
A ASML Holding encerrou o quarto trimestre de 2025 com receita líquida de US$ 10,69 bilhões, uma alta de 4,9% na comparação anual, consolidando um faturamento de US$ 35,94 bilhões no exercício completo. O destaque operacional foi o volume recorde de novas encomendas (net bookings), que somou US$ 14,48 bilhões no trimestre — um salto de 85,6% frente ao mesmo período de 2024 — impulsionado pela venda de sistemas de litografia ultravioleta extrema (EUV).
O lucro líquido trimestral avançou 5,5%, atingindo US$ 3,12 bilhões, enquanto a margem bruta expandiu para 52,2% devido ao mix de produtos de alta tecnologia voltados para inteligência artificial.
Os resultados reforçam a posição de monopólio técnico da ASML e sinalizam um novo ciclo de investimentos no setor de semicondutores, com foco na transição para chips de 2nm. Para o investidor, o robusto backlog de US$ 42,68 bilhões oferece previsibilidade de receita até 2027, mitigando incertezas sobre o crescimento de curto prazo.
Entretanto, o mercado deve monitorar a normalização das vendas para a China, que deve cair de 36% para 20% em 2026, e a sensibilidade do papel a novas restrições geopolíticas, fatores que podem gerar volatilidade apesar dos fundamentos operacionais sólidos. Para mais detalhes, acesse o relatório completo em anexo.

Que o mercado logístico brasileiro está em forte expansão não é novidade, mas engana-se quem acredita que apenas a região Sudeste vem se desenvolvendo.
São Paulo segue sendo o principal vetor de evolução, mas Santa Catarina foi o segundo estado com maior entrega de novos galpões logísticos de alto padrão.
E, mesmo com tantos novos imóveis, a vacância do estado é de 6,8%, inferior até à média nacional, de 7,7%.
Os gestores de FIIs logísticos já entenderam a tendência de descentralização logística e começaram a diversificar seus portfólios. Apesar da forte concentração em São Paulo, o Sul e o Nordeste já estão bem representados nos fundos imobiliários.
Apenas como curiosidade, tanto HGLG11 quanto BTLG11 já têm um pezinho em Santa Catarina, além de já investirem há muito tempo em ativos localizados em Pernambuco.

O HGRU11 confirmou uma venda em um formato bem interessante. O ativo já foi vendido, e a primeira parcela já foi recebida; porém, ele continuará no portfólio, gerando receita, até que seja recebida a segunda parcela. Desse modo, o valor da entrada já ingressou no caixa e está gerando receita, enquanto o imóvel segue operando.
O lucro gerado na transação foi de R$0,08/cota, sendo que o fundo já conta com R$1,13/cota de resultado acumulado para estabilizar suas distribuições.
A gestora informa que irá manter a distribuição do fundo em R$0,95/cota no primeiro semestre de 2026. Vale destacar que apenas R$0,86/cota são gerados de maneira recorrente; portanto, parte da reserva será consumida.
O HGRU11 é um fundo que recicla bastante o seu portfólio; portanto, novas vendas são esperadas, de modo que continuemos a observar a ocorrência de lucros extraordinários.
Por essa característica, recomendamos observar o dividend yield anual do fundo, e não o mensal. O fundo paga 10 meses de resultado equilibrado e 2 meses de distribuições mais robustas, remunerando, assim, muito bem o seu cotista.

A Paramount Skydance elevou a aposta em sua oferta hostil pela Warner Bros. Discovery (WBD), comprometendo-se a assumir a multa de rescisão de US$ 2,8 bilhões caso a WBD desista do acordo pré-estabelecido com a Netflix. Além do pagamento da penalidade, a proposta liderada por David Ellison inclui US$ 1,5 bilhão para refinanciamento de dívidas e uma "taxa de tique-taque" de US$ 0,25 por ação a cada trimestre de atraso após 2025.
O movimento ocorre em um cenário de guerra de ofertas, onde a Paramount tenta convencer acionistas e reguladores de que sua proposta de US$ 108 bilhões — que engloba a totalidade da empresa, incluindo redes de TV como CNN e TNT — é superior à da Netflix, focada apenas em estúdios e streaming.
O anúncio sinaliza uma tentativa agressiva da Paramount de mitigar os riscos financeiros da ruptura contratual, mas a execução permanece complexa. Embora a oferta da Paramount apresente um valor de face mais alto, o conselho da Warner tem demonstrado resistência, citando preocupações com a estrutura alavancada e o alto endividamento da proposta da Skydance.

A Alphabet encerrou o quarto trimestre de 2025 com uma receita consolidada de US$113,8 bilhões, alta de 18%, consolidando um faturamento anual recorde acima de US$400 bilhões. O lucro líquido saltou 30%, atingindo US$34,5 bilhões, impulsionado pela resiliência do Google Search e, principalmente, pela expansão de 48% na divisão Google Cloud, que viu sua margem operacional saltar de 17,5% para 30,1% em um ano.
Apesar dos números robustos, a companhia intensificou significativamente seus investimentos em capital (CapEx), totalizando US$91,4 bilhões no ano, voltados à infraestrutura de inteligência artificial e ao aporte de US$16 bilhões na unidade de veículos autônomos Waymo.
Para o investidor, o balanço reflete uma transição bem-sucedida para a era da IA generativa, com o Google Cloud se consolidando como um motor de rentabilidade e não apenas de crescimento de receita. A forte geração de caixa e o backlog de US$240 bilhões em nuvem oferecem previsibilidade, mas o mercado deve monitorar de perto a disciplina de custos. Para mais detalhes, acesse o relatório completo da empresa em anexo.

A Petrobras encerrou 2025 com produção total própria de 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), alta de 11% sobre 2024 e 2,8 p.p. acima do limite superior do guidance (+4%). A produção comercial atingiu 2,62 milhões de boed, também superando a meta. O desempenho foi impulsionado pelo aumento de capacidade dos FPSOs Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias, pelo ramp-up de novas unidades como Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Anna Nery e Alexandre de Gusmão, além de ganhos de eficiência operacional, principalmente na Bacia de Santos.
A estatal também adicionou 1,7 bilhão de boe em reservas provadas, atingindo índice de reposição de 175% e elevando o R/P para 12,5 anos — o maior nível de reservas dos últimos dez anos.

A Raízen (B3: RAIZ4) informou que a agência Moody’s Local Brasil rebaixou seu rating corporativo de ‘AAA.Br’ para ‘CCC+.Br’. Além do corte expressivo na nota, a perspectiva foi alterada de “negativa” para “em revisão para rebaixamento”.

A PetroReconcavo (B3: RECV3) informou que sua produção média em janeiro de 2026 foi de 24,1 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/dia), queda de 3,5% em relação a dezembro. O recuo foi impactado principalmente por uma parada programada na UTG Catu, no Ativo Bahia, além de uma interrupção não programada de energia elétrica que afetou cinco campos por um dia.
No Ativo Potiguar, a produção somou 12,1 mil boe/dia (-0,6% m/m), com 7,7 mil barris/dia de petróleo e 4,4 mil boe/dia de gás. Já no Ativo Bahia, a produção foi de 12,0 mil boe/dia (-6,3% m/m), refletindo as paradas na UTG Catu e no polo Miranga, além de intervenções em poços no campo de Tiê.

As tendências do mercado imobiliário mudam ao longo do tempo, por isso é sempre importante que a gestão de um FII se mantenha atenta para preservar a competitividade do portfólio.
Uma pesquisa do DataZAP mostrou uma mudança interessante no perfil das locações residenciais. A metragem média dos apartamentos buscados é de 58 m², bem abaixo dos 71 m² de 2023 e dos 67 m² de 2024.
A redução do tamanho dos apartamentos vem em linha com o menor número de pessoas em cada lar. Em 2010, cada residência tinha, em média, 3,7 indivíduos e, em 2022, esse número caiu para 2,8.
O setor residencial é pouco representativo no mercado de FIIs, mas mudanças relevantes também foram vistas nos segmentos de lajes corporativas, logístico, shoppings, entre outros.
Por mais que dê mais trabalho, o fato de um FII ser um organismo vivo, que precisa se atualizar e se adaptar, é um dos fatores mais interessantes deste mercado.

O IPCA de janeiro foi de 0,33%, em linha com a expectativa do mercado (0,32%).
O IPCA é o índice oficial de inflação no Brasil, sendo calculado pela variação dos preços de uma cesta de produtos consumidos por famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos.
O Brasil tem como meta alcançar uma inflação de 3% ao ano, mas, nos últimos 12 meses, o acumulado é de 4,44%. Embora estejamos acima da meta, a trajetória da inflação é de queda, o que vem contribuindo para a expectativa de redução da Selic.
Em janeiro, a alta da gasolina foi o principal fator que pressionou a inflação, enquanto a queda da energia elétrica ajudou a amenizar a alta do índice.
Uma inflação controlada é essencial para o Banco Central iniciar os cortes da taxa de juros. A queda da Selic é muito importante para o bem-estar da economia brasileira, mas precisa ser sustentada por fundamentos.
Vale lembrar que a queda da Selic é um grande propulsor para investimentos de risco, como fundos imobiliários e ações.

O co-CEO da Netflix, Greg Peters, anunciou em visita a São Paulo que a plataforma expandirá a sua oferta de conteúdos no Brasil com eventos ao vivo e videocasts, consolidando o país como um dos seus mercados estratégicos. A iniciativa acompanha a inauguração da nova sede na capital paulista, um investimento de mais de R$ 140 milhões, e ocorre num momento em que a gigante do streaming ultrapassa os 325 milhões de assinantes globais.
Peters também reforçou o interesse da companhia em transmissões desportivas e competições de massa, além de detalhar a estratégia de integração de ativos após a oferta de aquisição da Warner Bros, avaliada em cerca de US$ 83 mil milhões.

A Eli Lilly firmou um acordo definitivo para adquirir a biotecnológica Orna Therapeutics por até US$2,4 bilhões, consolidando a sua ofensiva no mercado de imunologia. A transação envolve um pagamento inicial em dinheiro e montantes adicionais condicionados a marcos de desenvolvimento clínico. O foco da aquisição é a tecnologia de RNA circular da Orna, que permite a reprogramação de células de defesa diretamente no corpo do paciente (in vivo), eliminando processos laboratoriais complexos. O principal ativo do portfólio, o ORN-252, está pronto para testes clínicos e visa tratar doenças autoimunes graves através da terapia CAR-T.
Para o investidor, o movimento sinaliza que a Eli Lilly irá utilizar o fluxo de caixa gerado pelos seus medicamentos para obesidade e diabetes (como o Zepbound e o Mounjaro) para diversificar o risco e garantir novas fontes de receita a longo prazo. Ao apostar na imunologia de nova geração, a empresa posiciona-se para liderar uma tecnologia que pode reduzir drasticamente os custos de produção e aumentar a escalabilidade de tratamentos complexos.

O KNSC11 divulgou os dados de janeiro de 2026.
O fundo segue com uma estratégia mista, com 62% do patrimônio exposto à inflação e 41% exposto ao CDI. Vale notar que a soma das alocações do fundo supera 100%, já que ele faz uso de alavancagem, ou seja, o fundo toma recursos emprestados para investir mais.
A Kinea, gestora do fundo, o classifica como um ativo de risco médio, mas algumas características são responsáveis por elevar seu nível de risco. A carteira formada por dívidas de longo prazo torna o fundo mais sensível a mudanças na taxa de juros. Além disso, alguns setores dos CRIs da carteira também são mais arrojados.
Por fim, o fundo informou problemas em duas operações de crédito que representam 1,2% do portfólio. As medidas de proteção já foram tomadas, e o gestor informou confiar nas garantias.

O XPLG11 anunciou sua 9.ª emissão de cotas com o objetivo de captar R$1 bilhão. O preço de emissão é de R$105,89.
Como o fundo está sendo negociado abaixo de R$103, a oferta não é atrativa financeiramente. Muito provavelmente, a XP está realizando essa captação com algum acordo já engatilhado com um grande player.
Já o HGLG11 iniciou sua 11.ª emissão de cotas, e terão direito a participar os cotistas que possuírem cotas do fundo até hoje (10/02), às 17h.
Este é outro caso de emissão com baixa atratividade financeira; portanto, não é necessário fazer esforço para participar.

A Itaúsa informou que aumentou sua participação acionária na Aegea Saneamento e Participações após a homologação de aumentos de capital da investida. Na primeira etapa, a Aegea emitiu 14,4 milhões de novas ações ordinárias a R$ 55,29 por papel, das quais a Itaúsa subscreveu 5,0 milhões, com aporte de cerca de R$ 277,9 milhões.
Adicionalmente, foi aprovada a emissão de mais 7,3 milhões de ações ordinárias, das quais a Itaúsa subscreverá 2,5 milhões, ao valor aproximado de R$ 140,2 milhões. Com a conclusão dessa segunda etapa, a participação da Itaúsa na Aegea passará de 12,82% para 13,27%, totalizando um investimento de cerca de R$ 418,1 milhões, financiado com caixa próprio e sem impacto relevante no resultado do exercício.

A BB Seguridade comunicou a distribuição de R$ 4,95 bilhões em dividendos aos acionistas, referente ao lucro líquido do segundo semestre de 2025, acrescido de dividendos prescritos de exercícios anteriores. Com isso, o total de proventos pagos no ano soma R$ 8,72 bilhões, o equivalente a 96,7% do lucro líquido de 2025, conforme aprovado pelo Conselho de Administração em dezembro.
O dividendo por ação da BBSE3 será de R$ 2,549, atualizado para R$ 2,58 até 9 de fevereiro de 2026. Os proventos serão corrigidos pela taxa Selic entre 31 de dezembro de 2025 e 2 de março de 2026, data do pagamento. Terão direito aos dividendos os acionistas com posição em 12 de fevereiro, com as ações passando a ser negociadas ex-dividendos a partir de 13 de fevereiro.

A Alphabet, controladora do Google, captou US$ 20 bilhões por meio de uma emissão de dívida que incluiu um título ultra-longo com vencimento de 100 anos, uma raridade no setor de tecnologia. A demanda pelos papéis superou os US$ 100 bilhões, permitindo que a companhia se financiasse com taxas competitivas mesmo para prazos de um século.
Os recursos serão destinados à expansão maciça de data centers e infraestrutura de inteligência artificial, sinalizando que a empresa está travando o custo de capital agora para garantir projetos de décadas.
Para o investidor, a emissão de um bônus de 100 anos é uma demonstração de força e de solvência a longuíssimo prazo, indicando que o mercado de crédito enxerga a Alphabet como uma instituição perene. Embora títulos centenários sejam sensíveis a variações nas taxas de juros, o sucesso da operação reduz o risco de refinanciamento da companhia e garante fôlego para a disputa tecnológica contra Microsoft e Amazon.

A Amazon planeja lançar uma plataforma voltada para a comercialização de conteúdos gerados por inteligência artificial (IA), conforme reportado pelo portal The Information. O novo marketplace permitiria que criadores e empresas disponibilizassem vídeos, imagens e textos produzidos por modelos generativos diretamente na infraestrutura da companhia.
A iniciativa faz parte de uma estratégia agressiva para ampliar a relevância da Amazon Web Services (AWS) e de seus próprios modelos de linguagem, como o Titan, frente à concorrência direta com a OpenAI e o Google.
Para o investidor, o movimento reforça a tese de que a Amazon está focada em monetizar a aplicação prática da IA, indo além da oferta de infraestrutura de nuvem. Ao criar um ecossistema de distribuição de conteúdo, a empresa busca fidelizar desenvolvedores e gerar novas linhas de receita recorrente através de comissões e serviços vinculados.

Ações
BBDC4: Rebaixamos o Bradesco para Aguarde. Apesar da melhora gradual nos resultados do banco nos últimos anos, o valuation atual já precifica uma retomada da operação para níveis históricos de rentabilidade — movimento que, até o momento, ainda não se concretizou. Com isso, a margem de segurança foi significativamente reduzida.
FIIs
KNRI11: O fundo segue perdendo posições no ranking devido ao seu preço esticado. A qualidade segue intacta, mas o fundo valorizou bastante.
RZTR11: Gostamos muito do ativo, mas nem sempre seu preço permite um investimento mais relevante.
No patamar atual ele já merece um pouco mais de atenção.
Globais
ORCL: Impulsionada pela queda recente do preço de suas ações, a Oracle subiu algumas posições no ranking de stocks.
ARE: O Alexandria atravessa um período mais desafiador, o que resultou na perda de algumas posições no ranking de REITs. Contudo, mantemos nossa convicção na tese de investimento.

O HGCR11 não teve um bom ano, principalmente em função de movimentos equivocados por parte de sua gestora. Na superfície, tudo parece tranquilo com o fundo, já que os dividendos entregues seguem atrativos e a carteira de CRIs não apresenta grande estresse.
Entretanto, houve um aumento da alocação em outros FIIs, sendo que a escolha pela adição do GARE11 na carteira é bastante questionável. Esse movimento configura um claro conflito de interesses, pois o retorno do cotista não parece ser o principal objetivo da transação.
O HGCR11 entregou excelentes resultados sob o comando da CSHG e, agora, sob a gestão da Pátria, não apresentou um bom cartão de visitas.
O portfólio do fundo ainda merece um voto de confiança, mas estamos mais atentos aos movimentos da gestão. Confira a análise atualizada na página do fundo.