
A Microsoft lançou os chips customizados Maia 100 e Cobalt 100 para integrar verticalmente sua infraestrutura de nuvem Azure. O objetivo é processar internamente cargas de trabalho de inteligência artificial e serviços da OpenAI, reduzindo a dependência tecnológica e os altos custos de aquisição dos semicondutores da Nvidia.
Este movimento visa proteger as margens operacionais e mitigar riscos na cadeia de suprimentos global. Para o investidor, a autonomia em hardware aumenta a eficiência financeira e equipara a Microsoft às estratégias de silício proprietário de rivais como Amazon e Google, consolidando uma vantagem competitiva essencial para a rentabilidade de longo prazo em IA.

O SNCI11 enfrentou, em 2025, problemas com algumas de suas dívidas. Atualmente, quatro de seus CRIs apresentam algum nível de estresse, sendo que eles equivalem a cerca de 7% do patrimônio líquido do fundo.
As perdas esperadas com esses ativos já estão refletidas no patrimônio do fundo, portanto, dificilmente o cotista terá uma surpresa negativa relacionada a eles nos próximos meses.
Atualmente, a gestão trabalha para recuperar o máximo de valor possível. Em dezembro, foi possível reaver R$1,5 milhão referente à inadimplência do CRI RDR.
É normal que um fundo de papel enfrente casos de inadimplência ao longo de sua existência. Nenhum FII dessa classe passa ileso no longo prazo. A grande questão é sempre o tamanho do impacto gerado na carteira — por isso, a diversificação é um fator crucial.
O SNCI11, apesar de possuir qualidades relevantes, fica atrás de muitos concorrentes devido ao seu pequeno porte.

O RBRY11 é um fundo que está sempre em nosso radar, pois apreciamos a estratégia que ele oferece ao investidor.
O fundo atua no segmento de recebíveis, adquirindo CRIs indexados ao CDI. O perfil das dívidas é de risco mais elevado, mas a gestão busca mitigar esse risco ao priorizar garantias localizadas na cidade de São Paulo.
Por ser concentrado em CDI e contar com CRIs mais arrojados, o dividend yield do fundo permanece bastante elevado.
O RBRY11 já foi recomendado por nós, mas perdeu essa posição após sucessivos erros de sua gestora. O problema do fundo nunca foi o portfólio, mas sim as falhas da RBR.
Seguimos monitorando o fundo e avaliando a possibilidade de recomendá-lo novamente.

A Ser Educacional vem avançando de forma consistente em sua mudança estratégica, com maior foco em cursos de saúde, especialmente Medicina, que apresentam maior ticket médio, margens superiores e barreiras regulatórias relevantes. A companhia também se beneficia de uma presença forte no Norte e Nordeste, regiões menos concorridas, além de uma estrutura financeira mais leve e controlada.
Mesmo em um setor competitivo e altamente regulado, a execução operacional tem mostrado evolução, com melhora gradual de margens, geração de caixa e perspectiva de maior retorno ao acionista nos próximos anos. O mercado ainda parece subprecificar esses avanços, o que mantém a tese atrativa sob a ótica de risco-retorno.
👉 Para entender os gatilhos, riscos e valuation, acesse o relatório completo na plataforma.

O RBVA11 assinou o compromisso de aquisição de dois imóveis por R$86 milhões. O retorno esperado nessa transação é de 12,3% ao ano, o que é bastante elevado, considerando que os contratos ainda são corrigidos pela inflação.
Um dos ativos é do setor educacional e está locado para a Estácio até março de 2032. O outro trata-se de uma loja de varejo, locada para a PBKids até dezembro de 2027.
O RBVA11 acordou o pagamento de uma pequena parcela à vista, metade por meio de alavancagem e a outra metade com cotas da sua 6.ª emissão.
A gestão vê com bons olhos a aquisição, pois ela reforça o posicionamento do fundo nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.

O XPML11 anunciou sua 14.ª emissão de cotas, com o objetivo de captar R$400 milhões. O preço da emissão será de R$108,88, o que representa um leve desconto em relação à cotação atual do fundo, de R$109,50.
Em termos financeiros, a emissão é pouco atrativa para o investidor pessoa física, pois o desconto oferecido é mínimo.
Segundo a estratégia do fundo, os recursos captados serão utilizados para novas aquisições e expansões dos ativos do portfólio.
Em nossa visão, essa emissão não era necessária, uma vez que o XPML11 vem de dois anos de forte crescimento. Entendemos que já é momento de a gestão adotar uma postura mais cautelosa, mas ela continua atuando de forma agressiva.
A tese do fundo permanece intacta, pois seu portfólio de imóveis é excelente. Ainda assim, é necessário acompanhar o XPML11 com atenção redobrada.

O S&P 500 e os principais índices de Wall Street renovaram máximas históricas nesta terça-feira, operando na casa dos 6.950 pontos, impulsionados pela antecipação aos resultados financeiros da "Magnificent Seven". A valorização é liderada pelo setor de tecnologia, com destaque para a Apple e a Microsoft — esta última beneficiada pelo anúncio do novo chip de IA Maia 200 —, enquanto o mercado aguarda os balanços de Meta, Tesla e Microsoft programados para quarta-feira.
Paralelamente, o Comitê de Mercado Aberto (FOMC) inicia sua reunião de dois dias sob a expectativa de manutenção das taxas de juros no intervalo de 3,5% a 3,75%, mas com foco total nas sinalizações sobre cortes futuros.

Ações
SEER3: Estamos acrescentando a SEER ao nosso ranking. A companhia é o principal grupo educacional das regiões Norte e Nordeste e, nos últimos anos, passou por uma mudança estratégica relevante, com maior foco em cursos da área da saúde e na preservação do ticket médio. A baixa alavancagem tende a sustentar uma trajetória de aumento gradual dos dividendos ao longo do tempo. Recomendação de COMPRA.
GMAT3: Entendemos que o mercado reagiu de forma exagerada à queda do papel após os problemas observados no 3T25, que avaliamos como pontuais. Diante do nível atual de preços, optamos por elevar a recomendação para AGUARDE.
VALE3 e BRAP4: A posição foi reduzida após a valorização recente do ativo, que diminuiu de forma relevante a margem de segurança da companhia.
JSLG3: Elevamos a colocação no ranking. A melhora operacional tem ocorrido em ritmo mais acelerado do que a precificação do ativo, o que ampliou a margem de segurança.
Globais
Sem alterações no ranking
Fiis
Sem alterações no ranking

A Walt Disney consolidou sua recuperação operacional e financeira no ciclo encerrado em 2025, superando os gargalos impostos pela pandemia com um crescimento sustentado da receita. O conglomerado conseguiu reduzir drasticamente sua alavancagem financeira e retomou a geração robusta de caixa livre, que atingiu US$10 bilhões no último exercício. Esse fôlego permitiu a normalização dos proventos aos acionistas e a consolidação de ativos estratégicos, como o controle total do streaming Hulu e a digitalização definitiva da ESPN.
Para o investidor, o foco em 2026 recai sobre a estruturação da sucessão do CEO Bob Iger e o adensamento de capital no braço de parques e experiências. Mantemos uma percepção otimista baseada nas barreiras de entrada e no valor das propriedades intelectuais da companhia, que garantem vantagens competitivas perenes. Para mais detalhes acesse o relatório completo em anexo.

A Eztec (EZTC3) divulgou seu guidance de lançamentos para 2026, com VGV projetado entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3,5 bilhões. A meta implica crescimento de cerca de 27% em relação a 2025, sustentado por um pipeline robusto e pela estratégia de expansão da companhia.

A Mastercard Brasil assumiu 31,87% das ações da Westwing após executar garantias de uma dívida não honrada por acionistas da varejista. A gigante de pagamentos informou à CVM que o movimento tem caráter estritamente recuperacional, não pretendendo participar da gestão da empresa. O objetivo da companhia é vender a participação no mercado o mais breve possível, seguindo as regras de liquidez do setor.
A execução das garantias expõe a grave crise financeira da Westwing, cujo valor de mercado despencou de R$ 1,5 bilhão no IPO para apenas R$ 60 milhões atualmente. A plataforma de decoração, que tem como principal sócia a gestora WNT, enfrenta queda nas receitas e prejuízos acumulados. A entrada forçada da Mastercard na base acionária adiciona incerteza ao futuro da operação e reflete o alto risco dos investidores envolvidos no negócio.

O novo relatório da Visa destaca um ano fiscal de 2025 robusto, com a receita líquida atingindo a marca de US$40 bilhões (alta de 11%) e um crescimento expressivo de 12% no volume de transações transfronteiriças, sinalizando a força contínua do consumo e das viagens globais.
Além do desempenho financeiro sólido, que permitiu o retorno de mais de US$18 bilhões aos acionistas via recompras e dividendos, o documento enfatiza o uso estratégico de Inteligência Artificial para segurança e prevenção de fraudes — consolidado pela aquisição da Featurespace — e posiciona a empresa como uma "hyperscaler" de pagamentos preparada para liderar a modernização da infraestrutura financeira em 2026.
Acesse o relatório completo em anexo para mais informações.

O início da temporada de balanços das gigantes de tecnologia em 2026 marca um momento crítico de transição. Gigantes como Amazon, Google e Meta estão projetando gastos que superam as centenas de bilhões de dólares para os próximos anos. Embora o setor de hardware espere um impulso nas vendas de PCs devido ao fim do suporte ao Windows 10, o crescimento da AMD e da Intel enfrenta o obstáculo crítico de uma escassez global de memória, enquanto a Nvidia tenta reestruturar sua operação na China em meio a um cenário de incertezas tecnológicas.
Simultaneamente, o mercado observa com cautela o panorama geopolítico, marcado pelo recuo temporário das ameaças tarifárias do presidente Trump contra a Europa, embora o risco de uma guerra comercial entre EUA e União Europeia ainda persista. Esse clima de instabilidade externa, somado à pressão dos investidores por resultados concretos sobre a monetização da IA, indica que bons resultados financeiros podem não ser suficientes para garantir a estabilidade das ações caso as tensões macroeconômicas voltem a escalar.

A Simpar encerrou 2025 com receita líquida de R$ 43,8 bilhões, alta de 6,6% em relação a 2024, segundo prévia divulgada ao mercado. A receita bruta somou R$ 48,1 bilhões, crescimento de 6,5% na comparação anual. O principal destaque foi a redução da alavancagem para 3,1 vezes dívida líquida/Ebitda, o melhor nível registrado pelo grupo nos últimos 15 anos, ante 3,6x no fim de 2024.
A melhora do endividamento foi impulsionada, entre outros fatores, pela venda da Ciclus Ambiental para a Aegea por R$ 1,9 bilhão, além de menor capex líquido — o mais baixo em 15 anos — e aumento na venda de ativos, que somou R$ 2 bilhões em 2025. A holding controla oito companhias, incluindo as listadas JSL, Movida, Vamos e Automob, e afirma que seguirá focada na geração de valor e na redução adicional da alavancagem nos próximos anos.

O Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimentos (Will Bank), instituição integrante do conglomerado do Banco Master. A medida foi tomada diante do comprometimento da situação econômico-financeira, da insolvência da instituição e do vínculo de controle com o Banco Master, cuja liquidação já havia sido decretada em novembro de 2025.
Segundo o BC, a liquidação do Will Bank ocorreu “por extensão”, em função da situação do controlador. A autoridade monetária nomeou a EFB Regimes Especiais como liquidante, mesma empresa responsável por conduzir outros processos de liquidação no grupo Master. O Banco Central destacou que, no caso do Banco Master, havia inicialmente a expectativa de uma solução que preservasse o funcionamento da instituição, hipótese que não se concretizou.

Ante vista com desconfiança dentro desse novo cenário de AI, agora a Apple tem conseguido mudar o jogo e entregar resultados satisfatórios. Para mais informações, acesse o relatório completo abaixo.

A JSL divulgou a prévia operacional do 4T25, destacando a melhora na estrutura de capital. A alavancagem recuou para 2,9x, reforçando a trajetória de desalavancagem e o foco da companhia em disciplina financeira. No trimestre, a empresa registrou receita líquida de R$ 2,8 bilhões, com queda de 2,2% na comparação anual. Apesar do recuo, a JSL informou que os novos contratos somaram R$ 829 milhões, com prazo médio de 57 meses, o que contribui para maior previsibilidade de receitas e sustentação do crescimento futuro. O EBITDA e a margem EBITDA expandiram em relaçao ao 4T24.

Ações
O ranking de ações não sofreu alterações significativas
Globais
NKE: Em função do momento operacional delicado e da perda de tração em mercados-chave, a Nike recuou algumas posições no meu ranking de stocks. A empresa segue em fase de reestruturação, o que justifica uma postura mais cautelosa no momento.
O ranking de REITs não sofreu alterações significativas.
FIIs
Subida do PSEC11 e queda do BBFO11: Entendemos que o PSEC11 pode trazer surpresas positivas em seu dividendo, por isso merece ser o FOF melhor colocado no ranking.

O HFOF11 foi pioneiro no processo de recompra de cotas. Esse mecanismo, muito utilizado por empresas no mercado de ações, não era permitido nos FIIs até o ano passado.
Em agosto de 2025, o HFOF11 foi o primeiro FII a usufruir da mudança na legislação e, em dezembro, anunciou os resultados obtidos.
O fundo investiu R$26,49 milhões na recompra de suas próprias cotas, que foram canceladas com base em seu valor patrimonial, ou seja, por R$32,79 milhões.
De forma simplificada, o fundo reduziu o número de cotas disponíveis, o que permite o aumento do rendimento das cotas restantes, já que o lucro passa a ser dividido entre menos investidores.
Essa foi uma forma interessante de aproveitar o grande desconto da cota no mercado e gerar valor aos seus cotistas. O HFOF11, no entanto, não entra em nossa recomendação, pois identificamos outros FOFs com melhor relação risco-retorno.

O ALZR11 divulgou seu relatório de dezembro de 2025 com algumas atualizações interessantes.
Houve o reajuste do aluguel pela inflação em três imóveis, o que demonstra a força e a estabilidade dos contratos atípicos. Apesar de todo tipo de contrato incluir essa cláusula, nos atípicos observamos um histórico mais consistente, inclusive em momentos de crise econômica.
No último mês de 2025, o fundo também anunciou a aquisição de um laboratório de diagnóstico locado para a Fleury. O contrato firmado tem duração de 15 anos, e o fundo espera obter um retorno médio de 10,2% ao ano com o ativo.
Vale lembrar que o ALZR11 deu início à sua 8.ª emissão de cotas, com o objetivo de captar R$528 milhões.
O crescimento alcançado pelo fundo nos últimos anos tem sido muito positivo para o aumento de sua diversificação e a diluição de sua alavancagem.