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NVIDIA
NVDC34 | NVDA
NVIDIA
NVDC34 | NVDA
9.0
de 10
Nota do
Analista
Posição no Ranking:
20
SETOR
Technology
RECOMENDAÇÃO
AGUARDE

Resumo do ativo

A NVIDIA é uma das maiores fabricantes de unidades de processamento gráfico em plataformas de computação do mundo. Os GPUs da empresa são usados em diversos mercados, incluindo computadores de última geração para jogos, data centers e sistemas automotivos.
Prós
Contras
Qualidade
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Qualidade: Analisa diversos fatores como Segurança, Lucratividade, Rentabilidade, Saúde, etc.
Crescimento
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Crescimento: Analisa quanto a empresa cresceu até hoje e suas tendências futuras.
Dividendos
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Dividendos: Analisa a quantidade, recorrência e potencial dos dividendos.
Preço
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Preço: Analisa o quão barato está esse ativo.

Última atualização

09/07/2024
Iconly/Bold/Star
NOVIDADE
A NVIDIA Corporation apresentou recentemente seus resultados financeiros e operacionais referentes ao segundo trimestre do ano fiscal de 2026 (2T26), demonstrando a continuidade da forte demanda global por infraestrutura de inteligência artificial. Com base nas demonstrações financeiras, a empresa reportou um desempenho excelente, superando as estimativas de mercado em suas principais linhas e mantendo o ritmo de expansão liderado pela arquitetura Blackwell Ultra. No aspecto financeiro, a companhia apurou uma receita líquida consolidada de US$ 96,2 bilhões durante o trimestre, o que corresponde a um expressivo salto interanual de 105,9% e a um incremento sequencial de aproximadamente US$ 15,0 bilhões em relação ao trimestre imediatamente anterior. Esse volume de faturamento superou em 4,2% o consenso projetado por analistas. O lucro por ação ajustado (EPS) espelhou o forte ganho de escala da operação, atingindo a marca de US$ 2,22, montante que representa uma expansão de 111,4% na comparação com o mesmo período do ano passado e uma surpresa positiva de 6,4% frente às estimativas. Na decomposição operacional, o segmento de Data Centers ratificou sua posição como o núcleo central de geração de valor da empresa, respondendo por 93% da receita consolidada. Essa linha de negócios faturou US$ 89,0 bilhões no período, marcando um forte avanço interanual de 117%. Em uma análise pormenorizada, nota-se que os provedores de infraestrutura em larga escala (hyperscalers) demandaram US$ 48,7 bilhões (alta de 102%), enquanto o segmento de nuvens de inteligência artificial corporativas e industriais avançou substancialmente, gerando US$ 40,3 bilhões (crescimento de 138%). Esse forte movimento no segmento corporativo fundamenta a tese de diversificação e sustentabilidade de longo prazo na base de clientes. No que tange à alocação de capital e iniciativas estratégicas, a empresa tem assumido um papel de fomento estrutural no setor de tecnologia, posicionando-se como peça-chave no financiamento do segmento. A administração reiterou o avanço de parcerias com gestoras globais como BlackRock, Blackstone, Brookfield e Goldman Sachs, visando mobilizar até US$ 500,0 bilhões no financiamento de infraestrutura para os próximos anos. Adicionalmente, a empresa tem emitido avais para parceiros que elevam sua exposição bruta de garantias para até US$ 108,5 bilhões, dos quais US$ 105,0 bilhões estão atrelados ao financiamento do futuro complexo da OpenAI no estado americano de Ohio, um contrato estabelecido para vigorar por vinte anos. Ao avaliar a rentabilidade, a companhia entregou uma margem bruta de 75,0% no trimestre, registrando um ganho de eficiência de 2,3 pontos percentuais em relação ao exercício anterior e alinhada ao consenso. Contudo, o mercado observou com ressalvas o guidance emitido pela administração para o terceiro trimestre de 2026 (3T26), o qual projeta um leve recuo da margem bruta para a faixa entre 73,5% e 74,5%. Essa compressão pontual reflete de forma direta o encarecimento dos custos de memória e de insumos críticos inerentes ao atual ramp-up de produção da nova arquitetura de processadores, batizada de Vera Rubin. Um ponto de atenção negativo no demonstrativo, que exige cautela, residiu na dinâmica do capital de giro e na conversão de resultados em caixa. O fluxo de caixa livre (free cash flow) reportado retraiu de forma considerável, passando de US$ 48,6 bilhões no trimestre passado para US$ 23,2 bilhões no 2T26. Esse consumo operacional é justificado por um aumento expressivo no pagamento de impostos, pela elevação tática dos estoques — que saltaram para US$ 31,6 bilhões em preparação aos novos ciclos — e pelo alongamento dos prazos de recebimento concedidos a grandes clientes com grau de investimento (investment grade). Para assegurar a capacidade produtiva futura, a Nvidia também expandiu agressivamente seus compromissos perante fabricantes de semicondutores, como TSMC e SK Hynix, saltando de US$ 119,0 bilhões para US$ 279,0 bilhões. No espectro da distribuição geográfica, a exposição regulatória ao mercado chinês demonstrou nuances construtivas. Embora as entregas da família de chips Hopper à China tenham representado menos de 1% do faturamento total de Data Centers, o viés foi de retomada sequencial em comparação à paralisação vista em trimestres passados. Por prudência, o guidance da empresa para o 3T26 mantém um intervalo conservador que exclui expectativas de receita de computação originária da China. Ainda assim, a demanda orgânica global absorveu essa ociosidade com margem, e a desaceleração inesperada nas vendas domésticas nos Estados Unidos acabou indicando uma base de receitas regionalmente mais diversificada.

Conclusão do analista

A NVIDIA é a líder no setor de fabricação de GPUs. A empresa possui um excelente desempenho financeiro, com margens crescentes e alta eficiência operacional. No entanto, o preço das ações está acima da margem segurança que consideramos ideal. Apesar de não recomendarmos compra no momento, colocamos a empresa no radar.
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Thiago Armentano, Analista CNPI especialista em Investimentos no Exterior
Thiago Armentano
Analista de Globais
Verificado
Certificado CNPI

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