
O XPML11 foi protagonista de uma grande polêmica no mês passado, após um youtuber comunicar que o fundo poderia quebrar.
Até março, o fundo tinha cerca de R$ 62 milhões de necessidade de caixa para honrar suas obrigações, mas a gestão resolveu dobrar a aposta.
Em abril, foi anunciada a aquisição de 10,4% do Shopping Pátio Higienópolis. O imóvel é de extrema qualidade, reforçando o já poderoso portfólio do XPML11.
Com essa nova negociação, o fundo passa a precisar de R$ 232 milhões até o final de 2025. A principal alternativa é a venda de algum shopping da carteira, mas não está descartada a originação de uma dívida.
Ficamos muito impressionados com o movimento da gestão de aumentar a alavancagem. Seguimos acreditando que é possível reciclar o portfólio para atender as obrigações de curto prazo. Continuaremos de olho na atividade do fundo.

O TEPP11 já tem mais de um ano com 0% de vacância. É um resultado impressionante, considerando que o setor de lajes corporativas está sofrendo bastante com as consequências da crise econômica.
O único “asterisco” em seu portfólio era a inadimplência de um inquilino do Edifício Passarelli.
Entretanto, isso deixou de ser preocupação, já que o fundo anunciou a recuperação dos valores devidos. O acordo judicial com o inquilino gerará uma receita não recorrente de R$ 0,07 por cota e, a partir de agora, não haverá novos atrasos.
As notícias positivas não param de chegar para o fundo da Tellus.

Segundo o CEO Scott Boatwright, a redução no ritmo de crescimento foi atribuída à queda na confiança do consumidor, à incerteza econômica e aos impactos da guerra comercial. Apesar da menor frequência nas visitas, a empresa não observou perda de clientes, mas sim desafios operacionais, como a necessidade de abrir novas unidades.
Em relação aos preços, Boatwright afirmou que a Chipotle não pretende realizar aumentos no curto prazo, a menos que as tarifas comerciais se mostrem permanentes. Ele destacou que a empresa possui poder de precificação, mas pretende usá-lo com cautela. As projeções para o crescimento das vendas em mesmas lojas foram ajustadas para uma faixa de baixa expansão, com expectativa de recuperação no segundo semestre, impulsionada por ações de marketing, inovação no cardápio e investimentos em canais digitais.

Neste ano, o IFIX já acumula uma alta de 7,50%.
Mesmo com toda esta valorização, o dividend yield médio dos fundos do IFIX ainda é de 14,01% e o P/VP médio é de 0,80.
Em nossa visão, esta curta recuperação é apenas a correção do desconto injustificável do final de 2024.
Os fundos imobiliários continuam sendo negociados a preços muito atrativos que devem render bons lucros no próximo ciclo de queda da Selic.

Apesar do cenário conturbado, a Nasdaq reportou um aumento no lucro ajustado do primeiro trimestre de 2025, refletindo a expansão de suas atividades em tecnologia financeira e soluções corporativas. A empresa tem buscado diversificar suas fontes de receita além das operações tradicionais de negociação e listagem, focando em produtos voltados ao cumprimento regulatório e prevenção a crimes financeiros. Em um ambiente de mercado volátil, a receita do segmento de tecnologia financeira cresceu 10% em relação ao ano anterior, totalizando 432 milhões de dólares. Já o segmento de soluções aumentou 8,9%, chegando a 947 milhões de dólares. O lucro líquido ajustado foi de 456 milhões de dólares (79 centavos por ação), frente a 367 milhões de dólares (63 centavos por ação) no mesmo período de 2024.

A maior transação de locação da cidade de São Paulo dos últimos 14 anos foi de um fundo imobiliário.
O Edifício Biosquare está sendo construído e tem previsão de ser entregue no 1.º trimestre de 2026. O empreendimento faz parte do portfólio do KNRI11.
Antes mesmo de estar pronto, a gestão do fundo fechou a locação de 39.229,18 m² do imóvel!
Esta é uma transação muito relevante, o que reforça a qualidade do ativo e a capacidade de prospecção da Kinea.

Nem sempre as notícias são positivas. Estamos acostumados a receber boas notícias do HGLG11, mas neste mês foi diferente.
O fundo anunciou a redução do aluguel de dois importantes inquilinos: Volkswagen e Ambev. A contrapartida foi a extensão do prazo contratual em cinco anos.
Mesmo com essa redução de receita, a gestão afirmou que será possível manter os rendimentos em R$ 1,10 por cota. A expectativa é que as novas revisões de aluguel sejam positivas para o fundo. Estaremos de olho.
Reforçamos que o HGLG11 segue sendo uma das melhores opções do segmento logístico.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pretende demitir Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, apesar de suas críticas anteriores sobre a política de juros da instituição. Trump havia sugerido anteriormente a possibilidade de remover Powell, mas recuou após reações negativas dos mercados financeiros, que interpretaram suas declarações como uma ameaça à independência do banco central. O presidente reiterou seu desejo de que o Fed reduza as taxas de juros, argumentando que este seria o momento ideal para tal ação. No entanto, ele reconheceu que, mesmo que Powell não atenda a esse pedido, isso não resultaria em sua demissão.

A Tesla anunciou que a produção em massa do caminhão elétrico Semi começará em 2026, com as primeiras unidades sendo construídas no final de 2025. O Semi, um caminhão Classe 8 totalmente elétrico, é uma peça central na estratégia da Tesla para eletrificar o transporte de carga. A produção ocorrerá na fábrica da empresa em Nevada, onde os preparativos para a instalação dos equipamentos estão em andamento.
Este anúncio ocorre em um momento desafiador para a Tesla, que enfrenta queda nas vendas e aumento da concorrência no mercado de veículos elétricos. Além do Semi, a empresa planeja lançar um modelo mais acessível do Model Y até meados de 2025 e iniciar um serviço de robotáxis em Austin, Texas, no mesmo período.

Quem nunca passou por um período de maré de azar?
Este é o caso do PVBI11, que enfrenta a maior vacância da sua história e viu seu dividendo cair cerca de 10%.
Em abril, recebemos a notícia de que um inquilino importante deve deixar as lajes do fundo no mês que vem, o que pode elevar em mais 7% a vacância e prejudicar ainda mais os rendimentos.
Agora, mais do que nunca, é preciso entender que o PVBI11 não será um bom gerador de renda. O fundo mantém os melhores escritórios corporativos da bolsa, mas seu valor só será reestabelecido com a recuperação macroeconômica do Brasil.

Ações
MOVI3: após bons resultados, a ação da Movida vem se valorizando. Para manter nossa margem de segurança em uma ação que costuma ser mais volátil, optamos por reduzí-la algumas posições no ranking.
RENT3: o mesmo comentário da Movida também é válido para Localiza.
KLBN11: entendemos que a Klabin é uma ação defensiva diante da desvalorização da nossa moeda, bem como faz parte de um setor resiliente a longo prazo.
Fundos Imobiliários
TRXF11: O fundo fez algumas transações que aumentaram sua alavancagem. Não existe risco de curto prazo, mas o mercado está tão disputado que, pequenas alterações nas notas são suficientes para derrubar a posição de um FII.
BBFO11: As posições conquistadas por BBFO11 se referem mais as quedas de PVBI11 e LVBI11. Os dois fundos da VBI passam por um momento conturbado.
TEPP11: O fundo segue entregando notícias positivas para seus cotistas. Em março foi possível recuperar valores de aluguel em atraso, fato que irá gerar uma receita extraordinária de R$0,07/cota.
Ativos Globais
Rankings de stocks e REITs sem alterações essa semana

Os mercados globais reagiram positivamente após o presidente Donald Trump aplicar uma suspensão temporária das tarifas sobre o setor automotivo. Essa sinalização impulsionou as ações de montadoras como Ford e General Motors, que registraram altas de 4% e 3,5%, respectivamente.
Anteriormente, o governo havia anunciado a isenção de tarifas para produtos eletrônicos como smartphones e computadores, beneficiando empresas como Apple e Dell. No entanto, autoridades, incluindo o secretário de Comércio Howard Lutnick, indicaram que essas isenções são temporárias e que novos encargos podem ser aplicados futuramente. Apesar do otimismo inicial, os mercados permanecem voláteis devido à incerteza sobre a política comercial dos EUA.

O preço do ouro vem renovando sucessivas máximas e, nesta terça-feira, registrou mais uma leve alta, impulsionado pela intensificação das tensões comerciais globais. Esse cenário tem ampliado a busca por ativos considerados mais seguros. No acumulado do ano, o metal já valorizou mais de 20%, refletindo as crescentes preocupações com o crescimento da economia mundial e a instabilidade nos mercados financeiros. Em meio à escalada das disputas comerciais, investidores seguem recorrendo ao ouro como tradicional proteção contra incertezas econômicas e geopolíticas.

HGBS11, MXRF11, HGLG11, TEEP11, HGRU11 e outros Fiis distribuem dividendos hoje 🤑. Clica aqui e confira no calendário o valor pago por cota!

O cenário global para o setor de armamentos indica crescimento para os próximos anos, mas os desafios enfrentados pela Taurus nos últimos resultados mostraram sinais de deterioração em seus fundamentos. O ambiente doméstico segue restritivo, com regulamentações mais rígidas e baixa demanda, o que comprometeu a geração de valor da companhia. O desempenho anual da empresa em 2024 foi marcado por retração no lucro, aumento da dívida líquida e dificuldades para sustentar os mesmos níveis de rentabilidade observados anteriormente.
Apesar de avanços pontuais em licitações nacionais e internacionais, o volume de vendas caiu, assim como sua receita. Por isso, a geração de caixa ficou pressionada ao longo do ano. A gestão manteve disciplina e foco em inovação, mas esses fatores não foram suficientes para compensar os efeitos negativos do ambiente macro. Diante desse contexto, reavaliamos nossa tese e, com base na perda de fundamentos observada, alteramos nossa recomendação para venda. Convidamos você a ler a análise completa no relatório a seguir para entender todos os pontos que embasaram essa mudança.

A Cyrela apresentou resultados robustos no quarto trimestre de 2024, com crescimento expressivo em lançamentos, vendas e rentabilidade. O lucro líquido de R$ 497 milhões no trimestre foi o maior da série histórica recente, impulsionado por uma receita líquida de R$ 2,5 bilhões e por margens ainda saudáveis, mesmo com algum recuo na margem bruta. No acumulado do ano, o lucro atingiu R$ 1,6 bilhão, com retorno sobre patrimônio (ROE) de 20,9%, bem acima da média do setor. A velocidade de vendas (VSO) de 55% e a geração de caixa positiva reforçam o bom momento operacional da companhia.
Contudo, apesar do desempenho acima da média frente aos seus pares, o valuation da empresa já reflete grande parte dessa performance positiva. O múltiplo de mercado atual incorpora uma expectativa elevada de continuidade desse ritmo, o que reduz a margem de segurança para novos investimentos. Por esse motivo, decidimos retirar a recomendação de compra e adotar uma postura mais cautelosa, alterando nossa indicação para “aguarde”. Vamos seguir monitorando os próximos movimentos da companhia e do setor, em busca de uma melhor relação entre risco e retorno.

Ações:
TASA4: alteramos a recomendação final para as ações. Entendemos que parte de seus fundamentos foram perdidas ao longo dos últimos anos, inclusive em relação aos dividendos.
CYRE3: alteramos a recomendação final para as ações. A Cyrela vem colhendo bons resultados, inclusive acima de seus pares, mas isso nos fez ficar sem margem de segurança para continuar os aportes.
SLCE3: o setor agrícola vem tentando se recuperar e pode ser beneficiado diante da guerra comercial entre EUA x China. Contudo, por ainda não ter dados sólidos o suficiente, optamos por reduzir algumas posições no ranking.
Fundos Imobiliários
Ranking sem alterações essa semana.
Ativos Globais
MSFT: A companhia subiu no ranking de stocks por ter melhorado seus múltiplos com a queda recente do seu valor de mercado (decorrente das novas tarifas). Contudo, continua sem recomendação se compra por não oferecer uma margem de segurança adequada.
AMH: O American Homes entregou crescimento no número de casas e, consequentemente, no seu FFO. Por conta disso, a empresa subiu posições no ranking de REITs.

Tudo o que você precisa saber sobre o setor logístico em um único relatório
O que é e como avaliar um galpão, perspectivas do setor, principais FIIs e muito mais.
O setor logístico é um dos protagonistas na carteira de FIIs dos investidores. Mas, para entender o que torna esse setor tão interessante, é preciso conhecer seus fundamentos.
Depois da leitura deste guia, você será capaz de entender o motivo do fundo X ser melhor que o Y. Além disso, entramos no assunto valuation para mostrar como chegar ao preço "justo" de um FII.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, intensificou sua pressão sobre o governo Trump para impedir que a ação antitruste movida pela FTC — prevista para começar no dia 14 de abril — avance nos tribunais. A comissão pede a separação de Instagram e WhatsApp, o que pode comprometer quase metade da receita da empresa. Mesmo após várias visitas à Casa Branca e tentativas de acordo de última hora, fontes afirmam que o presidente ainda não decidiu se permitirá uma negociação ou seguirá com o processo. Especialistas jurídicos, no entanto, consideram um acordo improvável, dado o histórico robusto do caso e a postura dura da atual FTC.

As ações da Apple (AAPL) caíram 5% nesta terça-feira, após o governo Trump confirmar que as tarifas sobre produtos chineses subirão para 104% já nesta quarta-feira. O impacto foi imediato sobre os papéis da gigante de tecnologia, que fabrica a maior parte dos seus iPhones na China. Apesar de tentativas anteriores de isenção e esforços para migrar parte da produção para a Índia, a empresa agora enfrenta um cenário de margens pressionadas e incerteza sobre os custos de seus produtos. Contudo, acreditamos ainda na empresa, que possui fundamentos sólidos e grande posição em caixa pra superar esse desafio.