No segundo trimestre de 2026, o Simon Property Group (ticker: SPG) reportou resultados que demonstram a contínua resiliência e o forte poder de precificação de seu portfólio voltado para malls e premium outlets. A companhia registrou um forte desempenho operacional, impulsionado por uma demanda robusta por locações, aumento no tráfego de consumidores e sólido crescimento nas vendas de seus lojistas. Essa performance consolidou a capacidade do fundo imobiliário de manter a estabilidade de suas operações e gerar valor real mesmo em um cenário macroeconômico caracterizado por pressões de custos.
No que tange aos principais indicadores financeiros, a receita total do trimestre atingiu a expressiva marca de US$ 1,79 bilhão, representando um aumento significativo em relação ao mesmo período do ano anterior. O Funds From Operations (FFO) Imobiliário, principal métrica de geração de caixa para o setor, totalizou US$ 1,25 bilhão, o que equivale a US$ 3,29 por ação. Esse resultado por ação traduz um forte crescimento anual de 7,9%, demonstrando uma execução eficiente e uma contínua expansão das margens operacionais, suportada pelos aumentos contratuais de aluguel e novas aquisições.
Operacionalmente, os dados reforçam a alta qualidade dos ativos da companhia. A taxa de ocupação para malls e premium outlets permaneceu estabilizada em 96,0%, enquanto o segmento The Mills encerrou o trimestre com sólidos 98,8% de ocupação. O aluguel base mínimo por pé quadrado avançou 6,3% na comparação anual, alcançando US$ 62,42. O vigor do varejo dentro das propriedades do fundo ficou evidente nas vendas por pé quadrado reportadas pelos lojistas, que atingiram US$ 838, uma notável elevação de 13,9% frente ao ano anterior. Ao todo, foram assinados mais de 1.200 novos contratos de locação no trimestre, abrangendo mais de 4,8 milhões de pés quadrados, com aluguéis iniciais médios 17,0% superiores aos antigos contratos.
A expansão das receitas se refletiu diretamente na lucratividade do portfólio imobiliário, com o Net Operating Income (NOI) das propriedades domésticas registrando um salto de 8,5% na comparação anual. Como ponto de atenção negativo no balanço, as maiores despesas com juros e o aumento do custo de financiamento continuaram a exercer certa pressão sobre o resultado final, um obstáculo natural decorrente do ciclo de aperto monetário global. Para otimizar a estrutura de capital e mitigar riscos de liquidez, a gestão concluiu transações de dívida garantida no valor de US$ 1,40 bilhão, a uma taxa de juros média ponderada de 5,36%, além de uma emissão de notas sênior na Europa no montante de € 500 milhões, com cupom de 3,65% e prazo de cinco anos.
Do lado da alocação de capital e novos investimentos, a empresa não desacelerou seu crescimento orgânico, reportando mais de US$ 1,07 bilhão em projetos de desenvolvimento e revitalização em andamento, com um yield projetado de 9,0%.
Conclusão do Analista
Os novos investimentos da Simon Property têm como objetivo ampliar a experiência dos clientes em suas propriedades, oferecendo diversas formas de entretenimento, moradia e hospedagem, que vão além das compras. Isso maximiza o valor das excelentes localizações dos empreendimentos. Em termos de qualidade, o REIT possui bons fundamentos, ótimas propriedades e inquilinos com marcas muito bem posicionadas no mercado, como Apple, Tiffany e Prada. Além disso, a empresa paga bons dividendos aos acionistas. No entanto, é importante monitorar sua dívida e compromissos de curto prazo. Diante desses pontos, recomendamos a compra de ações da Simon Property (SIMN34).