
O início da temporada de balanços das gigantes de tecnologia em 2026 marca um momento crítico de transição. Gigantes como Amazon, Google e Meta estão projetando gastos que superam as centenas de bilhões de dólares para os próximos anos. Embora o setor de hardware espere um impulso nas vendas de PCs devido ao fim do suporte ao Windows 10, o crescimento da AMD e da Intel enfrenta o obstáculo crítico de uma escassez global de memória, enquanto a Nvidia tenta reestruturar sua operação na China em meio a um cenário de incertezas tecnológicas.
Simultaneamente, o mercado observa com cautela o panorama geopolítico, marcado pelo recuo temporário das ameaças tarifárias do presidente Trump contra a Europa, embora o risco de uma guerra comercial entre EUA e União Europeia ainda persista. Esse clima de instabilidade externa, somado à pressão dos investidores por resultados concretos sobre a monetização da IA, indica que bons resultados financeiros podem não ser suficientes para garantir a estabilidade das ações caso as tensões macroeconômicas voltem a escalar.

A Simpar encerrou 2025 com receita líquida de R$ 43,8 bilhões, alta de 6,6% em relação a 2024, segundo prévia divulgada ao mercado. A receita bruta somou R$ 48,1 bilhões, crescimento de 6,5% na comparação anual. O principal destaque foi a redução da alavancagem para 3,1 vezes dívida líquida/Ebitda, o melhor nível registrado pelo grupo nos últimos 15 anos, ante 3,6x no fim de 2024.
A melhora do endividamento foi impulsionada, entre outros fatores, pela venda da Ciclus Ambiental para a Aegea por R$ 1,9 bilhão, além de menor capex líquido — o mais baixo em 15 anos — e aumento na venda de ativos, que somou R$ 2 bilhões em 2025. A holding controla oito companhias, incluindo as listadas JSL, Movida, Vamos e Automob, e afirma que seguirá focada na geração de valor e na redução adicional da alavancagem nos próximos anos.

O Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimentos (Will Bank), instituição integrante do conglomerado do Banco Master. A medida foi tomada diante do comprometimento da situação econômico-financeira, da insolvência da instituição e do vínculo de controle com o Banco Master, cuja liquidação já havia sido decretada em novembro de 2025.
Segundo o BC, a liquidação do Will Bank ocorreu “por extensão”, em função da situação do controlador. A autoridade monetária nomeou a EFB Regimes Especiais como liquidante, mesma empresa responsável por conduzir outros processos de liquidação no grupo Master. O Banco Central destacou que, no caso do Banco Master, havia inicialmente a expectativa de uma solução que preservasse o funcionamento da instituição, hipótese que não se concretizou.

Ante vista com desconfiança dentro desse novo cenário de AI, agora a Apple tem conseguido mudar o jogo e entregar resultados satisfatórios. Para mais informações, acesse o relatório completo abaixo.

A JSL divulgou a prévia operacional do 4T25, destacando a melhora na estrutura de capital. A alavancagem recuou para 2,9x, reforçando a trajetória de desalavancagem e o foco da companhia em disciplina financeira. No trimestre, a empresa registrou receita líquida de R$ 2,8 bilhões, com queda de 2,2% na comparação anual. Apesar do recuo, a JSL informou que os novos contratos somaram R$ 829 milhões, com prazo médio de 57 meses, o que contribui para maior previsibilidade de receitas e sustentação do crescimento futuro. O EBITDA e a margem EBITDA expandiram em relaçao ao 4T24.

Ações
O ranking de ações não sofreu alterações significativas
Globais
NKE: Em função do momento operacional delicado e da perda de tração em mercados-chave, a Nike recuou algumas posições no meu ranking de stocks. A empresa segue em fase de reestruturação, o que justifica uma postura mais cautelosa no momento.
O ranking de REITs não sofreu alterações significativas.
FIIs
Subida do PSEC11 e queda do BBFO11: Entendemos que o PSEC11 pode trazer surpresas positivas em seu dividendo, por isso merece ser o FOF melhor colocado no ranking.

O HFOF11 foi pioneiro no processo de recompra de cotas. Esse mecanismo, muito utilizado por empresas no mercado de ações, não era permitido nos FIIs até o ano passado.
Em agosto de 2025, o HFOF11 foi o primeiro FII a usufruir da mudança na legislação e, em dezembro, anunciou os resultados obtidos.
O fundo investiu R$26,49 milhões na recompra de suas próprias cotas, que foram canceladas com base em seu valor patrimonial, ou seja, por R$32,79 milhões.
De forma simplificada, o fundo reduziu o número de cotas disponíveis, o que permite o aumento do rendimento das cotas restantes, já que o lucro passa a ser dividido entre menos investidores.
Essa foi uma forma interessante de aproveitar o grande desconto da cota no mercado e gerar valor aos seus cotistas. O HFOF11, no entanto, não entra em nossa recomendação, pois identificamos outros FOFs com melhor relação risco-retorno.

O ALZR11 divulgou seu relatório de dezembro de 2025 com algumas atualizações interessantes.
Houve o reajuste do aluguel pela inflação em três imóveis, o que demonstra a força e a estabilidade dos contratos atípicos. Apesar de todo tipo de contrato incluir essa cláusula, nos atípicos observamos um histórico mais consistente, inclusive em momentos de crise econômica.
No último mês de 2025, o fundo também anunciou a aquisição de um laboratório de diagnóstico locado para a Fleury. O contrato firmado tem duração de 15 anos, e o fundo espera obter um retorno médio de 10,2% ao ano com o ativo.
Vale lembrar que o ALZR11 deu início à sua 8.ª emissão de cotas, com o objetivo de captar R$528 milhões.
O crescimento alcançado pelo fundo nos últimos anos tem sido muito positivo para o aumento de sua diversificação e a diluição de sua alavancagem.

A PetroReconcavo e a CVC Brasil comunicaram recentes alterações relevantes em suas bases acionárias. No caso da PetroReconcavo, a gestora espanhola Cobas Asset Management elevou sua participação para 10,10% do capital votante, passando a deter 29,6 milhões de ações ordinárias.
Já na CVC Brasil, a BTG Pactual Gestão atingiu uma participação equivalente a 20,47% das ações ordinárias, totalizando 107,6 milhões de papéis. Desse montante, o GJP Fundo de Investimento em Ações, cliente da gestora, detém 20,02% de forma individual.

A Eztec encerrou 2025 com resultados operacionais recordes, impulsionados pelo forte ritmo de lançamentos e vendas. No ano, a companhia lançou R$ 2,4 bilhões em VGV (%EZ), o maior volume de sua história, e registrou vendas brutas de R$ 2,2 bilhões e vendas líquidas de R$ 1,9 bilhão, também em patamares recordes. A VSO líquida acumulada em 12 meses atingiu 40,4%, enquanto os lançamentos estavam 53% vendidos ao final do período.
No 4T25, a Eztec lançou três empreendimentos, somando R$ 783 milhões em VGV (%EZ), com destaque para o Reserva São Caetano – Parque, que marcou a entrada da companhia em São Caetano do Sul e alcançou 55% de vendas até o fim do trimestre.

A Micron, que fornece peças essenciais para a Nvidia, alertou que o mundo vive uma falta de chips de memória sem precedentes por causa da inteligência artificial. Como as fábricas estão focadas em produzir memórias superpotentes para os grandes data centers de IA, acabou sobrando pouco espaço para fabricar os chips comuns usados em celulares e computadores. Essa crise está fazendo os preços subirem e deve continuar afetando o mercado pelo menos até depois de 2026.
Por causa desses custos mais altos, grandes fabricantes de celulares, como Xiaomi e Oppo, já planejam produzir menos aparelhos este ano. A situação é tão séria que a Micron decidiu parar de vender memórias para o consumidor final (da marca Crucial) para focar apenas em atender grandes empresas de tecnologia. Enquanto isso, gigantes como Samsung e SK Hynix também estão com toda a sua produção já vendida, mostrando que a disputa por esses componentes será intensa nos próximos anos.

A China conseguiu atingir sua meta e cresceu 5% em 2025, mas os números mostram que o país está perdendo força. Enquanto as fábricas continuam produzindo muito e vendendo bem para o exterior, o povo chinês está gastando pouco dentro de casa. Isso acontece porque os salários não estão subindo como antes, o mercado de imóveis continua em crise e as pessoas estão preferindo economizar, o que deixa o comércio desanimado e os preços baixos demais.
Para 2026, a situação deve ser ainda mais difícil. A população chinesa está diminuindo e nasceram menos bebês do que nunca, o que traz problemas para o futuro da economia. Além disso, outros países estão criando barreiras para os produtos chineses, dificultando as exportações. Agora, o governo tenta encontrar um jeito de incentivar o consumo interno para não depender tanto das vendas para fora

O RBRP11, fundo híbrido gerido pela RBR, entra em uma nova fase de sua história.
O fundo tinha como estratégia a exposição direta a lajes corporativas e, de forma indireta, via FII, a galpões logísticos. O FII utilizado para acessar o segmento logístico era o RBRL11.
Em dezembro de 2025, o RBRL11 vendeu todo o seu portfólio para o XPLG11. Dessa forma, a carteira do RBRP11 passou a ser composta apenas por ativos corporativos.
Dos mais de 40 mil metros quadrados de área do portfólio do RBRP11, 23 mil pertencem ao Edifício River One. Essa concentração sempre foi o grande risco do fundo, principalmente devido ao longo período de vacância desse imóvel.
Atualmente, a vacância do River One é de apenas 5%, mas diversos acordos foram firmados com muitas concessões para os novos inquilinos.
Apesar do preço extremamente descontado, a situação do fundo ainda exige muita cautela.

A Brava Energia apresentou avanços importantes desde a fusão, especialmente na estabilização dos ativos offshore e na redução da alavancagem no curto prazo. A execução operacional melhorou e a companhia conseguiu reduzir parte das incertezas que marcaram o início da integração dos ativos, o que ajudou a sustentar a tese nos últimos trimestres.
No entanto, o cenário mudou. A maior volatilidade do petróleo, a perspectiva de retomada da queima de caixa em 2026 e a aquisição anunciada recentemente aumentaram significativamente o risco do investimento. Entendemos que a mudança de direcionamento estratégico, em um momento mais delicado do ciclo do Brent, piorou a relação risco-retorno da companhia. Diante disso, rebaixamos a recomendação de BRAV3 de COMPRA para VENDA, passando a priorizar outros nomes do setor.

O desembolso de crédito rural caiu cerca de 15% nos seis primeiros meses do Plano Safra 2025/26, somando R$ 188 bilhões, abaixo dos R$ 220,3 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior, segundo dados do Banco Central do Brasil. O recuo ocorre em um cenário de juros elevados, endividamento crescente no campo e maior rigor das instituições financeiras na concessão de crédito, o que tem dificultado o acesso aos financiamentos, especialmente entre grandes produtores. As operações de investimento foram as mais afetadas, com queda próxima de 29%, refletindo a menor disposição dos agricultores em assumir financiamentos de longo prazo a taxas de dois dígitos.
Apesar da retração geral, o impacto foi desigual entre os segmentos. Enquanto grandes produtores reduziram fortemente a tomada de crédito e passaram a buscar alternativas como CPRs, a agricultura familiar manteve desempenho estável, com R$ 37,6 bilhões desembolsados no período, apoiada por linhas subsidiadas do Pronaf. Especialistas apontam que a combinação de queda nos preços das commodities, margens mais apertadas e dificuldades de acesso ao crédito configura uma das fases mais desafiadoras para o financiamento do agronegócio desde o início do Plano Real, ainda que programas de renegociação de dívidas tenham ajudado a sustentar parte da demanda entre pequenos produtores.

A Dexxos Participações informou que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) instaurou um processo administrativo contra sua controlada GPC Química, suspendendo de forma preventiva a importação de metanol para revenda. A medida não afeta a importação de metanol para consumo próprio, nem a cadeia produtiva do principal negócio da companhia, que segue operando normalmente na produção de formol e resinas termofixas. Segundo a Dexxos, a atividade de revenda representa cerca de 15% do faturamento dos últimos nove meses.

A Movida divulgou a prévia de seus resultados do 4T25 e de 2025 (números não auditados), informando que superou os indicadores de lucro líquido e alavancagem do guidance no quarto trimestre. A companhia apurou lucro líquido de R$ 102 milhões no 4T25, o maior resultado trimestral dos últimos três anos, com crescimento de 65% em relação ao 4T24 e 24% acima do ponto médio do guidance.
A alavancagem encerrou o 4T25 em 2,6 vezes dívida líquida/Ebitda, dentro do intervalo projetado (2,6x a 2,8x) e no menor nível dos últimos cinco anos, refletindo trajetória contínua de desalavancagem ao longo de 2025.

As ações da Smart Fit despencaram nesta quinta-feira após a diretoria da companhia adotar um tom mais cauteloso sobre as perspectivas do negócio em reunião fechada com analistas, segundo apurou o Valor. Por volta do início da tarde, os papéis recuavam cerca de 9% na B3, chegando a entrar em leilão diversas vezes, em movimento que destoou do Ibovespa, que operava próximo da estabilidade.
Fontes relataram que o CEO Edgard Corona destacou aumento da concorrência com academias menores e alertou para a possibilidade de pressão nas margens em 2026, especialmente pelo maior peso do Total Pass na receita, modelo que tende a ter rentabilidade inferior às unidades diretas. A reação negativa ocorre após um período de avaliações mais positivas por parte do mercado, com recomendações de compra mantidas por instituições como Citi e J.P. Morgan, o que ampliou a frustração dos investidores diante do discurso mais conservador da administração.

O Brasil deve produzir menos arroz e feijão em 2026, segundo estimativas da Conab. A produção de arroz deve cair 13,3%, para cerca de 11 milhões de toneladas, principalmente pela redução da área plantada. Já o feijão deve registrar recuo mais leve, de 0,5%, com produção estimada em 3 milhões de toneladas, impactada sobretudo pela queda na área cultivada e pela forte retração do feijão preto.

A CSN autorizou o início de um projeto de alienação de ativos, que pode incluir a venda do controle da CSN Cimentos e participações relevantes na área de infraestrutura, com o objetivo de reduzir a alavancagem do grupo entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões a partir de 2026. A empresa já contratou assessores financeiros e pretende lançar os ativos ao mercado ainda em janeiro, com expectativa de firmar acordos vinculantes entre o terceiro e o quarto trimestres de 2026. A mineração é apontada como principal foco estratégico da CSN, enquanto na siderurgia, que ainda responde por cerca de 50% da receita, a companhia avalia alternativas e parcerias para maximizar a geração de caixa e avançar em direção a uma alavancagem sustentável próxima de 1x dívida líquida/Ebitda no longo prazo.