
As vendas no varejo dos EUA caíram 0,6% em julho ante junho, abaixo da expectativa de mercado de alta de 0,1% e da leitura anterior de +0,2%. Em valores absolutos, o total recuou de US$ 768,1 bilhões em junho para US$ 763,6 bilhões em julho.
Apesar do resultado mensal fraco, a comparação anual segue positiva: as vendas de julho estão 5,0% acima do mesmo mês de 2025, e a média móvel de três meses avança 6,3% sobre igual período do ano passado. Parte da queda mensal é atribuída a fatores pontuais, como a antecipação do Prime Day para junho.
Para posições ligadas ao consumo americano (ETFs de varejo, ações de companhias com receita nos EUA), o dado isolado de um mês tende a ter menos peso do que a tendência de médio prazo, que segue positiva nas leituras trimestrais e anuais do próprio relatório.

O mercado está com uma visão "Tactically Bullish" para os Estados Unidos, sem alterações na semana em relação à leitura anterior. Nesse sentido o mercado enxerga Brasil e Europa como "funding shorts" táticos ou seja, posições vendidas usadas para financiar posições compradas em outros ativos, justificando pela baixa exposição desses mercados ao tema de Inteligência Artificial e pela maior sensibilidade a petróleo e ao dólar.
O racional parte da leitura de que, se a Nasdaq e o setor de Software continuarem atraindo fluxo, mercados sem exposição relevante à cadeia de IA tendem a ficar defasados relativamente.
Nesse sentido, para carteiras com exposição a ativos brasileiros, essa leitura ajuda a contextualizar eventuais movimentos de saída de capital estrangeiro da bolsa e do câmbio local, especialmente em cenários de força continuada do dólar e do petróleo.

O ITRI11 encerrou julho com resultado de R$0,80 por cota e distribuição no mesmo valor. O pagamento representa dividend yield anualizado de 11,14% sobre a cota patrimonial e 13,16% sobre a cotação de mercado.
Ao final do mês, a cota patrimonial estava em R$88,66, enquanto a cota de mercado fechou em R$77,27. Com isso, o fundo negociava com desconto de 12,85% em relação ao seu valor patrimonial.
A carteira segue concentrada em fundos imobiliários, que representam 78,48% do patrimônio. Os CRIs correspondem a 13,20%, enquanto ações, caixa e FIIs de desenvolvimento representam 3,82%, 2,78% e 1,72%, respectivamente.
Entre os FIIs, as maiores posições são XPML11, VISC11, RBRY11, RBRR11 e BRCO11. Já a carteira de crédito soma R$73,7 milhões e está distribuída principalmente entre incorporação, crédito imobiliário pulverizado, geração distribuída e galpões logísticos.

O IGP-10 de agosto caiu 0,51%, bem abaixo da expectativa do mercado (que projetava alta de 0,12%). A maior parte da surpresa veio do atacado especialmente petróleo, biocombustíveis e produtos químicos somada a um efeito pontual: o desconto na conta de luz via Bônus de Itaipu.
Leitura mais fraca que o esperado tende a ser positiva para o real e reforça a leitura de espaço para continuidade do ciclo de corte de juros, favorecendo renda fixa local. Por outro lado, vale separar o que é estrutural (queda de preços no atacado) do que é temporário (o benefício tarifário), para não superestimar a mudança de cenário.

RBVA11
O RBVA11 encerrou julho com resultado de R$0,088 por cota e distribuição de R$0,09. O fundo mantém esse patamar de rendimentos como guidance para o segundo semestre de 2026.
Um dos destaques do mês foi a nova locação de 2.988 m² do imóvel Centro Jundiaí para a Geo Cosméticos. O contrato terá duração de dez anos, reajuste pelo IPCA e vigência prevista até julho de 2036.
O fundo também recebeu R$2,75 milhões referentes à segunda parcela da indenização pela saída do Santander do imóvel de Santo André. O valor será incorporado ao resultado distribuível do semestre.
Na atualização dos laudos do portfólio, os imóveis que já faziam parte do fundo em 2025 apresentaram valorização conjunta de 0,02%. Enquanto alguns grupos registraram alta, os ativos vagos e os imóveis ocupados pelo Santander sofreram revisões negativas.
Atualmente, o RBVA11 possui 74 imóveis e vacância física de 7,1%. A gestão estima resultado recorrente de aproximadamente R$0,062 por cota no semestre, com potencial de alcançar cerca de R$0,075 conforme avancem as novas locações.

A Casas Bahia (BHIA3) entrou com pedido de recuperação judicial diante da deterioração de sua situação econômico-financeira. A companhia registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões no 2T26, fechou 298 lojas e realizou cortes no quadro de funcionários.
Segundo a empresa, o cenário foi pressionado por juros elevados, restrição de crédito, aumento do custo financeiro, menor consumo e dificuldades de capital de giro, além da não concretização de alternativas de liquidez que estavam sendo estruturadas.
A companhia encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 1,2 bilhão. A Casas Bahia já havia recorrido a uma recuperação extrajudicial em 2024, processo que foi encerrado três meses depois.

Ações
SAUD3: A forte queda das ações na semana aumentou a atratividade da relação entre preço e valor da companhia. Apesar do movimento negativo, seguimos confiantes nos fundamentos e no potencial de geração de valor da Bradesco Saúde no longo prazo.
SEER3: A recente queda das ações contribuiu para melhorar a assimetria entre preço e valor da companhia. Mantemos uma visão positiva para a tese no longo prazo, o que resultou na melhora de sua posição no ranking.
Globais
XOM: A petroleira reportou avanço nas receitas impulsionado pelo maior volume de produção das últimas duas décadas, utilizando a disciplina de custos e seu portfólio integrado para equilibrar a volatilidade geopolítica e as flutuações nos preços de energia no período. Contudo, a companhia segue sem margem de segurança.
INTC: A empresa divulgou crescimento na receita no 2T26, revertendo as margens negativas do ano anterior para um, tracionado por aumento no rendimento de fábrica e alta demanda na sua divisão de servidores e inteligência artificial, que tende a ser o maior vetor de crescimento da companhia, após alguns anos de dificuldades. Por esse motivo, a empresa sobe uma posição no ranking, contudo, segue como um case com uma relação risco retorno que merece cuidados.
FIIs
O HGRU11 voltou a ganhar posições no ranking após a queda em seu preço. O fundo segue com rendimentos estáveis e perspectiva de distribuição extraordinária ao final do semestre. Sua solidez torna importante aproveitar as curtas janelas de desconto.
O ITRI11 teve seu relatório atualizado, e gostamos do que vimos. O fundo possui uma carteira de risco médio-baixo e boa perspectiva de rendimentos.

O TVRI11 aprovou os termos de sua 2ª emissão de cotas, que poderá movimentar inicialmente cerca de R$500 milhões. A oferta prevê a emissão de 4.973.639 novas cotas.
Cada nova cota terá valor de emissão de R$100,53. Com a taxa de distribuição primária de 0,50%, o preço de subscrição será de R$101,03 por cota.
A oferta admite distribuição parcial, desde que seja atingido o montante mínimo de aproximadamente R$40 milhões, equivalente à subscrição de 397.892 novas cotas.
A emissão também poderá ser ampliada em até 100% por meio de um lote adicional de até 4.973.639 cotas. Os atuais cotistas terão direito de preferência durante o período estabelecido para a operação.

O XPML11 assinou um memorando de entendimentos com a ALLOS para adquirir 60% do São Bernardo Plaza Shopping, localizado em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo.
A operação foi avaliada em aproximadamente R$331,1 milhões. Desse total, cerca de R$231,8 milhões serão pagos no fechamento da transação por meio de cotas do próprio XPML11.
Para essa parcela, a ALLOS receberá novas cotas do fundo em quantidade suficiente para alcançar o valor acordado. Assim, parte relevante do pagamento será realizada sem desembolso imediato de caixa.
Os R$99,3 milhões restantes serão pagos em dinheiro em até 24 meses após o fechamento. Durante esse período, o saldo será atualizado pela variação do CDI.
A aquisição ainda depende da assinatura dos documentos definitivos, da aprovação do Cade e da conclusão do processo de due diligence, além de outras condições previstas para a transação.

O XPLG11 é um dos maiores fundos imobiliários de logística do mercado e estrutura sua estratégia em quatro pilares: diversificação contratual e geográfica, imóveis de alto padrão e desenvolvimento de projetos especulativos.
Atualmente, 57% da receita imobiliária vem de contratos típicos e 43% de contratos atípicos. O portfólio também está distribuído por diferentes regiões do país, com presença relevante em São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
Entre os pontos de atenção está a alavancagem, com cerca de R$763 milhões em obrigações futuras. Aproximadamente R$400 milhões desse montante estão atrelados ao CDI, enquanto a projeção apresentada indica caixa de cerca de R$110 milhões ao final de 2027.
Outro fator relevante é a concentração no Mercado Livre, responsável por aproximadamente 23% da receita do fundo. Ao mesmo tempo, o XPLG11 mantém exposição a diferentes locatários, regiões e formatos de contrato dentro do segmento logístico.
Atualizamos a análise do fundo e acreditamos que ele segue com um bom ativo para compra.

O TEPP11 encerrou sua 5ª emissão de cotas após captar R$40,27 milhões. Ao todo, foram subscritas e integralizadas 4.146.768 novas cotas, ao preço de R$9,69 cada, além da taxa de distribuição de R$0,02 por cota.
A oferta havia colocado inicialmente 12.396.695 novas cotas à disposição dos investidores. O fundo optou por encerrar o processo sem a emissão de um lote adicional.
A operação foi destinada exclusivamente a investidores profissionais e terminou com 356 participantes. Desse total, 350 eram pessoas físicas, responsáveis pela subscrição de 1.653.350 cotas.
Também participaram um fundo de investimento, com 1.108.870 cotas, e cinco pessoas jurídicas, responsáveis por outras 1.384.548 cotas. A distribuição ocorreu pelo rito automático previsto na regulamentação da CVM.

O HGCR11 encerrou julho com resultado distribuível de R$1,02 por cota e elevou seus rendimentos para R$1,00 por cota. Segundo a gestão, esse patamar deve ser mantido durante o trimestre, com possibilidade de novo aumento no quarto trimestre.
Mesmo após a distribuição, o fundo terminou o mês com R$0,69 por cota em resultado acumulado e R$1,62 por cota de inflação acruada. Juntos, esses valores somavam R$2,31 por cota ao final de julho.
A carteira estava com 97,4% do patrimônio alocado, sendo 89,1% em CRIs e operações estruturadas. Esses investimentos apresentavam rentabilidade média ponderada de 16,2% ao ano e prazo médio de 3,6 anos.
O fundo possuía 44 CRIs e quatro operações estruturadas, com 83,1% da carteira ligada ao IPCA. Outros 14,4% estavam indexados ao CDI, enquanto a posição estratégica em FIIs representava 8,3% do patrimônio.
Em julho, o HGCR11 investiu mais R$2,3 milhões no CRI JFL Lorena, a IPCA+10,51% ao ano. Também vendeu R$5,5 milhões do CRI GPA RBVA, movimento que gerou impacto negativo de R$0,04 por cota no resultado.

O HGRE11 registrou receita de R$1,44 por cota e resultado distribuível de R$1,15 em julho. Parte relevante do resultado veio de um evento não recorrente envolvendo a venda de dois conjuntos do edifício Berrini One.
A operação gerou lucro de R$0,45 por cota no mês. Em contrapartida, a venda das posições restantes do fundo em outros FIIs reduziu o resultado extraordinário em R$0,06 por cota.
O rendimento anunciado foi de R$0,85 por cota, nível que a gestão projeta manter durante o segundo semestre. O HGRE11 encerrou julho com uma reserva acumulada de R$2,58 por cota.
No portfólio, a saída da Armac do edifício Jatobá elevou a vacância física para 6,6% e a financeira para 8,1%. O movimento ocorreu após o fundo ter encerrado o primeiro semestre com vacância física de 5,8%.
Para o segundo semestre, a gestão projeta uma recuperação gradual do resultado recorrente para R$0,87 por cota. O relatório também mantém a expectativa de distribuição de R$0,85 por cota durante o período.

Nos Estados Unidos, o índice de preços de bens para demanda final caiu 0,7% em julho, após já ter recuado 1,4% em junho. Mais da metade da queda veio da energia, com a gasolina recuando 5,7% no mês; diesel, querosene de aviação e resinas termoplásticas também caíram. Já os preços de alimentos para demanda final recuaram 0,9%.
Do outro lado, os preços de serviços avançaram 0,2% em julho. O maior impulso veio do índice de gestão de carteiras (portfolio management), que subiu 6,5% o item de maior alta entre os componentes detalhados do relatório. Preços de varejo de saúde, beleza e óptica, de autopeças e de alimentos e bebidas também subiram.
A queda nos preços de bens ligada à energia tende a aliviar parte da pressão de custos para setores intensivos em combustível, como transporte e logística. Já a alta persistente em serviços, puxada por itens como gestão de investimentos, reforça a leitura de que a inflação de serviços nos EUA segue mais rígida fator que os mercados monitoram para calibrar expectativas sobre o ritmo de cortes de juros do Fed, com reflexo sobre ativos de risco e câmbio globalmente.

O Índice de Preços ao Produtor (PPI) para demanda final nos Estados Unidos ficou estável (0,0%) em julho, segundo o Bureau of Labor Statistics, após recuar 0,1% em junho e subir 0,5% em maio. No acumulado de 12 meses, sem ajuste sazonal, o índice avançou 4,7%.
Excluindo alimentos, energia e serviços de comércio, o núcleo do PPI subiu 0,4% em julho, acelerando frente aos 0,1% de junho. Em 12 meses, o núcleo também acumula alta de 4,7%.
A estabilidade do índice cheio escondeu uma divergência: os preços de bens caíram 0,7%, puxados por uma queda de 3,1% na energia (gasolina recuou 5,7%), enquanto os preços de serviços subiram 0,2%, com destaque para o índice de gestão de carteiras (portfolio management), que avançou 6,5% no mês.
A aceleração do núcleo do PPI é acompanhada de perto pelo Federal Reserve como sinal antecedente de pressão inflacionária nos preços ao consumidor. Para nós, o dado pesa na trajetória esperada dos juros americanos, com efeito direto sobre o dólar, o fluxo para mercados emergentes e o custo de captação de empresas brasileiras no exterior.

Enquanto o volume de serviços no Brasil ficou estável em junho, o setor de informação e comunicação avançou 1,8% no mês e 9,4% frente a junho de 2025 o maior crescimento anual entre as cinco atividades pesquisadas pelo IBGE. O resultado foi puxado por desenvolvimento e licenciamento de softwares, TV aberta, telecomunicações e provedores de conteúdo na internet.
Do outro lado, o transporte aéreo de passageiros recuou 6,7% em junho ante maio, terceira queda mensal seguida. As atividades turísticas caíram 3,4% no mês e 5,3% na comparação anual, pressionadas justamente pela menor receita do transporte aéreo. O transporte de passageiros como um todo caiu 4,0% no mês, acumulando perda de 5,1% em dois meses.
A divergência entre tecnologia/telecom (em expansão) e transporte aéreo/turismo (em contração) sugere posicionamentos setoriais distintos dentro da carteira de serviços: exposição a empresas de TI e telecomunicações segue sustentada pelo mesmo vetor de crescimento dos últimos meses, enquanto ativos ligados a companhias aéreas e ao setor de viagens enfrentam um cenário de receita mais fraco no curto prazo.

Em junho de 2026, o volume de serviços no Brasil ficou estável (0,0%) frente a maio, na série com ajuste sazonal, após queda de 0,2% no mês anterior. Na comparação com junho de 2025, o setor cresceu 2,0%, 27º resultado positivo consecutivo nessa base de comparação. No acumulado de janeiro a junho, a alta foi de 2,0%; em 12 meses, de 2,6%.
Apesar da estabilidade no mês, quatro das cinco atividades pesquisadas pelo IBGE recuaram na margem: serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,4%), outros serviços (-2,2%) e serviços prestados às famílias (-1,2%) tiveram as maiores quedas. Informação e comunicação foi a única atividade em alta, com avanço de 1,8% no mês terceiro resultado positivo seguido.
Regionalmente, 16 das 27 unidades da federação tiveram retração no mês, com destaque negativo para Pará (-3,6%) e Espírito Santo (-2,2%). São Paulo (0,6%) puxou o resultado positivo nacional.
A estabilidade do setor de serviços que responde pela maior fatia do PIB brasileiro reforça um cenário de atividade econômica sem grandes surpresas no curto prazo. Para carteiras com exposição a ações do setor de serviços ou a fundos que replicam índices amplos, o dado tende a ser neutro; a dispersão regional e setorial, porém, é um ponto de atenção para posições mais concentradas.

Enquanto soja e milho batem recorde, a produção de trigo estimada para 2026 caiu para 6,4 milhões de toneladas recuo de 18,6% frente a 2025 e de 4,3% em relação à estimativa de junho. O Rio Grande do Sul, responsável por 39% da produção nacional do cereal, registrou queda de 28,3% na comparação anual.
Segundo o IBGE, a redução da área plantada reflete a baixa rentabilidade do cereal e perdas de produção e qualidade nas últimas safras, ligadas a problemas climáticos na Região Sul cenário que ainda preocupa produtores diante da expectativa de um El Niño mais forte no segundo semestre.
O movimento contrasta com o desempenho de soja e milho, que atingiram recordes de produção na mesma safra, evidenciando uma dispersão de resultados entre culturas de verão e de inverno.
A queda na oferta interna de trigo tende a manter o país mais dependente de importações (majoritariamente da Argentina), pressionando o custo da matéria-prima para moinhos e indústrias de panificação. Para carteiras com exposição a essas cadeias, o dado de julho é um ponto de atenção adicional em relação ao câmbio e ao preço internacional do grão.

A estimativa de julho da safra de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026 subiu para 353,0 milhões de toneladas, segundo o IBGE. O volume é 1,6% maior que o estimado em junho (mais 5,6 milhões de toneladas) e 2,0% acima da safra de 2025, que somou 346,1 milhões de toneladas.
A área a ser colhida chegou a 83,1 milhões de hectares, alta de 1,8% frente ao ano anterior. Soja e milho puxaram a revisão: a produção de soja foi estimada em 174,9 milhões de toneladas, novo recorde da série histórica, com alta de 5,3% sobre 2025. O milho, somando as duas safras, atingiu 141,8 milhões de toneladas, também recorde, sustentado principalmente pelo milho de 2ª safra.
Uma safra recorde de soja e milho tende a pressionar os preços dessas commodities para baixo no curto prazo, mas favorece o volume exportado. Carteiras com exposição a ações do agronegócio, ETFs de commodities e ao câmbio (via balança comercial) tendem a sentir esse movimento, já que o Brasil é o maior exportador global de soja.

Embora o varejo restrito tenha avançado 0,5% em junho, o varejo ampliado que soma veículos, material de construção e atacado de alimentos recuou 1,0% no mês, após queda de 0,3% em maio. A média móvel trimestral do indicador ampliado ficou negativa em 0,7% no trimestre encerrado em junho.
Na comparação anual, porém, o quadro se inverte: o varejo ampliado subiu 4,9% frente a junho de 2025, revertendo o recuo de 0,6% visto em maio. A divergência entre os dois indicadores mostra que o consumo do dia a dia (alimentos, itens pessoais) segue mais firme que os itens de maior ticket, como veículos e material de construção, mais dependentes de crédito.
Para posições em varejo automotivo, construção civil e bens duráveis, o dado de junho reforça um cenário de demanda ainda contida nessas pontas, mais sensível ao custo do crédito. Já para exposição a varejo alimentar e consumo básico, o resultado do mês segue dando suporte à tese de resiliência.