
A Vale S.A. (VALE3) anunciou, em 10 de setembro de 2025, a revisão de suas projeções de investimentos de capital para 2025, com foco na otimização do portfólio de projetos. As novas estimativas, baseadas na taxa de câmbio BRL/USD de 5,60, são:
Investimentos de Capital por Tipo (US$ bilhões):
(a) Crescimento: ~1,5 (anterior: ~1,6)
(b) Manutenção: ~4,1 (anterior: ~4,3)
(a+b) CAPEX total: 5,4-5,7 (anterior: ~5,9)
Investimentos de Capital por Negócio (US$ bilhões):
(c) Soluções de Minério de Ferro (inclui Energia e outros): ~3,9 (inalterado)
(d) Metais para Transição Energética: ~1,7 (anterior: ~2,0)
(c+d) CAPEX total: 5,4-5,7 (anterior: ~5,9)

Em 9 de setembro de 2025, uma revisão de cobertura reiterou compra para PetroReconcavo (RECV3), com redução do preço-alvo de R$ 21 para R$ 19. O relatório aponta ausência de catalisadores no curto prazo em razão do ritmo mais moderado de crescimento de produção, o que tende a limitar o momentum das ações no imediato.
Apesar do corte, a tese de dividendos segue atrativa, com projeção de dividend yield médio de 12% ao ano entre 2025 e 2027 (cerca de 35% acumulado), sustentada por breakeven de caixa próximo a US$ 30/barril, cerca de 50% da produção protegida por hedge a US$ 65/barril até 2026 e alavancagem estimada em 1,1x Dívida Líquida/Ebitda no fim de 2025. A disciplina na alocação de capital permanece como pilar e eventuais M&As são tratados como opcionalidade.
Na atualização de premissas, a produção foi revisada para 27,4 mil boe/d em 2025 e 28,8 mil boe/d em 2026, com lifting cost estimado em US$ 14/boe em 2025 e US$ 13,3/boe em 2026, além de visão mais cautelosa para preços realizados, com descontos médios de US$ 11,4/barril na Bacia Potiguar e US$ 2,5/barril na Bahia. Dados recentes indicam que a produção de agosto recuou 1,6% na comparação mensal para 26,4 mil boe/d. Em síntese, o curto prazo permanece desafiado por poucos gatilhos, enquanto o médio prazo se apoia na geração de caixa e no potencial de distribuição de dividendos.

A Nebius viu suas ações dispararem após anunciar um acordo de até US$ 19,4 bilhões com a Microsoft para fornecer infraestrutura de computação em nuvem voltada a inteligência artificial. O contrato, com duração inicial de cinco anos, garante acesso dedicado a GPUs de última geração no novo data center da Nebius em New Jersey.
O movimento sinaliza uma estratégia da Microsoft de expandir rapidamente sua capacidade sem recorrer a grandes investimentos diretos, optando por acordos “off-balance sheet” que utilizam financiamento externo. Essa abordagem pode marcar uma tendência no setor, com grandes empresas de tecnologia buscando parcerias como forma de acelerar a oferta de serviços de IA e responder à alta demanda do mercado.

A Eli Lilly, dona do medicamento Monjauro, anunciou nesta terça-feira o lançamento do TuneLab, uma plataforma de inteligência artificial e aprendizado de máquina voltada para a descoberta de medicamentos. O sistema oferece a empresas de biotecnologia acesso a modelos treinados com anos de dados de pesquisa da própria farmacêutica, que somam um investimento superior a US$ 1 bilhão. A iniciativa segue a tendência do setor de incorporar IA para acelerar processos, reduzir custos e, em linha com as diretrizes da FDA, diminuir a necessidade de testes em animais no futuro.
Segundo o diretor científico da companhia, Daniel Skovronsky, o TuneLab foi criado para democratizar o acesso a recursos avançados de IA, permitindo que empresas menores utilizem as mesmas ferramentas empregadas diariamente pelos cientistas da Lilly. Entre os primeiros parceiros estão a Circle Pharma, que busca desenvolver terapias contra o câncer, e a Insitro, focada em medicamentos de moléculas pequenas.

Após a notícia do acordo para a venda de participação em nove imóveis, o XPML11 embalou alguns dias de alta. De 25 de agosto até 8 de setembro, a valorização acumulada ultrapassa 6%. A transação ainda depende do cumprimento de algumas condições, que devem ser superadas em até 90 dias.
Em termos de resultado, o fundo divulgou mais um mês de crescimento nas vendas em comparação ao mesmo período do ano passado. O desempenho do XPML11 contrasta com o cenário macroeconômico, marcado pela redução nas vendas do varejo. A Selic a 15% já mostra reflexos na diminuição do ímpeto da economia.
O fundo segue distribuindo R$0,92/cota, mas vale lembrar que esse resultado não é recorrente. Para manter esse patamar, o XPML11 está consumindo resultado acumulado. Em abril deste ano, o fundo possuía R$1,14/cota em estoque de resultados; no último mês, esse valor caiu para R$0,58/cota.
Caso a venda seja confirmada, o fundo poderá manter esse nível de distribuição por mais tempo, já que o lucro previsto com a transação equivale a R$4,90/cota.
O XPML11 ainda apresenta um curto prazo imprevisível — embora muito mais claro do que há duas semanas atrás. No longo prazo, continua sendo a opção de maior qualidade no setor de shoppings.

A Raízen teve forte valorização em suas ações após rumores sobre um possível aporte de capital que envolveria investidores como André Esteves, os controladores da Suzano e outros grandes grupos internacionais. Em comunicado à CVM, a companhia confirmou que avalia alternativas de capitalização e mantém conversas com potenciais interessados, mas destacou que ainda não há decisão ou acordo firmado. A especulação, publicada em 8 de setembro de 2025, impulsionou o papel com alta superior a 5% no pregão, refletindo o otimismo do mercado diante da possibilidade de reforço na estrutura de capital, embora ainda haja incertezas quanto ao desfecho das negociações.

A Kinea divulga um gráfico muito interessante que compara a relação risco versus retorno de todos os seus FIIs de papel. O KNSC11 se encontra exatamente no ponto médio do gráfico, refletindo sua estratégia com perfil de risco moderado.
O KNSC11 terminou o mês de agosto com 109% do patrimônio líquido alocado em ativos-alvo. Esse número só é possível devido ao uso de alavancagem.
O endividamento dos FIIs de CRI tem seu custo atrelado ao CDI, o que atualmente gera altas despesas. Como o KNSC11 também investe em CRIs atrelados ao CDI, o resultado da alavancagem se torna positivo. Em sua carteira, observamos uma alocação de 62,9% em CRIs IPCA+ e 45,9% em CRIs CDI+.
Por conta do formato de distribuição escolhido pela Kinea, o rendimento do fundo é instável. A gestora opta por contabilizar os resultados pelo regime de competência, o que normalmente impede a formação de reservas relevantes de resultados.
Por fim, a melhor notícia para os investidores do fundo é que a carteira de devedores continua saudável. No portfólio, temos vários FIIs como devedores, o que é um bom sinal, já que eles costumam ser excelentes pagadores.
O KNSC11 ajudou a financiar operações no TRXF11, VILG11, VINO11, TEPP11, HSLG11, VISC11, PMLL11, entre outros.

A Amazon reportou resultados sólidos no segundo trimestre de 2025, com receita de US$ 167,7 bilhões (+13 % YoY) e lucro líquido de US$ 18,2 bilhões, superando as expectativas do mercado. O destaque foi a forte recuperação no segmento internacional, cujo lucro operacional cresceu 448 %, enquanto a divisão de nuvem (AWS) manteve crescimento de 17,5 %, mas com margens pressionadas. Apesar dos bons números, as ações recuaram no aftermarket após a empresa divulgar projeções mais conservadoras para o próximo trimestre.

A Vulcabras anunciou que irá distribuir 300 milhões de reais em dividendos intermediários, o que corresponde a 1,10429 real por ação. O pagamento está marcado para 22 de setembro de 2025, tendo como data-base 8 de setembro e data ex em 9 de setembro. Além disso, a companhia confirmou dividendos intercalares no valor total de 101,9 milhões de reais, que serão pagos em três parcelas de 0,125 real por ação. Os pagamentos ocorrerão em 3 de novembro, 1º de dezembro e 29 de dezembro, com as respectivas datas de corte em 20 de outubro, 17 de novembro e 15 de dezembro. A medida reforça a política de remuneração ao acionista e evidencia a forte geração de caixa da empresa, devendo atrair maior interesse pelo papel no curto prazo, apesar do ajuste de preço esperado na data ex. A notícia foi publicada em 9 de setembro de 2025.

O XPLG11 paga R$0,82/cota desde janeiro de 2025. Isso equivale a 0,84% ao mês, considerando a cotação mais recente do fundo.
O total de rendimentos distribuídos pelo fundo em 2025 equivale a R$204,5 milhões, enquanto o resultado gerado no período foi de R$200,9 milhões. Portanto, o XPLG11 consumiu resultado acumulado para manter o atual patamar de renda.
Esse descasamento entre renda e resultado é comum nos fundos da XP. A ausência de um guidance de dividendos por parte da gestora dificulta a análise de seus FIIs.
O XPLG11 possui inadimplências a resolver, resultados não recorrentes a contabilizar e muitos reajustes de aluguel previstos para os últimos quatro meses de 2025. Esses fatores, somados, devem contribuir para a manutenção do rendimento por mais tempo.
O fundo é um ativo que precisa ser avaliado com maior frequência para que possamos atualizar nossas estimativas.

O iPhone 17 será lançado oficialmente hoje, 9 de setembro, durante o evento anual da Apple no Steve Jobs Theater, em Cupertino, Califórnia. A nova geração promete mudanças relevantes no design, melhorias no conjunto de câmeras e desempenho aprimorado, além da introdução do iPhone 17 Air, versão ultrafina que deve substituir o modelo
Plus e competir diretamente com o Galaxy S25 Edge, da Samsung. A apresentação também deve incluir atualizações em outros produtos, como Apple Watch e iPad Pro, reforçando o ecossistema de dispositivos da companhia. Se o lançamento for bem recebido, a Apple poderá registrar um aumento nas vendas e consolidar ainda mais a presença de seus produtos no mercado global. Isso também tende a impulsionar seus serviços integrados, como iCloud, Apple Music e Apple TV+, que se beneficiam do crescimento da base de usuários.

O VINO11 nasceu com uma proposta muito interessante: adquirir edifícios conhecidos como boutique offices.
Esse tipo de empreendimento vem ganhando destaque no mercado corporativo por sua arquitetura diferenciada e por atender demandas muito específicas de seus inquilinos.
Entretanto, houve uma aquisição por parte do VINO11 que o desviou completamente de sua proposta original. A sede da Rede Globo em São Paulo faz parte do portfólio do fundo e representa quase 50% de toda a ABL.
A aquisição precisou ser feita com uso de alavancagem, o que também elevou o risco do fundo. Dos R$462,8 milhões em dívidas do VINO11, R$359,6 milhões são decorrentes dessa operação.
Além disso, a Globo se tornou o inquilino mais representativo da carteira, contribuindo com mais de 40% da receita.
O último relatório do fundo mostra uma queda no número de cotistas. A operação com a Globo foi um divisor de águas na história do VINO11, pois aumentou significativamente os riscos de alavancagem e de concentração da receita.
O fundo segue sem recomendação do Simpla e com pouca perspectiva de melhoria.

O Boletim Focus desta semana trouxe notícias positivas.
Embora a expectativa de inflação para 2025 não tenha diminuído, as projeções para 2026, 2027 e 2028 apresentaram queda. Para 2026, o mercado estima um IPCA acumulado de 4,3%, portanto dentro do limite superior da meta.
Apesar dos dados animadores, outros indicadores reforçam a necessidade de cautela. Em 2026, com as eleições, espera-se uma deterioração ainda maior do cenário fiscal.
O Copom, em sua última reunião, avaliou que o atual patamar da taxa Selic já vem mostrando resultados na contenção da inflação. Entretanto, para uma melhoria mais significativa, é necessária:
“a harmonização das políticas fiscal e monetária.”
Enquanto o governo continuar gastando da forma como tem feito, a recuperação econômica do Brasil seguirá a passos muito lentos.

A BRBI BR Partners S.A. (BRBI11) anunciou, em 05 de setembro de 2025, o início da negociação de seu programa de American Depositary Receipt (ADR) Nível II na Nasdaq, a partir de 17 de setembro de 2025. Cada ADR será lastreado por 4 units listadas na B3 e o código de negociação será BRBI.
A companhia manterá sua listagem na B3 e passará a ser listada também no mercado norte-americano, com negociações em dólares e conformidade com as regras da Nasdaq. O programa de ADR Nível II não envolve oferta de ações, aumento de capital ou captação de recursos.

A PetroReconcavo (RECV3) reportou produção média de 26,4 mil boe/dia em agosto, queda de 1,6% frente a julho. No Ativo Potiguar, a produção caiu 2,1%, para 12,8 mil boe/dia, com impacto de um workover em poço de alta vazão que exigiu o desligamento temporário de outro poço. Já no Ativo Bahia, a produção recuou 1,1%, para 13,6 mil boe/dia, refletindo principalmente paradas em Tiê e na UTG Catu.
O petróleo respondeu por 15,6 mil bbl/dia (-1,9% vs. julho), enquanto o gás somou 10,8 mil boe/dia (-1%). Apesar das reduções, a companhia destacou a conclusão da campanha de perfuração de poços injetores em Tiê, que deve apoiar o processo de repressurização do reservatório e sustentar volumes futuros.

Ações
FIQE3: Devido sua valorização, optamos por reduzir a Unifique algumas posições no Ranking para refletir nossa margem de segurança atual.
RECV3: Alteramos algumas notas da empresa, refletindo suas perspectivas de maior distribuição de dividendos e menos de crescimento.
KLBN11: A Klabin se destaca no setor de papel e celulose pela resiliência das margens e pela diversificação em embalagens, que reduz a volatilidade frente a pares como a Suzano. Com a conclusão dos projetos Puma I e II, deve seguir em trajetória de desalavancagem e aumento de dividendos (yield próximo a 7% em 2025, podendo chegar a 10% em 2028). Apesar de não ser a maior “barganha”, o valuation ainda mostra desconto e a qualidade do negócio sustenta nossa recomendação de compra.
Fundos Imobiliários
KNRI11: Perdeu posições, pois seu preço está menos atrativo. A última semana foi marcada por uma forte alta na cotação do fundo.
VGIR11: Fizemos um pequeno ajuste na sua nota para refletir melhor os altos dividendos pagos pelo fundo. Lembrando que o VGIR11 tem forte relação com a Selic.
Ativos Globais
TSLA: A Tesla caiu uma posição no ranking após apresentar resultados fracos no último trimestre e registrar piora nos principais indicadores operacionais. A empresa permanece fora das nossas recomendações, já que o valuation segue elevado e sem margem de segurança.
EXR: A Microsoft ganhou posições no ranking de stocks após apresentar ótmos resultados no último trimestre, impulsionado por seu segmento de nuvem e IA. A companhia segue supreendendo o mercado apesar do seu relevante tamanho de mercado. Contudo, a companhia segue fora das nossas recomendações, já que seu atual nível de preço segue elevado e sem margem de segurança.
O ranking de REITs não sofreu alterações essa semana.

A Petrobras avalia retornar ao setor de biocombustíveis com a compra de uma produtora de etanol. A estatal confirmou que conduz estudos e análises para investir na cadeia de etanol, mas ainda não definiu se a matéria-prima será milho ou cana-de-açúcar. O movimento sinaliza diversificação e reforça a estratégia de ampliar presença em energias de transição.
Embora não haja decisão final, a entrada no segmento representaria um marco importante após anos fora do setor. O etanol de milho cresce como alternativa competitiva à cana, com investimentos bilionários em novos projetos, mas a Petrobras mantém abertas as possibilidades para escolher o modelo mais vantajoso.

A Klabin reportou receita de R$10 bilhões no 1S25 (+8% vs. 1S24), sustentada por volumes estáveis e aumento do ticket médio, especialmente no mercado interno (+14%). O EBITDA avançou 5%, pressionado por maiores custos e despesas, enquanto o lucro líquido cresceu 36% com apoio da valorização dos ativos biológicos e do câmbio. Já a geração de caixa foi prejudicada pela maior necessidade de capital de giro, mesmo com investimentos 30% menores no período.
A companhia segue como uma das mais resilientes do setor, beneficiada pela diversificação em embalagens e pela integração vertical, que reduzem a volatilidade típica da celulose. Com menor alavancagem à frente e expectativa de dividend yield próximo a 7% em 2025, podendo chegar a 10% em 2028, mantemos nossa recomendação de compra para KLBN11.

A Tesla apresentou uma proposta de novo pacote de remuneração para Elon Musk que pode chegar a US$1 trilhão ao longo de 10 anos, atrelado a metas ambiciosas de valorização de mercado e expansão tecnológica. Entre os objetivos, está elevar o valor de mercado da companhia de cerca de US$ 1 trilhão para mais de US$ 8 trilhões, o que garantiria a Musk mais de 423 milhões de ações adicionais e aumentaria seu controle para aproximadamente 25% da empresa.
A proposta será votada pelos acionistas na assembleia anual marcada para este ano e surge um mês após a Tesla anunciar outro pacote de US$ 29 bilhões, que buscava substituir um plano anterior anulado pela Justiça de Delaware.
A montadora afirma que a liderança de Musk é essencial para conduzir a empresa em um “ponto crítico de inflexão” na sociedade, destacando seu papel na transição para tecnologias sustentáveis e acessíveis em larga escala. A Tesla reforça que seu foco vai além dos veículos elétricos, mirando também em robótica humanoide e inteligência artificial. Apesar da relevância estratégica de Musk para a companhia, não recomendamos a ação no momento devido ao seu valuation atual, que não oferece margem de segurança adequada e passa por um momento de mudanças.

Não se assuste com o volume de assembleias que estão ocorrendo.
Os gestores dos FIIs têm liberdade para tomar diversas decisões, porém algumas precisam da aprovação dos cotistas. Dessa forma, são convocadas assembleias para que haja votação.
Nós recebemos esses comunicados por e-mail e temos o direito de expressar nossa opinião. Note que se trata de um direito, não de um dever — portanto, não há prejuízo para quem não votar.
Estamos passando por um momento de muitas mudanças no mercado, principalmente nos fundos da Pátria. O comunicado mais recente veio do CVBI11.
A gestora propõe a mudança do nome e do código do fundo. Nesse caso, ele deixaria de ser CVBI11 e passaria a se chamar PCIP11. Trata-se apenas de uma mudança de nome, nada além disso.
Portanto, não se assuste com esse e-mail.