A Prologis demonstrou forte tração operacional em seu balanço referente ao segundo trimestre de 2026, reportando volumes recordes de locação em seu vasto portfólio global. Além da resiliência em seu negócio principal focado em galpões logísticos de alto padrão, a gestão do REIT destacou uma evolução estratégica relevante: a transição para uma nova fase de crescimento onde operações logísticas tradicionais, infraestrutura de data centers e soluções de energia renovável passam a atuar de forma integrada. Esse direcionamento reafirma a capacidade da companhia de buscar novas avenidas de rentabilidade além da simples locação de espaço físico, mantendo seu quadro diretivo focado na otimização dos ativos e na expansão do ecossistema.
No aspecto financeiro, a companhia apurou uma receita operacional consolidada de aproximadamente US$ 2,43 bilhões no período, o que representa um avanço expressivo frente aos US$ 2,18 bilhões registrados no mesmo trimestre do ano anterior. O Core FFO (Funds From Operations ajustado), principal métrica para avaliação da geração de caixa no setor, alcançou US$ 1,56 bilhão, ou US$ 1,63 por ação. Esse resultado supera os US$ 1,46 por ação reportados no segundo trimestre de 2025, evidenciando o constante ganho de eficiência do fundo e o impacto positivo das repactuações contratuais a valores superiores aos praticados no passado, o que contribui diretamente para o fortalecimento da margem orgânica.
Os indicadores operacionais do trimestre ratificaram a pujança do mercado de galpões estruturados. O REIT encerrou o período com uma taxa de ocupação de 95,5%, configurando uma expansão de 20 pontos-base na comparação com o trimestre imediatamente anterior. A atividade de locação foi um dos principais destaques, com a assinatura de um volume recorde de novos acordos e renovações que superou a marca de 67 milhões de pés quadrados. O Same-Store NOI (resultado operacional líquido das mesmas propriedades) apresentou um sólido crescimento anual de 8,5% em base cash. Esse desempenho foi impulsionado por expressivos leasing spreads, com os novos aluguéis registrando saltos de 36,9% na base efetiva líquida e 22,3% na base cash, refletindo o elevado poder de precificação da Prologis na marcação a mercado dos contratos vencidos.
No que tange à alocação de capital e investimentos, a Prologis manteve um ritmo disciplinado de expansão. A companhia concluiu cerca de US$ 1,8 bilhão em aquisições de terceiros durante o trimestre, absorvendo propriedades a taxas de desconto atrativas em relação ao custo de reposição. Adicionalmente, o fundo iniciou US$ 1,6 bilhão em novos desenvolvimentos, com foco crescente na verticalização de infraestrutura digital, expandindo seu pipeline de energia para data centers a 5,8 gigawatts (GW). Do lado do passivo e da reciclagem de portfólio, foram executados US$ 766 milhões em desinvestimentos de ativos maduros ou não estratégicos, redirecionando o capital para oportunidades de maior taxa interna de retorno e mantendo a alavancagem estrutural bastante controlada, com a relação Dívida/EBITDA ajustada em um nível conservador de 4,7 vezes.
Conclusão do Analista
A Prologis tem conquistado sucesso devido a uma visão estratégica de longo prazo, vantagens competitivas duradouras, práticas ESG e rápida adaptação às mudanças no setor de logística. A empresa tem feito aquisições estratégicas e está capitalizando com o aumento do comércio eletrônico e a demanda por estoques após interrupções na cadeia de suprimentos. Porém, uma possível desaceleração econômica pode afetar seus resultados significativamente. Ainda assim, enxergamos uma assimetria favorável entre risco e retorno, portanto, recomenda-se a compra do PLD, principalmente, devido aos seus fundamentos sólidos.