O Public Storage reportou um segundo trimestre de 2026 caracterizado pela manutenção de margens elevadas e aceleração de sua expansão patrimonial no segmento de autoarmazenamento (self-storage). A receita operacional total consolidada somou US$ 1,23 bilhão no período, enquanto as receitas imobiliárias do portfólio de mesmas lojas (same-store) totalizaram US$ 1,01 bilhão, representando uma leve retração de 0,6% frente ao US$ 1,01 bilhão obtido no segundo trimestre de 2025. Esse comportamento da receita refletiu a persistência de preços de admissão promocionais concedidos para captação de novos clientes em certas praças urbanas mais competitivas, compensada pela resiliência tarifária da base de locatários de longo prazo.
Na métrica de geração de caixa operacional recorrente, o Core FFO por ação diluída situou-se em US$ 4,17 no trimestre, apresentando uma redução moderada de 2,6% em relação aos US$ 4,28 apurados no segundo trimestre de 2025 e recuo frente aos US$ 4,21 do primeiro trimestre de 2026, totalizando US$ 8,38 no acumulado dos seis primeiros meses do ano. Já o FFO total por ação diluída alcançou US$ 4,21 no 2T26, exibindo uma expansão anual de 22,4% quando comparado aos US$ 3,44 de igual período do ano anterior, impulsionado pelo registro contábil de variações cambiais líquidas favoráveis decorrentes de sua participação acionária de 35% na operadora europeia Shurgard Self Storage.
Do ponto de vista operacional das unidades estabilizadas, o REIT continuou apresentando uma das estruturas de custos mais eficientes do mercado imobiliário norte-americano. Os custos operacionais diretos das propriedades de mesmas lojas totalizaram US$ 227,7 milhões no trimestre, com crescimento contido em 2,0% em base anual, possibilitando a manutenção de uma margem operacional líquida direta (same-store direct NOI margin) próxima de 78%. A taxa média de ocupação dos galpões estabilizados sustentou-se acima de 92%, verificando-se uma inflexão positiva na curva de demanda a partir de junho, com redução do ritmo de concessão de descontos e melhor absorção de reajustes tarifários contratuais.
Em sua vertente de crescimento inorgânico e escala, o período foi marcado pelo fechamento e integração de aquisições de grande magnitude. O Public Storage concretizou a aquisição dos ativos da National Storage Affiliates Trust (NSA) e a incorporação da fatia remanescente na Public Storage Canada, acrescentando dezenas de milhões de square feet locáveis à sua rede em mercados em expansão econômica. Para suportar essa estratégia de consolidação setorial, o REIT emitiu US$ 900 milhões em novas notas seniores quirografárias no mercado de capitais (auferindo receitas líquidas de US$ 886 milhões) e manteve em aberto contratos de venda futura de ações ordinárias (ATM forward sales) no montante de US$ 258,2 milhões, com liquidação programada até o final de 2027.
O balanço patrimonial da companhia conservou o padrão de baixo endividamento característico de sua classificação de crédito grau de investimento (A/A2). As notas promissórias e debêntures a pagar encerraram junho de 2026 em US$ 10,18 bilhões, resultando em um índice de dívida sobre ativos totais de apenas 18% conforme os limites de suas cláusulas restritivas (covenants). A liquidez disponível aproximou-se de US$ 3,8 bilhões, ancorada por uma nova linha de crédito rotativo quirografária de US$ 3,0 bilhões com vencimento para 2030, um empréstimo bancário sacado a termo de US$ 500 milhões com maturação em 2031 e um programa de notas promissórias comerciais (commercial paper) de US$ 1,0 bilhão.
Conclusão do Analista
Em relação ao seu balanço, atualmente o PSA está com o nível de alavancagem controlado, o que traz mais segurança para sua operação. Já a sua distribuição de dividendos apresenta um crescimento moderado, mas em patamares saudáveis. Portanto, nossa recomendação é de compra para as ações do Public Storage (PSA).