
Ações
ALUP11: apesar de continuarmos enxergando a Alupar como uma empresa de elevada qualidade, a valorização recente reduziu a margem de segurança que identificamos no ativo. Diante desse novo patamar de preço, optamos por reduzir sua posição em nosso ranking.
BBDC4: o Banco Bradesco perdeu posições em nosso ranking após a forte recuperação apresentada nos últimos meses. Embora ainda enxerguemos potencial para o ativo, a expressiva valorização reduziu o desconto em relação ao nosso preço justo, tornando outras oportunidades mais atrativas neste momento.
Globais
NKE: O resultado do período reportado apresentou redução na receita consolidada, impactada pela menor demanda no canal de venda direta digital e em regiões internacionais chaves, enquanto o atacado norte-americano mostrou estabilidade. As margens foram sustentadas temporariamente por reduções de despesas estruturais e logísticas, mas a tese principal segue pressionada pela necessidade de renovação do portfólio de produtos e recuperação do fluxo de clientes.
MNST: O trimestre apresentou expansão na receita consolidada, impulsionada pelo avanço do volume de vendas nos mercados internacionais e pela introdução de novas linhas de energéticos. As margens operacionais refletiram maior escala de distribuição global, embora parcialmente contidas pelo aumento em despesas comerciais e custos de insumos locais.
Ambas as empresas seguem sem recomendação, a Nike pelo momento dificil e a Monster por estar com um valuation sem margem de segurança. Apesar dessas atualizações, os rankings de stocks e REITs não tiveram alterações.
FIIs
ALZR11, TEPP11, TRXF11 e PMLL11: Rebaixamos a posição desses fundos, pois queremos refletir, no topo do ranking, uma maior concentração em fundos de papel. Com o ritmo mais lento de queda da Selic e a pressão inflacionária decorrente da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, é mais prudente concentrar os aportes em FIIs de recebíveis.

A China iniciou oficialmente a fabricação comercial e em larga escala de uma linha de semicondutores e microchips desenvolvidos 100% em solo doméstico, contornando gargalos causados pelas sanções econômicas ocidentais.
Os novos processadores industriais, fabricados a partir de tecnologias de litografia independentes, começaram a abastecer montadoras de veículos elétricos locais e os principais conglomerados de tecnologia de comunicação e defesa civil do país asiático. O avanço representa uma autonomia industrial parcial frente aos maquinários e tecnologias de propriedade industrial da cadeia global de chips de ponta.
A quebra no monopólio de fornecimento de tecnologias avançadas do Ocidente reduz a médio prazo a dependência da indústria chinesa por fornecedores de semicondutores norte-americanos e europeus, reconfigurando os fluxos comerciais do setor. Para as alocações de capital internacionais, o evento exige reavaliação dos prêmios de risco geopolítico sobre fabricantes tradicionais de semicondutores globais e redes globais de hardware.
A tendência indica uma aceleração na fragmentação tecnológica, forçando empresas ocidentais a revisar margens diante do aumento da capacidade e da concorrência de fornecedores asiáticos subsidiados pelo Estado.

A Meta Platforms e a BlackRock anunciaram formalmente uma aliança estratégica avaliada em US$ 14 bilhões destinada à construção de infraestrutura avançada de Inteligência Artificial (IA).
O aporte financeiro bilionário será voltado para a engenharia de novos data centers, redes de conectividade otimizada e aquisição de plantas energéticas dedicadas a suprir as altas cargas exigidas por supercomputadores e novos modelos de linguagem.
O capital será provido em parte pelos fundos de infraestrutura institucional da BlackRock em coinvestimento direto com a controladora das redes sociais. A transação marca um amadurecimento importante na forma de financiamento de projetos da Big Tech, reduzindo a necessidade imediata de utilização de caixa livre ou emissão direta de dívida corporativa para financiar Despesas de Capital (CapEx).
A redução do risco financeiro isolado tende a agradar o mercado, amenizando preocupações recorrentes dos acionistas sobre os altos custos operacionais do desenvolvimento tecnológico. O consórcio eleva a atratividade do setor e abre novas frentes contratuais para empresas de infraestrutura básica de energia e semicondutores.

A Coca-Cola Company superou as expectativas do mercado financeiro e elevou suas projeções de guidance financeiro em seu balanço oficial de resultados corporativos do segundo trimestre de 2026.
O desempenho positivo foi amparado por volumes globais resilientes e pelo reajuste estratégico nos preços de seu portfólio de bebidas em mercados-chave. A expansão nas principais linhas de receitas operacionais reflete uma superação dos impactos inflacionários contínuos nas cadeias globais de suprimento e distribuição.
A revisão do guidance para cima atua como um forte sinal de previsibilidade de caixa para as tesourarias e portfólios defensivos de dividendos. O movimento consolida o papel contracíclico e a robustez do poder de precificação da companhia em cenários macroeconômicos de consumo sob pressão.
A tendência sugere a manutenção de prêmios nas ações da empresa em comparação ao setor, à medida que investidores buscam proteção e receitas estáveis na renda variável em períodos de volatilidade monetária global.

A rede global de fast-food McDonald's enfrenta desafios operacionais devido à transição agressiva de seu atendimento para totens e aplicativos de autoatendimento. Dados recentes de relatórios de tecnologia de restaurantes de 2025/2026 apontam que 80% dos consumidores enfrentam falhas frequentes nas transações de autoatendimento em restaurantes no mercado americano, enquanto 90% admitem menor lealdade à marca quando o suporte humano é ausente.
Apesar desse impacto no atrito com o consumidor, o CEO Christopher Kempczinski reiterou que as prioridades estratégicas da companhia permanecem concentradas em estratégias de valor, marketing e inovação de cardápio, evitando gastos adicionais com contratação de pessoal na linha de frente para conter custos de franquia.
A estratégia reflete o foco da gestão em defender as margens de lucro operacionais e o fluxo de caixa através da automação corporativa massiva, uma tática essencial em tempos de inflação de salários nos Estados Unidos. Contudo, a curto e médio prazo, a fricção na experiência do usuário pode atuar como um limitador no tráfego de clientes nas lojas físicas, especialmente com concorrentes redirecionando esforços em serviço humano diferenciado.

As ações da 3tentos (TTEN3) caíram mais de 12% nesta terça-feira (28), em meio à repercussão de uma reunião realizada entre executivos da companhia e analistas de mercado. Segundo relatos de participantes do mercado, o encontro teria levado algumas instituições a revisarem suas expectativas para os próximos resultados da empresa, aumentando a cautela dos investidores. Até o momento, porém, a 3tentos não confirmou qualquer alteração em suas projeções nem comentou o movimento das ações.
A companhia divulgará os resultados do 2T26 em 13 de agosto, quando o mercado poderá avaliar se houve, de fato, mudanças nas perspectivas operacionais e financeiras da empresa.

A Simpar (SIMH3) divulgou sua prévia operacional do 2T26 com receita líquida de serviços recorde de R$ 9,4 bilhões, alta de 13,2% na comparação anual, refletindo a maturação dos contratos e o crescimento orgânico dos negócios.
O principal destaque foi a redução da alavancagem consolidada para 2,8x, o menor nível desde o IPO da companhia, em 2010. A melhora foi impulsionada pelo aumento da eficiência operacional, menor necessidade de investimentos, venda de ativos e pelos recentes aumentos de capital da Simpar, Movida e Vamos.
Além disso, a holding reduziu sua dívida líquida em 54%, para R$ 1,4 bilhão, e anunciou a monetização da CS Porto Aratu por R$ 1,8 bilhão, reforçando sua estratégia de desalavancagem e captura de valor dos ativos.

O RZTR11 anunciou a transferência dos contratos ligados a sete imóveis rurais localizados em Campo Verde, no Mato Grosso. A Agrícola Librelotto passa a assumir integralmente os direitos e as obrigações da operação.
A mudança envolve tanto o contrato de arrendamento quanto a opção de compra dos imóveis. A nova arrendatária assumiu as responsabilidades financeiras imediatamente, enquanto a posse será transferida após a colheita do algodão, prevista até agosto de 2026.
O prazo do arrendamento foi reduzido e agora seguirá até junho de 2028, em vez de dezembro de 2035. Mesmo com a alteração, o fundo informou que o yield da operação foi mantido, sem impacto financeiro para o RZTR11.
Também houve mudança na opção de compra, que antes seria exercida em dez parcelas anuais entre 2027 e 2036. Agora, o pagamento será concentrado em 2027 e 2028, mantendo o valor total de R$57 milhões.
Como condição para a transferência contratual, o fundo receberá uma multa de R$3,42 milhões, equivalente a aproximadamente R$0,18 por cota. Além disso, o novo arrendamento mantém a geração recorrente de receita até junho de 2028.

O TRXF11 anunciou a aquisição indireta de um complexo logístico Classe AAA localizado em Guarulhos, um dos principais polos de distribuição do país. A operação envolve os galpões K100, K200 e K300.
O portfólio possui cerca de 237,4 mil m² de área bruta locável e foi avaliado em aproximadamente R$1,43 bilhão. Os imóveis estão próximos ao Aeroporto de Guarulhos e a importantes rodovias, como Presidente Dutra e Fernão Dias.
Os galpões K100 e K200 estão locados ao Mercado Livre por contratos atípicos de dez anos. O K200 já está concluído, enquanto o K100 tem previsão de entrega total em outubro de 2026.
Já o K300 permanece em desenvolvimento, com entrega prevista para agosto de 2027. Sua aquisição depende da aprovação do projeto, da assinatura do contrato Built to Suit e do cumprimento das demais condições estabelecidas.
Com a transação, o TRXF11 passa de 112 para 115 imóveis e amplia sua área locável em 19%. Mesmo após a aquisição, a gestão manteve a estimativa de distribuição entre R$0,90 e R$0,93 por cota até dezembro de 2026.

Tudo sobre o último mês da nossa carteira de FIIs você encontra neste relatório.
Os destaques do mês são os fundos de papel, com ótimo pagamento de dividendos em razão da inflação elevada. O próximo rendimento deve seguir atrativo, mas o de setembro será enfraquecido pelo IPCA de 0,16% medido em junho. Ainda assim, os fundos de papel seguem como boas oportunidades no cenário atual.
Por fim, destacamos o aumento do risco do TRXF11 após as inúmeras aquisições de imóveis realizadas no ano. A tese segue com recomendação de compra, mas com o sinal amarelo ligado.

A JSL (JSLG3) divulgou sua prévia operacional do 2T26, com receita bruta de R$ 2,94 bilhões, alta de 5,5% na comparação anual, impulsionada pelo crescimento da receita de serviços.
O destaque ficou para a JSL Digital, cuja receita avançou 63,6% na comparação anual, enquanto a operação de serviços dedicados retomou o crescimento. A companhia também informou que manteve a margem EBITDA estável em relação ao trimestre anterior. Além disso, a JSL registrou seu 5º trimestre consecutivo de redução da alavancagem e gerou R$ 23 milhões em caixa com a venda de ativos no período, reforçando sua estratégia de crescimento com disciplina financeira.

O Grupo Mateus (GMAT3) informou que a Fitch Ratings reafirmou seu Rating Nacional de Longo Prazo em AAA (bra), a mais alta classificação na escala nacional, mantendo perspectiva estável. Segundo a agência, a avaliação reflete o forte posicionamento da companhia no varejo alimentar brasileiro, a expansão da sua escala, a diversificação geográfica e de formatos, além de um perfil financeiro conservador.

Ações
CSUD3: Apesar da valorização na semana, seguimos enxergando uma assimetria positiva para a CSU Digital. A companhia continua negociando a múltiplos atrativos, o que sustentou sua melhora de posição no ranking.
EGIE3: A recente correção das ações tornou o valuation da Engie mais atrativo, ampliando o potencial de retorno esperado e favorecendo sua ascensão no ranking.
RENT3: A queda recente das ações aumentou a atratividade da relação entre preço e valor intrínseco da Localiza. Seguimos confiantes na tese de longo prazo, o que resultou em um ganho de posições no ranking.
Globais
LLY: A Eli Lilly superou as expectativas nos resultados trimestrais, com uma alta relevante na receita anual, impulsionada pela forte demanda global de seus medicamentos para obesidade e diabetes. Contudo o valuation segue sem margem de segurança, por esse motivo, a empresa caiu algumas posições no ranking de stocks.
NFLX: A Netflix entregou um crescimento em suas receitas do 2º trimestre de 2026, mas viu suas ações caírem após projetar perspectivas de crescimento mais moderadas para os próximos meses.
O ranking de REITs não sofreu alterações essa semana.
FIIs
O ranking de FIIs não sofreu alterações

A Oracle realizou uma redução drástica em seu quadro de funcionários global, eliminando cerca de 21.000 postos de trabalho em seu último ano fiscal, o equivalente a uma queda de 13% em sua força de trabalho total. Conforme o relatório anual da gigante de tecnologia, o número de colaboradores recuou de 162.000 para 141.000 no período encerrado em maio.
O processo de reestruturação demandou um desembolso massivo de US$ 1,84 bilhão em indenizações trabalhistas e custos de desligamento, uma expansão expressiva frente aos US$ 374 milhões gastos no ano anterior.
Essa transformação profunda reflete o impacto direto da automação e da adoção acelerada de inteligência artificial nos processos internos da companhia. A curto prazo, as despesas bilionárias com demissões afetam o resultado financeiro imediato e exigem atenção na gestão do endividamento corporativo.
A longo prazo, no entanto, a substituição de mão de obra por estruturas automatizadas sinaliza uma tendência de forte ganho de eficiência e aumento das margens operacionais, posicionando favoravelmente as ações da empresa entre teses focadas em controle de custos e competitividade digital.

A Alphabet superou as estimativas de consenso de Wall Street em seu balanço financeiro, registrando um avanço sólido em suas principais métricas. O grande destaque operacional foi a divisão do Google Cloud, cuja receita acelerou em ritmo forte na comparação anual, alcançando a marca de US$ 20 bilhões no trimestre.
Impulsionada pela alavancagem operacional da nuvem e por ganhos contábeis em participações acionárias de empresas terceiras, o lucro líquido geral avançou significativamente, expandindo a margem operacional da empresa.
Os números robustos reforçam a percepção de que os elevados investimentos em infraestrutura de inteligência artificial e capacidade de processamento estão gerando monetização real e sustentável. O forte desempenho da divisão de nuvem posiciona a controladora do Google em vantagem competitiva frente a outros grandes provedores do setor tecnológico.
Esse cenário consolida uma perspectiva de atratividade para os papéis da companhia no segmento de crescimento, mitigando temores macroeconômicos e justificando múltiplos de avaliação mais elevados em carteiras de ações internacionais.

A Samsung apresentou três novos modelos de smartphones dobráveis na linha Galaxy Z8 (Z Flip8, Z Fold8 e Z Fold8 Ultra), expandindo sua oferta tradicional no segmento premium.
Os aparelhos contam com o modelo de inteligência artificial Gemini, do Google, e chegam ao mercado com reajustes nos preços oficiais, que agora partem de US$ 1.199 e alcançam até US$ 2.099 na versão topo de linha. O movimento agressivo da fabricante sul-coreana ocorre meses antes do esperado lançamento do primeiro modelo dobrável da Apple, com o objetivo de consolidar sua liderança nessa categoria de hardware.
A expansão do portfólio e o repasse de custos decorrentes da valorização de chips de memória indicam uma estratégia para proteger margens operacionais em meio ao acirramento da concorrência global. A reação do mercado tende a monitorar a elasticidade da demanda aos novos preços e o nível de atratividade frente ao ecossistema da Apple.
Esse cenário desenha uma tendência de maior disputa de mercado no segundo semestre, pressionando o valuation e o fluxo de caixa de curto prazo das empresas caso os volumes fiquem abaixo do projetado.

Do ponto de vista do crescimento de receitas, a Monster tem apresentado um desempenho importante nos últimos anos, com um forte crescimento impulsionado pela expansão internacional e pela introdução de novos produtos.
Além disso, a rentabilidade da companhia, medida pelo crescimento do lucro líquido, foi ainda mais acentuada. Esse aumento de eficiência operacional é sustentado por uma estratégia focada em terceirização, que reduz custos e permite à Monster focar na expansão da marca.
No entanto, apesar dos fundamentos sólidos e de uma posição financeira forte, o valuation atual da Monster apresenta um ponto de atenção. Para mais informações, acesse o relatório completo da empresa no anexo a seguir.

A empresa também enfrenta um ambiente mais competitivo, o que pode impactar as margens operacionais e a sustentabilidade do crescimento. O cenário competitivo tem se intensificado, com marcas como Hoka, Asics e New Balance ganhando terreno no mercado global de calçados esportivos. Essas empresas estão focando em nichos como corrida de alta performance e conforto, desafiando a liderança da Nike em segmentos-chave.
Esse aumento na concorrência, aliado aos desafios internos, adicionam mais pressão na participação de mercado da companhia, que tem caído gradativamente. Para mais detalhes, acesse o relatório completo em anexo.

Depois de anos investindo bilhões na expansão das suas operações, a Simpar entra em uma nova fase. A prioridade agora deixou de ser crescer a qualquer custo e passou a ser transformar toda essa capacidade instalada em geração de caixa, redução da alavancagem e maior rentabilidade. Grande parte dos investimentos realizados já está entrando em operação, enquanto a companhia reduz significativamente o ritmo de novos aportes.
Na nossa visão, esse movimento ainda não está totalmente refletido na cotação. Com um portfólio de empresas líderes em seus segmentos e negociando com desconto relevante frente ao seu potencial de geração de valor, reiteramos nossa recomendação de COMPRA para SIMH3.
👉 Confira a análise completa.

A Brava Energia (BRAV3) informou que foi reapresentado o edital da oferta pública de aquisição de ações (OPA), após a CVM autorizar a retomada do processo e revogar a suspensão da oferta.
Com a atualização, o leilão da OPA foi remarcado para 5 de agosto de 2026, enquanto a liquidação financeira ocorrerá em 17 de agosto de 2026. O aditamento também elimina condições precedentes da oferta, após a aprovação da operação pelo Cade e a obtenção das autorizações dos debenturistas, removendo entraves para a conclusão da transação.