A Dollar General apresentou uma expressiva recuperação operacional no segundo trimestre do ano fiscal de 2026, sinalizando a eficácia do seu plano de reestruturação de estoques e reposicionamento de preços. As vendas líquidas consolidadas atingiram US$ 11,29 bilhões, representando uma expansão anual de 5,2% frente a igual intervalo do exercício anterior. O avanço no faturamento foi suportado tanto pelo acréscimo de novas lojas quanto pelo desempenho robusto de sua categoria principal de consumíveis diários, em um cenário onde famílias de diferentes estratos socioeconômicos continuam buscando alternativas econômicas de varejo.
As vendas no critério mesmas lojas (same-store sales) cresceram 3,5% na comparação homóloga, demonstrando uma aceleração significativa em relação aos trimestres anteriores. A composição desse avanço foi qualitativamente equilibrada, sendo impulsionada por um incremento de 2,0% no tráfego de clientes nas lojas físicas e por uma alta de 1,5% no tíquete médio transacionado. Os consumidores mantiveram uma postura pragmática de compra, priorizando alimentos embalados, produtos de higiene pessoal e materiais de limpeza de marcas próprias, o que compensou a demanda ainda tímida em categorias discricionárias de menor recorrência, como artigos sazonais e de decoração doméstica.
A rentabilidade operacional registrou um salto expressivo com o avanço dos programas de eficiência na cadeia de suprimentos e com a contenção de perdas operacionais. O lucro operacional somou US$ 769,2 milhões no trimestre, assinalando uma expansão de 29,2% sobre o segundo trimestre fiscal de 2025 e elevando a margem operacional para 6,81%. O lucro líquido contábil totalizou aproximadamente US$ 545 milhões, resultando em um lucro por ação diluído (diluted EPS) de US$ 2,48, uma valorização anual de 33,3%. A recomposição das margens foi impulsionada pela moderação nos custos de frete interno e pela redução do desperdício e perdas de inventário (shrink), que vinham pressionando os balanços anteriores.
Em relação à sua escala de distribuição, a Dollar General encerrou o período com 21.148 unidades em operação, englobando as bandeiras tradicionais Dollar General, DG Market, DGX, pOpshelf e as operações internacionais do Mi Súper Dollar General no México. A rede deu continuidade à modernização de suas lojas convencionais para o formato ampliado com refrigeração (cooler doors), aumentando a oferta de proteínas, laticínios e produtos frescos. Essa ampliação estrutural fortaleceu a recorrência de visitas semanais e expandiu o papel da varejista como canal essencial de abastecimento primário em comunidades rurais e periféricas.
Na alocação de capital e retorno aos acionistas, o conselho de administração declarou um dividendo trimestral de US$ 0,59 por ação ordinária e anunciou planos formais para retomar as recompras de ações no segundo semestre do exercício fiscal de 2026. A decisão de reativar o programa de recompra reflete o restabelecimento de índices saudáveis de fluxo de caixa operacional e a desalavancagem financeira planejada. Os investimentos de capital (capex) seguem direcionados para a digitalização dos pontos de venda, otimização da cadeia de distribuição e projetos de remodelação com retorno sobre capital atrativo.
Conclusão do analista
A Dollar General possui um modelo de negócios sólido, com foco operacional voltado para cidades menores. A companhia tem entregado crescimento consistente em suas vendas e receitas nos últimos anos, enquanto seus lucros também têm crescido, mesmo em um mercado competitivo como o varejo. Devido aos seus diferenciais competitivos e forte penetração em mercados estratégicos, nossa recomendação é a compra das ações da Dollar General (DGCO34).