
A TSMC encerrou o quarto trimestre com um lucro recorde, superando as estimativas de analistas e reafirmando sua posição dominante no mercado global de semicondutores. O desempenho excepcional foi impulsionado pela demanda voraz por chips de alta performance, essenciais para o treinamento e processamento de modelos de inteligência artificial (IA).
Além dos lucros históricos, a gigante taiwanesa apresentou projeções otimistas para o futuro, sinalizando uma recuperação acelerada em outros segmentos do setor de hardware. A empresa destacou que o avanço das tecnologias de manufatura de ponta, como os processos de 2 e 3 nanômetros, será fundamental para sustentar a próxima onda de inovações tecnológicas.

A ASML atingiu um marco histórico ao ultrapassar os US$ 500 bilhões em valor de mercado. Esse crescimento foi impulsionado pelos fortes resultados financeiros divulgados pela TSMC, a maior fabricante de chips do mundo e uma das principais clientes da ASML. O otimismo dos investidores reflete a alta demanda global por chips avançados, especialmente aqueles voltados para o processamento de inteligência artificial, consolidando a companhia holandesa como peça fundamental na infraestrutura tecnológica moderna.
A valorização das ações destaca a importância estratégica das máquinas de litografia ultravioleta extrema (EUV) da ASML, que são as únicas capazes de produzir semicondutores de última geração. Com a TSMC elevando suas projeções de receita e sinalizando uma recuperação robusta no setor de hardware, o mercado renovou a confiança na cadeia de suprimentos global.

O GGRC11 fez uma retrospectiva do ano de 2025 e apresentou resultados bastante consistentes. O fundo aumentou em 24% sua quantidade de imóveis, alcançando um total de 36, além de quase ter dobrado sua base de cotistas e melhorado sua distribuição de rendimentos em comparação com 2024.
Apesar das melhorias, o fundo inicia 2026 com alguns desafios relevantes, já que seu portfólio inclui inquilinos com problemas financeiros, além de 14% de sua receita estar atrelada a contratos com vencimento próximo.
O GGRC11 evoluiu significativamente, mas ainda está abaixo dos seus principais concorrentes do setor logístico.

O ALZR11 anunciou o início de sua 8.ª emissão de cotas, com o objetivo de captar R$528 milhões. Os direitos de preferência serão concedidos àqueles cotistas que possuírem o fundo até o dia 16/01/2026.
O preço da emissão é de R$10,65 por cota, um pouco abaixo do preço de negociação do fundo, que está próximo de R$10,80. A diferença entre os valores é pequena, mas existente; portanto, há um atrativo financeiro para participar da oferta.
A gestão divulgou que tem engatilhada a compra de seis novos ativos, sendo dois galpões logísticos, dois edifícios corporativos, um imóvel de varejo e um laboratório de diagnóstico. Todos os ativos estão locados e possuem contratos com vencimento a partir de 2032.
A oferta é positiva para o fundo, pois permite ampliar ainda mais sua diversificação e diluir sua alavancagem.

A SLC Agrícola informou que foi concluído o ajuste do preço final de aquisição da Sierentz Agro Brasil, reduzindo o valor da operação de US$ 135,2 milhões (estimativa inicial) para US$ 129 milhões, após a apuração do balanço-base e ajustes de capital de giro e dívida líquida.
Em julho de 2025, a companhia pagou a primeira parcela, equivalente a 60% do valor, totalizando US$ 81,1 milhões (R$ 442,3 milhões à época). Com a redução do preço final, o valor pago a maior será compensado nas parcelas seguintes, previstas para abril de 2026 (segunda parcela) e abril de 2027 (terceira parcela).

A Fenabrave estima que o mercado brasileiro de veículos novos deve crescer 3,02% em 2026, após um avanço de 2,08% em 2025, considerado o melhor resultado desde a pandemia, mas ainda modesto. No ano passado, foram licenciados 2,68 milhões de veículos entre carros de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus. Para 2026, a projeção inicial aponta para 2,77 milhões de unidades, com os juros elevados permanecendo como principal obstáculo à expansão, especialmente no segmento de caminhões.

A Nvidia e a gigante farmacêutica Eli Lilly anunciaram um investimento conjunto de US$1 bilhão para a criação de um laboratório de inteligência artificial no Vale do Silício, com o objetivo de revolucionar a descoberta de novos medicamentos. Ao longo dos próximos cinco anos, a parceria pretende usar a IA para acelerar processos científicos que hoje são lentos e dependem de exaustivos testes manuais realizados por humanos.
O novo centro de inovação permitirá que engenheiros e pesquisadores trabalhem lado a lado para automatizar tarefas laboratoriais, utilizando supercomputadores e robótica para testar compostos químicos em uma velocidade sem precedentes. A ideia central é eliminar o "gargalo" humano nas pesquisas, transformando o laboratório em um ambiente inteligente onde o software pode prever resultados e gerenciar experimentos complexos.

A Alphabet, empresa controladora do Google, atingiu a marca histórica de US$4 trilhões em valor de mercado, impulsionada pelo otimismo em torno de sua estratégia de inteligência artificial. O principal motor dessa valorização foi o anúncio de que o Gemini, a inteligência artificial da companhia, será a base para os novos recursos dos dispositivos da Apple em um acordo de longo prazo, além de dobrar sua presença nos aparelhos da Samsung ainda este ano. Esses movimentos transformaram as dúvidas iniciais sobre o futuro da empresa em uma confiança sólida, reafirmando o papel central do Google na nova corrida tecnológica global.
Esse desempenho excepcional fez com que as ações da empresa subissem cerca de 65% no último ano, permitindo que ela superasse a Apple e se tornasse a segunda companhia mais valiosa do mundo. Além do sucesso com a IA, a Alphabet conseguiu transformar sua unidade de computação em nuvem em um pilar de crescimento lucrativo e atraiu investimentos de nomes de peso, como o megainvestidor Warren Buffett.

Ações
BEEF3: elevamos a recomendação de VENDA para AGUARDE após a forte pressão recente sobre a cotação, que acumulou queda relevante nos últimos meses. Apesar da piora do ciclo do gado no Brasil, avaliamos que a companhia apresenta hoje uma estrutura operacional mais resiliente do que em ciclos anteriores, o que reduz riscos em momentos adversos.
VIVA3: o movimento recente de queda das ações levou a umreposicionamento do ativo no ranking. Mesmo em um ambiente macro maisdesafiador para o consumo, a companhia segue com fundamentos sólidos e execuçãoconsistente, o que justifica o ajuste.
UNIP6: após a correção observada no papel, entendemos que oativo passou a oferecer uma relação risco-retorno mais equilibrada. O momentopode estar próximo de um ponto mais atrativo dentro do ciclo da companhia.
SMFT3: realizamos uma atualização do modelo e das premissas, ajustando o posicionamento do ativo no ranking para refletir de forma mais fiel o cenário atual e as perspectivas do negócio.
BLAU3: o ajuste no ranking reflete apenas um rebalanceamento relativo entre os ativos acompanhados. A companhia segue apresentando boa qualidade operacional e fundamentos consistentes, sem alteração relevante na tese de longo prazo.
**FIIs**
Sem alterações no ranking
**Globais**
Os rankings de REITs e stocks não tiveram alterações significativas essa semana.

Mais cedo falamos sobre a melhora do MXRF11, e agora vamos tratar de um fundo que seguiu o caminho oposto.
O RECR11 já foi um fundo que gerou bom valor para seus investidores, mas vem deixando a desejar nos últimos dois anos.
A REC, gestora do fundo, nunca foi uma unanimidade — principalmente devido ao seu histórico de desempenho ruim no RELG11 e no RECT11. No entanto, no RECR11, o trabalho vinha sendo bem executado, algo que já não podemos mais afirmar.
Alguns calotes, possíveis conflitos de interesse e a forma de apuração dos resultados são exemplos de problemas que reduziram a atratividade do fundo.
Em termos de segurança, vemos muitos pares à frente do RECR11, razão pela qual ele tem sido preterido em nossas carteiras.

O MXRF11, fundo queridinho dos investidores, divulgou informações bem interessantes em seu último relatório gerencial.
A primeira foi a conclusão da sua 11.ª emissão de cotas, com captação de R$218 milhões. O montante é pouco relevante frente ao patrimônio do fundo, mas ter caixa neste momento de mercado é bastante positivo, principalmente para aproveitar as taxas elevadas dos produtos de renda fixa.
Em segundo lugar, temos a venda do Edifício Oceanic, um imóvel que estava presente na carteira do MXRF11, fruto da execução de uma garantia. Ter imóveis não faz parte da política do fundo; inclusive, este em específico estava gerando despesas que corroíam o resultado.
Sempre consideramos o MXRF11 um fundo nota 6, ou seja, mediano, sem grandes vantagens frente aos seus pares. Nos últimos tempos, porém, houve uma clara melhoria na qualidade do fundo.
Essa melhora ainda é insuficiente para colocá-lo entre as principais escolhas do setor de recebíveis, mas o fundo permanece em nosso radar.

A Vamos divulgou a prévia de seus resultados do 4T25 e do ano de 2025, informando o atingimento de todos os indicadores financeiros do guidance, incluindo EBITDA, lucro líquido e alavancagem. A receita líquida atingiu R$ 1,48 bilhão no quarto trimestre, alta de 24,3% na comparação anual, enquanto no acumulado de 2025 somou R$ 5,76 bilhões, crescimento de 22,5% frente a 2024. A área de locação manteve trajetória de expansão, com receita anual de R$ 4,07 bilhões, refletindo maior demanda, aumento da ocupação da frota e melhoria de rentabilidade.
A ocupação da frota alcançou 86,8%, o maior nível desde o início das retomadas, enquanto as retomadas e devoluções antecipadas recuaram para R$ 148,4 milhões no 4T25, menor patamar desde o início de 2023.

A Minerva segue como uma das maiores exportadoras de carne bovina da América do Sul, com posição relevante em mercados internacionais e ganhos importantes de escala após as aquisições recentes. O relatório mostra como a companhia ampliou sua capacidade produtiva, diversificou sua presença geográfica e fortaleceu sua flexibilidade operacional, fatores que tendem a reduzir riscos ao longo do ciclo e melhorar a resiliência do negócio no médio e longo prazo.
Apesar desses avanços estruturais, o ambiente operacional ainda inspira cautela. O ciclo do gado permanece desafiador, a volatilidade das commodities segue elevada e a dependência da demanda chinesa continua sendo um ponto de atenção. Além disso, o nível de endividamento, embora em trajetória de melhora após o aumento de capital, ainda limita uma postura mais construtiva no curto prazo. Diante desse equilíbrio entre evolução da tese e riscos ainda presentes, a recomendação foi revisada para AGUARDE.
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A Meta, controladora do Facebook e Instagram, firmou contratos de longo prazo com as empresas Vistra e Oklo para a compra de energia nuclear destinada ao abastecimento de seus data centers de Inteligência Artificial. O acordo com a Vistra prevê o fornecimento por 20 anos a partir de usinas já existentes, enquanto a parceria com a Oklo, empresa apoiada por Sam Altman, foca no desenvolvimento de reatores modulares de pequeno porte.
A notícia provocou uma disparada no setor nesta sexta-feira (9), com as ações da Oklo subindo cerca de 20% e as da Vistra avançando 16% na bolsa de Nova York. O movimento reflete a busca desesperada das gigantes de tecnologia por fontes massivas de energia, que se tornou o principal obstáculo para a expansão da infraestrutura de IA. Esse aumento na demanda tem promovido um renascimento da indústria nuclear,

Janeiro é mês de dividendos elevados. Os FIIs são obrigados por lei a distribuir 95% do lucro gerado no semestre. Por isso, é muito comum que, no último mês de cada semestre, os fundos realizem grandes pagamentos de dividendos para se adequar à legislação.
Esses dividendos caem na conta do investidor nos meses de janeiro e julho.
No dia 13/01/2026, quem for cotista do HGRE11 receberá R$1,50 por cota. Já em 15/01/2026, haverá R$1,45 por cota vindo do HGRU11. O TRXF11, que vinha pagando R$0,93 por cota, entregará R$1 por cota aos seus investidores na próxima quinta-feira.
Janeiro é conhecido como um mês em que as contas apertam um pouco, já que Natal e férias estão muito próximos. Pelo menos o investidor de FIIs conta com aquela forcinha para começar bem o ano.

Uma vez por ano, os FIIs divulgam a avaliação de seus imóveis — alguns no início, outros na metade do ano.
O XPLG11 já apresentou essa informação e, na última avaliação, seu portfólio de imóveis se valorizou apenas 0,2%.
Olhando esse resultado de forma superficial, poderíamos considerá-lo negativo, pois espera-se que os imóveis se valorizem muito mais do que isso. No entanto, é preciso interpretar melhor os dados.
A principal forma de precificação de um ativo sofre grande influência do patamar da taxa de juros no Brasil. Quanto mais elevada a Selic, menor tende a ser o valor dos empreendimentos. Em momentos de Selic alta, é comum, inclusive, observarmos desvalorização no valor patrimonial dos FIIs.
Portanto, essa notícia do XPLG11 é, dos males, o menor. De fato, 0,2% é uma valorização inexpressiva, mas é melhor do que uma perda de valor.
No longo prazo, considerando que haverá diversos ciclos de alta e baixa da taxa de juros, a expectativa é de que FIIs com bons portfólios se valorizem.

O TRXF11 conseguiu captar R$3 bilhões em sua 12.ª emissão de cotas. Esta foi a maior emissão da história de um FII, fazendo com que o fundo ultrapassasse R$6 bilhões em patrimônio.
Ainda em dezembro de 2025, o fundo assinou um acordo que deu início à venda de 9 ativos por R$672 milhões, gerando um lucro de R$7,08/cota. Esse resultado contribui para a manutenção do patamar de rendimentos, que já é impactado por vendas anteriores, além de seguir viabilizando distribuições extraordinárias no último mês de cada semestre.
A alocação dos recursos recém-captados já começou e, em dezembro, também foi anunciada a aquisição de mais 47 imóveis, entre ativos dos setores varejista, educacional, bancário, hospitalar, de shoppings e alimentício.
Entre movimentos muito bons e outros questionáveis, o TRXF11 se mostra um FII de perfil mais agressivo. No geral, o saldo é positivo, razão pela qual ele figura como uma de nossas melhores escolhas dentro do seu segmento, ao lado do HGRU11.

A Unilever lançou o programa Renova Terra, um investimento de R$ 32 milhões destinado a implementar a agricultura regenerativa na produção de soja para a Hellmann’s no Brasil. A meta é alcançar 45 mil hectares até 2030, o que deve cobrir até 90% da pegada de soja da marca no país. O projeto, realizado em parceria com a CJ Selecta, busca transformar a operação brasileira em um modelo de sustentabilidade para as demais unidades da companhia no mundo.
Brasil como exportador de soluções sustentáveis
Segundo Andrés González, presidente da Unilever Brasil, o objetivo é consolidar o país como um exportador líder de soja regenerada para outras geografias da multinacional. A iniciativa é um passo estratégico para a meta global da Unilever de atingir emissões líquidas zero em toda a sua cadeia de valor até 2039. Além do suporte técnico aos produtores, o programa prevê um sistema de mensuração que poderá, futuramente, gerar créditos de carbono e novos índices de impacto climático.

O PMLL11 adquiriu 15% do Suzano Shopping por R$51,1 milhões, elevando sua participação no imóvel para 40%.
Paralelamente, vendeu 35% do Boulevard Shopping Bauru por R$91,4 milhões. As transações resultaram em geração de caixa de R$40 milhões, sendo R$8 milhões de lucro, o equivalente a R$0,58 por cota.
Com isso, o fundo reduziu seu portfólio de 15 para 14 imóveis, sendo majoritário em apenas três deles.
Com um dividend yield mensal de 0,82%, vacância de 3,8% e reserva de R$0,89 por cota, o fundo se apresenta como uma boa opção no setor de shoppings.

A Chevron e a Quantum Capital Group estão se unindo em uma oferta estratégica de US$22 bilhões para adquirir os ativos internacionais da petroleira russa Lukoil, que está sob sanções. O plano do consórcio é dividir o vasto portfólio entre as duas empresas, abrangendo refinarias na Europa (incluindo a de Burgas, na Bulgária), mais de 2.000 postos de combustível e participações em campos de petróleo de grande escala em países como Cazaquistão e Iraque.
Essa investida ocorre após o colapso de uma negociação anterior com a trader suíça Gunvor, que foi barrada pelos EUA por ser considerada próxima demais ao Kremlin. O negócio ganha relevância política com o apoio da administração de Donald Trump, que busca transferir permanentemente o controle de infraestruturas energéticas críticas para mãos americanas como forma de minar a influência russa.
O Departamento do Tesouro dos EUA estabeleceu o dia 17 de janeiro de 2026 como prazo final para que as empresas concluam negociações e assinem acordos condicionais. Embora a Chevron e a Quantum sejam agora as favoritas, elas enfrentam concorrência de peso, incluindo a ExxonMobil e grupos de investimentos de Abu Dhabi e da Arábia Saudita, em uma disputa que pode resultar em uma das maiores aquisições de energia desde o início das sanções contra a Rússia.