimento do TRXF11 em outros FIIs é um tema que gerou bastante polêmica nos últimos anos. Por isso, acreditamos que esse formato de negociação não foi o mais adequado. No geral, avaliamos todo o negócio como razoável.

A Oracle divulga nesta quarta-feira seus resultados financeiros do quarto trimestre fiscal, em meio a um cenário de crescente volatilidade no setor de tecnologia ligado à inteligência artificial. O consenso de mercado projeta uma receita de aproximadamente US$ 19,19 bilhões, o que representa um avanço anual de 20%, e um lucro por ação ajustado de US$ 1,96.
Os investidores estarão focados no ritmo de expansão da infraestrutura de nuvem da companhia (OCI) e em sua carteira de pedidos remanescentes (RPO), que alcançou o montante recorde de US$ 553 bilhões no trimestre anterior, impulsionada pela forte demanda por processamento de IA.
O balanço funcionará como um teste de realidade para as teses de crescimento acelerado em nuvem corporativa e medirá a capacidade da Oracle de monetizar seus investimentos de capital. Embora as ações acumulem valorização robusta nos últimos meses respaldadas pelo apetite por data centers, o mercado demonstra maior cautela quanto ao endividamento e à pressão sobre o fluxo de caixa livre necessários para financiar essa expansão.
A sinalização de que a entrega física de capacidade está acompanhando as projeções comerciais tende a ditar o suporte para o papel acima de suportes técnicos importantes, enquanto frustrações operacionais podem acentuar a correção recente do ativo diante do aperto nas margens do setor.

O Google anunciou na segunda-feira um corte de 37,5% no preço mensal do Google AI Plus, de US$ 7,99 para US$ 4,99, ao mesmo tempo em que dobrou o armazenamento incluído no plano — de 200 GB para 400 GB. A oferta mantém funcionalidades como geração de vídeo via Omni Flash, o estúdio criativo Google Flow e o assistente de pesquisa NotebookLM.
O movimento replica a estratégia já adotada em mercados emergentes: em agosto de 2025, a OpenAI lançou o ChatGPT Go na Índia por cerca de US$ 4,60/mês, e o Google respondeu em dezembro com um plano sub-US$ 5 para o mesmo mercado. Agora, essa lógica chega ao consumidor norte-americano.
A dinâmica reacende o debate sobre compressão de margens no setor de IA. O anúncio parece mais como um sinal da era de commoditização da infraestrutura de IA — processo em que as vantagens de integração vertical, distribuição e capacidade de bundling do Google tendem a corroer a rentabilidade dos provedores de IA mais focados em produto.
O paralelo histórico com a era web — quando empresas como Cisco e Lucent dominaram a infraestrutura e depois foram progressivamente comprimidas — aponta para um risco estrutural crescente para nomes como OpenAI e Anthropic, ambos com IPOs confidenciais em andamento e valuations que ainda precisam ser testados em um ambiente de concorrência de preços que se intensifica a cada trimestre.

A Meta Platforms anunciou o investimento de US$ 115 milhões para o lançamento da "Workforce Academy", um programa gratuito de treinamento voltado à formação de mão de obra qualificada para a construção e operação de seus centros de dados de inteligência artificial. Realizada em parceria com a associação Associated Builders and Contractors, a iniciativa com duração de cinco semanas oferecerá certificação e garantia de emprego para os graduados em quatro estados americanos.
O movimento estratégico visa mitigar o apagão de profissionais técnicos no setor de infraestrutura pesada de tecnologia e ocorre logo após a companhia realizar uma demissão em massa de cerca de 8.000 funcionários corporativos.
A iniciativa da Meta ataca diretamente um dos principais gargalos operacionais da corrida pela inteligência artificial: a escassez de capacidade instalada e de mão de obra para expandir a infraestrutura de computação. Ao garantir a formação de sua própria cadeia de suprimento de trabalhadores, a empresa reduz riscos de atrasos crônicos em seus massivos projetos de expansão física, o que tende a otimizar a eficiência do capital investido (Capex) no médio prazo.
O movimento sinaliza ao investidor um foco disciplinado na execução e na sustentabilidade do crescimento operacional, ajudando a aliviar o ceticismo recente do mercado sobre a magnitude dos gastos da Big Tech com infraestrutura de IA.

A Alphabet e a Nvidia iniciaram movimentos para utilizar a Intel como fabricante alternativa de semicondutores, visando mitigar os gargalos de fornecimento da TSMC. De acordo com informações de mercado, o Google já firmou um pedido firme de mais de 3 milhões de unidades de processamento (TPUs) programadas para produção em 2028 no Intel Foundry.
Paralelamente, a Nvidia avalia o processo avançado de fabricação 18A e as tecnologias de encapsulamento da companhia norte-americana para seus futuros processadores de inteligência artificial. Como reação imediata ao anúncio, as ações da Intel dispararam mais de 11%, impulsionando todo o setor de semicondutores nas bolsas americanas.
Este movimento sinaliza uma quebra relevante no quase-monopólio da TSMC no segmento de chips de ponta para IA e valida a tese de virada operacional (turnaround) da Intel sob a estratégia de fundição terceirizada. Para o investidor, o cenário reduz o risco sistêmico de cadeia de suprimentos que pairava sobre a Nvidia e o Google diante da escassez crônica de capacidade global de chips.

A Apple apresentou sua nova estratégia de inteligência artificial durante a Worldwide Developers Conference (WWDC), focando em uma abordagem mais pessoal, integrada e de fácil usabilidade por meio do "Apple Intelligence" e de uma assistente Siri reformulada.
Apesar dos anúncios voltados para a personalização e segurança de dados, a ausência de um cronograma claro e definitivo de lançamento frustrou o mercado e investidores. Como reflexo imediato, as ações da gigante de tecnologia recuaram durante a apresentação, registrando uma das piores reações pós-evento da última década para a companhia.
A reação negativa do mercado financeiro demonstra o ceticismo atual em relação ao ritmo de monetização e entrega das soluções de inteligência artificial da empresa frente a concorrentes mais agressivos da Big Tech.
Esse movimento de realização de lucros abre um período de volatilidade no curto prazo para os papéis da Apple, sinalizando que o investidor passará a exigir dados concretos de adoção dessas ferramentas e impactos diretos na receita de hardware antes de validar um novo ciclo de valorização expressiva. Contudo, acreditamos no papel pensando em horizontes maiores e na capacidade da Apple de entregar software aliado a hardware.

Ações
ALOS3: subiu no ranking em função do aumento daincerteza nos mercados. A companhia combina geração de caixa previsível, ativosde qualidade e potencial de distribuição de dividendos, características quetornam a tese mais atrativa em momentos de maior volatilidade.
FIQE3: ganhou posições no ranking devido à suaresiliência operacional e à natureza recorrente de suas receitas. Em um cenáriomais desafiador para os ativos de risco, a empresa oferece uma combinaçãointeressante entre potencial de valorização, crescimento e retorno aoacionista.
KLBN4: avançou no ranking por apresentar um perfilmais defensivo dentro da carteira. Após um ciclo relevante de investimentos, aexpectativa é de maior geração de caixa livre, contribuindo para a redução doendividamento e abrindo espaço para uma remuneração mais robusta aos acionistasao longo do tempo.
FIIs
Ranking sem alterações nessa semana.
Globais
WELL: O Welltower apresentou um forte desempenho nofechamento do primeiro trimestre de 2026, consolidando sua estratégia deexpansão focada no segmento de habitação para idosos. Contudo o REIT segue semmargem de segurança para recomendação de compra.
Os rankings de REITs e Stocks não tiveram movimentaçõesrelevantes essa semana.

A PRIO divulgou seus dados operacionais de maio de 2026, registrando produção média de 164,8 mil barris de óleo equivalente por dia (boepd). Apesar de algumas paradas pontuais e impactos operacionais em campos como Frade, Wahoo, Albacora Leste e Peregrino, a companhia manteve um patamar robusto de produção.
No mês, as vendas de petróleo somaram 5,03 milhões de barris, com destaque para o campo de Peregrino, que respondeu por mais de 2,2 milhões de barris comercializados. A empresa informou que parte dos impactos operacionais observados em maio já foi resolvida, com expectativa de normalização da produção de alguns ativos ao longo de junho.

A TAESA (TAEE11) informou que recebeu autorização do ONS para energizar parte das linhas de transmissão do projeto Ananaí, localizado entre os estados de São Paulo e Paraná. Com a entrada em operação desse trecho, a companhia passa a adicionar aproximadamente R$ 44,5 milhões por ano em Receita Anual Permitida (RAP), valor equivalente a cerca de 26% da receita total prevista para a concessão, com efeitos retroativos a 26 de maio de 2026.
O destaque da notícia é que a entrega ocorreu cerca de 10 meses antes do prazo regulatório definido pela Aneel, demonstrando a capacidade de execução da companhia. O projeto Ananaí é 100% controlado pela TAESA e possui RAP total de R$ 171,4 milhões por ano, além de investimentos regulatórios estimados em R$ 1,75 bilhão.

A Brava Energia divulgou produção média de 80,9 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em maio, o maior volume de 2026 e um crescimento de 1,5% em relação a abril. O destaque foi o aumento da produção offshore, que atingiu 53 mil boe/d, impulsionada principalmente pelo campo de Atlanta, que alcançou 25,1 mil barris de petróleo por dia, além da retomada gradual das operações no Polo Potiguar.
A produção de gás natural também apresentou forte avanço, chegando a 18,3 mil boe/d, alta de aproximadamente 8% frente a abril, com destaque para os ativos de Peroá, Manati e Pescada.

A Raízen anunciou a venda de sua operação de distribuição de combustíveis na Argentina para o grupo Mercuria por US$ 1,42 bilhão. A transação inclui os ativos e participações societárias ligados ao negócio no país e faz parte da estratégia da companhia de simplificar sua estrutura, otimizar o portfólio de ativos e fortalecer sua situação financeira.
Os recursos obtidos serão direcionados para a gestão da estrutura de capital da empresa, contribuindo para a redução da alavancagem em meio ao processo de reestruturação financeira em andamento. A conclusão da operação ainda depende de aprovações regulatórias e judiciais.

A SpaceX planeja captar US$ 75 bilhões em sua oferta pública inicial de ações (IPO), estipulando o preço de estreia em US$ 135 por papel. A operação precifica a companhia de exploração espacial e tecnologia em pouco mais de US$1 trilhão, consolidando a fusão recente com a xAI, braço de inteligência artificial de Elon Musk.
Caso o valuation seja confirmado na estreia agendada para 12 de junho, a fortuna pessoal do empresário saltará para US$988 bilhões com base no Índice de Bilionários da Bloomberg, deixando-o a próximo de atingir o patamar inédito de trilionário global.
A magnitude desta listagem, que projeta captar mais que o dobro do maior IPO da história financeira, redefine os prêmios de risco e os múltiplos de valuation para os setores de infraestrutura aeroespacial e de inteligência artificial. O movimento drena liquidez global para o ecossistema de Musk, gerando um efeito de arbitragem que tende a pressionar os valuations de concorrentes de tecnologia e montadoras tradicionais de veículos elétricos que competem indiretamente com a Tesla pelo capital de crescimento.

O impasse regulatório e a lentidão na definição de diretrizes para a inteligência artificial no Brasil ameaçam fazer o país perder espaço na corrida global por data centers e infraestrutura tecnológica, segundo Márcio Aguiar, diretor da Divisão Enterprise da Nvidia para a América Latina. Em entrevista à Bloomberg Línea, o executivo destacou que, sem projetos locais robustos e agilidade nas decisões estratégicas, o ecossistema nacional sofre com a fuga de cérebros, acelerando a migração de cientistas de dados, engenheiros de machine learning e pesquisadores de alta performance para o exterior.
Embora o país registre iniciativas pontuais relevantes e investimentos privados de peso no setor — como o plano de US$1,2 bilhão da Ascenty para data centers voltados à IA —, a falta de segurança jurídica atua como um gargalo para a atração de capital estrangeiro de longo prazo.
Esse cenário acende um alerta para o mercado financeiro e sinaliza um risco estrutural para a produtividade da economia brasileira no médio prazo, dado que a IA se tornou o principal vetor de eficiência corporativa global. Diante do compasso de espera institucional, investidores tendem a adotar uma postura mais seletiva, priorizando alocações em multinacionais de tecnologia ou em fundos globais expostos diretamente aos líderes da cadeia de chips, como a própria Nvidia.
No plano doméstico, a tendência é que o prêmio de risco para companhias de tecnologia locais permaneça elevado, enquanto ativos de setores tradicionais que dependem da digitalização acelerada para expandir margens podem sofrer revisões de valor caso o atraso regulatório continue a minar a competitividade do país frente a pares emergentes.

A Anthropic anunciou nesta segunda-feira o envio de documentos à Securities and Exchange Commission (SEC) para iniciar seu processo de abertura de capital (IPO), antecipando-se à rival OpenAI na corrida rumo ao mercado financeiro. O movimento ocorre logo após a startup registrar um faturamento anualizado de US$47 bilhões no início de maio — um salto expressivo frente aos US$9 bilhões reportados no ano passado — e levantar US$65 bilhões em sua última rodada de investimentos.
Com esse aporte recente, a avaliação de mercado da Anthropic atingiu cerca de US$965 billion, superando os US$852 bilhões atribuídos à OpenAI em março.
Este anúncio estabelece um marco de precificação estrutural para o ecossistema de inteligência artificial generativa, oferecendo a primeira oportunidade de liquidez robusta em bolsa para ativos puros do setor. O forte crescimento da receita operacional da Anthropic valida o modelo de monetização corporativa baseado em software de codificação e assistentes virtuais, mitigando o ceticismo inicial sobre a sustentabilidade dessas startups.
Embora o embate regulatório com a atual administração americana introduza uma volatilidade à tese, o pioneirismo na abertura de capital deve atrair um fluxo massivo de investidores institucionais ávidos por diversificar suas alocações em tecnologia de fronteira antes da listagem de outros grandes competidores.