
O HGBS11 anunciou o início de sua 11.ª emissão de cotas com o objetivo de captar R$650 milhões.
O preço da emissão é de R$20,84, sendo que o fundo negocia abaixo de R$20,50; portanto, não há incentivo financeiro para o cotista participar da oferta.
Outro fator que chama atenção é a falta de uma destinação clara dos recursos. A Hedge não revelou os imóveis que pretende adquirir com os recursos.
Apesar de ser positiva para o fundo, a emissão não tende a ser um sucesso entre os investidores pessoa física. Provavelmente, a gestão tem algum acordo com um investidor institucional para garantir os recursos.

Ações
ODPV3: Na última sexta-feira, a companhia e seucontrolador, o Bradesco, anunciaram uma proposta de reorganização envolvendo asoperações de saúde do banco, criando um conglomerado com mais de R$ 50 bilhõesem receita e lucro superior a R$ 3,5 bilhões.
Em nossa avaliação, a operação é positiva para os acionistas da Odontoprev,tanto pelo potencial de sinergias quanto pelo fortalecimento estratégico danova estrutura.
PCAR3: O elevado nível de endividamento continuapressionando os resultados. Apesar de uma melhora operacional recente, aestrutura de capital ainda se mostra fragilizada para garantir asustentabilidade do negócio no longo prazo. Mantido o ritmo atual, enxergamosrisco relevante para a continuidade operacional da companhia, não descartando apossibilidade de uma reestruturação mais profunda, incluindo eventualrecuperação judicial.
Globais
MCD: O McDonald's mantém uma trajetória sólida de expansãoorgânica, aliada a uma evolução constante em seus indicadores de eficiênciaoperacional. O crescimento no número de unidades reforça sua dominância demercado.
META: A Meta avançou em nosso ranking de stocks. Atualmente,seu valuation relativo apresenta maior atratividade quando comparado aos seuspares do setor de tecnologia, oferecendo uma janela de oportunidadeinteressante.
AVB: O AvalonBay Communities subiu posições no ranking deREITs. Com a sinalização de melhora no mercado imobiliário e um valuation quefavorece a relação risco-retorno, o ativo se destaca pela resiliência epotencial de valorização.
FIIs
RZTR11: O fundo atingiu uma cotação que dá pouca margem desegurança ao investidor. Por isso, caiu posições no ranking.
KNRI11: O KNRI11 é outro fundo que se valorizou bastante em2026. O fundo perdeu posições pelo preço menos atrativo, mas segue com umdividendo interessante.
PMLL11: Em 2025, a gestão do fundo mudou e trouxe uma novaestratégia. Gostamos das novidades que o fundo pode entregar este ano.

O mercado de FI-Infras no Brasil cresceu bastante em 2024 e 2025. Boa parte da demanda veio do receio em relação às mudanças sugeridas pela MP 1303.
A medida em questão tentou derrubar a isenção das debêntures incentivadas, principal produto das carteiras dos FI-Infras. Após o vencimento da MP, o mercado se acalmou, mas algumas sequelas permaneceram.
Com isso, o cenário para investir em debêntures incentivadas não é simples. Muitos produtos devem enfrentar um nível de volatilidade acima do normal.
Entre outubro e dezembro de 2025 já vimos resultados dos FI-Infras abaixo do CDI, e o mesmo aconteceu em fevereiro de 2026.
Por isso, trouxemos um relatório que detalha exatamente tudo o que está acontecendo. Além disso, mostramos quais são os fundos mais bem posicionados para atravessar essa turbulência.

A Vale informou que tomou conhecimento de uma ação do Ministério Público Federal que solicita à Justiça a suspensão da operação de um trecho de 16 km da segunda linha da Estrada de Ferro Carajás (EFC), localizado em Bom Jesus do Tocantins (PA). A Vale destacou que, neste momento, o tema não representa impacto operacional relevante e afirmou que continuará colaborando com as autoridades, mantendo o mercado informado sobre eventuais desdobramentos relevantes.

A Raízen informou que está avaliando uma solução abrangente para fortalecer sua estrutura de capital após discussões com seus acionistas controladores. Entre as medidas em análise está um aporte de R$ 4 bilhões, sendo R$ 3,5 bilhões da Shell e R$ 500 milhões de um veículo ligado à Cosan, controlada pela família de Rubens Ometto.
O plano também prevê a reestruturação do endividamento financeiro da companhia, incluindo possível conversão de parte da dívida em capital e alongamento do restante dos passivos, além da venda de ativos não estratégicos. A empresa avalia ainda a possibilidade de conduzir o processo por meio de uma recuperação extrajudicial para facilitar negociações com credores. Segundo a Raízen, as operações seguem normalmente e não devem impactar clientes, fornecedores ou parceiros comerciais.

Agora temos recomendação de venda para o RZTR11.
Como o fundo está negociando próximo de R$100, vemos pouquíssima margem de segurança na sua aquisição. Além disso, o ano de 2025 não foi tão positivo para ele.
Em termos operacionais, o ano passado foi regular. O RZTR11 aumentou seu número de fazendas de 22 para 24, mas viu a taxa média dos seus arrendamentos cair de 15,24% para 15,01%.
O fator mais negativo foi a piora da transparência da Riza, gestora do fundo. O Fiagro da casa, o RZAG11, sofreu com inadimplência, e o caso não foi bem comunicado pelo time de gestão. Vale acrescentar que os documentos do RZTR11 estão sendo divulgados com enorme atraso.
Somando a pouca margem de segurança no preço com o aumento de risco do fundo, temos a combinação perfeita para uma recomendação de venda.

O Grupo Pão de Açúcar atravessa um momento delicado em sua história recente. Após diversas reestruturações societárias, venda de ativos e mudanças estratégicas para focar apenas na operação brasileira, a companhia ainda enfrenta um ambiente extremamente competitivo e com margens muito apertadas — característica estrutural do varejo alimentar. Além disso, a operação segue pressionada pelo nível de endividamento e pelo custo financeiro elevado, fatores que podem corroer rapidamente os resultados da empresa.
Mesmo com iniciativas para fortalecer o digital, ampliar programas de fidelidade e melhorar a experiência omnichannel, o setor continua sendo altamente desafiador e com pouco espaço para expansão relevante de margens. No relatório completo, detalhamos os principais riscos da tese, o cenário financeiro da companhia e por que o risco de uma deterioração mais profunda — inclusive com possibilidade de recuperação judicial — passou a fazer parte do radar dos investidores.

O HGBS11 anunciou a venda de toda a sua participação no I Fashion Outlet Novo Hamburgo por R$63,4 milhões. O lucro estimado na operação é de R$0,37 por cota.
A venda parcelada permitirá que o fundo usufrua dos ganhos extraordinários ao longo de três semestres. Com isso, o guidance de dividendos de R$0,17 por cota no 1.º semestre de 2026 está sustentado.
Com base na cotação do fundo, o seu yield mensal é de 0,83%, patamar interessante para um FII de shopping.
O HGBS11 perdeu força em nossas recomendações por precisar realizar vendas para sustentar seus dividendos. Mesmo assim, ainda é um ativo do setor de shoppings que merece a atenção do investidor.

Os fundos imobiliários entraram definitivamente no setor de farmácias, agora foi a vez do RBVA11.
O fundo assinou um contrato de locação no regime típico e prazo de 10 anos com o Grupo Panvel. Com isso, sua vacância caiu de 6,8% para 6,6%.
Embora o impacto na receita do fundo seja baixo, pois a locação foi de uma área pequena, ela reforça o sucesso da estratégia da Rio Bravo de reformulação do fundo.
O RBVA11 já foi um fundo extremamente concentrado em agências bancárias, mas sua gestão reformou alguns imóveis para permitir a entrada de outros segmentos. Dentro do fundo já temos casos de agências que se transformaram em academia, farmácia, supermercado, estúdio de pilates, entre outros.

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk anunciou um investimento de 432 milhões de euros (cerca de 507 milhões de dólares) para modernizar e expandir a sua fábrica em Athlone, na Irlanda. O aporte visa aumentar significativamente a capacidade de produção do Wegovy, o seu principal medicamento para perda de peso, com o foco no abastecimento de mercados fora dos Estados Unidos.
O projeto de construção, que já foi iniciado, tem conclusão prevista entre o final de 2027 e 2028, e espera-se que consolide a infraestrutura necessária para suportar a crescente procura global por terapias de combate à obesidade e diabetes.
Para o investidor, o movimento é uma resposta estratégica à crescente concorrência com a Eli Lilly, que também tem expandido a sua presença fabril na Irlanda. Apesar do anúncio de expansão, as ações da Novo Nordisk registaram queda, principalmente por conta das incertezas sobre a eficácia de medicamentos de nova geração face aos concorrentes.

O BRCR11 é um fundo imobiliário de lajes corporativas muito mal avaliado pelo Simpla.
Em todo FII de tijolo, a localização dos imóveis é fator crucial, mas, no segmento de lajes corporativas, ela é ainda mais relevante. A diferença de resultado entre um prédio corporativo bem localizado e um mal localizado é gigantesca; por isso, devemos ser bastante exigentes nesse critério.
É justamente aí que o BRCR11 falha, pois possui muitos ativos localizados no Rio de Janeiro e em regiões secundárias de São Paulo. Além disso, o fundo apresenta grande concentração de receita em alguns de seus inquilinos, como, por exemplo, 22% da receita oriunda da Petrobras.
Dificilmente vemos o fundo recebendo uma recomendação positiva em nosso ranking, principalmente se considerarmos seus concorrentes diretos.

A QatarEnergy suspendeu temporariamente a produção de gás natural liquefeito (GNL) em suas instalações de Ras Laffan e Mesaieed após ataques de drones iranianos contra a infraestrutura do país na última segunda-feira. A interrupção ocorre em um momento crítico, onde cerca de 20% do suprimento global de GNL passa pelo Estreito de Ormuz, que agora enfrenta um fechamento operacional para o comércio marítimo devido à escalada militar entre Irã, Israel e EUA.
Como reflexo imediato, os preços do gás na Europa (referência Dutch TTF) dispararam até 50%, atingindo patamares próximos a 62 euros por megawatt-hora, enquanto a Ásia começou a racionar o combustível e buscar cargas alternativas no mercado à vista.
Para o investidor, o cenário configura um choque de oferta comparável à crise energética de 2022, sinalizando uma pressão inflacionária global via custos de energia e eletricidade. A tendência de curto prazo é de alta volatilidade e valorização acentuada de commodities energéticas, beneficiando exportadores de fora do Golfo Pérsico, como os EUA e a Austrália.
No entanto, o sentimento do mercado é de aversão ao risco, dado que a duração da paralisação e a segurança das rotas marítimas permanecem incertas.

A Apple anunciou nesta segunda-feira o lançamento do novo iPhone 17e, com preço inicial de US$ 599, e versões atualizadas do iPad Air equipadas com o processador M4. O novo smartphone de entrada da linha 17 mantém o valor competitivo de seu antecessor, mas dobra a capacidade de armazenamento base para 256 GB e incorpora o chip A19, além de um modem de rede 5G proprietário.
Os novos tablets, disponíveis em tamanhos de 11 e 13 polegadas, prometem um ganho de performance de até 30% em relação à geração anterior, com pré-vendas iniciando em 4 de março e disponibilidade comercial a partir do dia 11.
Estrategicamente, a renovação do portfólio de entrada visa defender a fatia de mercado da Apple em economias emergentes e preparar a base de usuários para a integração massiva de recursos de inteligência artificial (Apple Intelligence) prevista para o final do ano. Para o investidor, o movimento sinaliza um esforço para sustentar o volume de vendas e a receita de serviços em um período de entressafra de grandes ciclos de hardware.

A Netflix confirmou nesta segunda-feira que não elevará sua oferta pela Warner Bros. Discovery, encerrando a tentativa de realizar a maior aquisição de sua história. A decisão ocorreu após o conselho da WBD classificar a proposta da Paramount Skydance como superior, oferecendo um prêmio de valor em dinheiro e assumindo uma taxa de rescisão de US$2,8 bilhões devida à Netflix.
Com isso, a Paramount deve consolidar o controle dos estúdios Warner e da plataforma HBO Max até o terceiro trimestre de 2026, enquanto a Netflix foca na recompra de ações e em um orçamento de US$20 bilhões para conteúdo original este ano.
Para o investidor, a desistência da Netflix foi recebida com otimismo pelo mercado, com as ações da empresa subindo devido à manutenção da disciplina de capital e preservação das margens operacionais, projetadas em 31,5% para 2026. O movimento sinaliza que a Netflix prefere proteger seu fluxo de caixa livre a entrar em uma guerra de lances que alavancaria seu balanço.

Ações
ITUB4: Após a recente valorização das ações, optamospor rebaixar o ativo para VENDA. A principal razão para essa mudança é onível atual de valuation, que se expandiu de forma relevante impulsionado pelofluxo de capital estrangeiro.
No preço atual, entendemos que o banco precisaria entregarum retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) significativamente superiorao que vem apresentando de forma recorrente para justificar o patamar denegociação. Diante disso, avaliamos que a relação risco-retorno se tornoudesfavorável.
Mudanças no Ranking
Realizamos ajustes pontuais nas primeiras posições doranking, refletindo as recentes oscilações do mercado e a atualização relativados valuations. Não houve alteração estrutural de tese.
FIIs
Não houve mudanças nesta semana.
Global
Não houve mudanças nesta semana.

Atualizamos a análise do BBFO11, e sua recomendação foi alterada para venda.
O BBFO11 é um fundo de fundos, classe que não agrega valor à carteira do investidor em um horizonte de longo prazo, mas que pode proporcionar bons ganhos no curto e no médio prazo.
Justamente com essa visão, fizemos a recomendação de compra do fundo por volta de R$59,04 e, agora, recomendamos a venda na casa dos R$72. Se somarmos o dividendo pago no período, o ganho com o fundo, já líquido de impostos, é superior a 30%.
Nesse período, também observamos uma piora na carteira do fundo, pois a concentração em recebíveis aumentou e ativos de maior qualidade foram substituídos. Portanto, além do preço, identificamos motivos qualitativos que sustentam a recomendação de venda.
Esta é a hora de colocar os lucros no bolso, a fim de investir em outros FOFs que ficaram para trás na recuperação do IFIX.

A AMD (Advanced Micro Devices) anunciou um acordo estratégico massivo de 6 gigawatts com a Meta para fornecer a próxima geração de infraestrutura de inteligência artificial da gigante das redes sociais. Este é o segundo grande contrato de "mega escala" da AMD em poucos meses — após um acordo similar com a OpenAI em outubro de 2025 —, consolidando a arquitetura de GPUs Instinct MI450 como uma alternativa viável ao domínio da Nvidia.
A parceria prevê o desenvolvimento de silício customizado e sistemas otimizados para as cargas de trabalho específicas da Meta, com as primeiras implantações em larga escala programadas para a segunda metade de 2026.
Este movimento é um divisor de águas para o investidor, pois valida a AMD como uma competidora de peso no mercado de chips para IA de alta performance, reduzindo a percepção de monopólio da Nvidia. A escala do acordo — medida em gigawatts de potência computacional — sinaliza uma previsibilidade de receita bilionária a longo prazo e acelera a adoção do ecossistema de software ROCm em detrimento do padrão CUDA.

A Chipotle encerrou o quarto trimestre de 2025 com um crescimento de receita sustentado pela abertura agressiva de novas lojas e receitas extraordinárias, como a contabilização de cartões-presente não utilizados. Apesar do avanço no faturamento bruto, a rede enfrentou uma retração nas vendas comparáveis (mesmas lojas), resultado de uma queda no volume de transações que sinaliza a fadiga do consumidor norte-americano perante os preços atuais.
Operacionalmente, a companhia viu suas margens serem pressionadas pela inflação de insumos e custos trabalhistas, embora tenha superado levemente as projeções de lucro por ação devido a um robusto programa de recompra de papéis.
Para o mercado, o resultado revela um cenário de transição onde o crescimento orgânico deu lugar a uma expansão puramente física para manter o ritmo do negócio. A dependência da abertura de novas unidades para mascarar o tráfego negativo nas lojas existentes acende um sinal de alerta sobre o teto de saturação e a fidelidade da base de clientes.
No entanto, a sólida posição de caixa e o investimento em inteligência artificial para otimizar o serviço indicam que a gestão está focada em eficiência marginal. O investidor deve monitorar se as novas estratégias de marketing e tecnologia serão capazes de retomar o fluxo de público em 2026, dado que a valorização do ativo no longo prazo dependerá da recuperação das margens operacionais. Para mais detalhes, acesse o relatório completo.

O Itaú segue como o banco privado mais sólido e rentável do país, com histórico consistente de geração de lucro, carteira de crédito de alta qualidade e forte presença tanto no varejo quanto no atacado. A instituição demonstra capacidade de adaptação ao avanço das fintechs, mantendo eficiência operacional, boa gestão de risco e posição de capital confortável, mesmo em um ambiente macroeconômico mais desafiador.
Apesar da robustez operacional e da liderança no setor, avaliamos que o atual patamar de preço reduz a margem de segurança para o investidor. No relatório completo, detalhamos os números, riscos, qualidade da carteira e os motivos da revisão na recomendação. Acesse agora o portfólio na plataforma e confira a análise completa.
Revisamos a recomendação. Entenda por que um dos bancos mais sólidos do Brasil saiu da nossa preferência.

O Bitcoin registrou uma queda de aproximadamente 2% nesta segunda-feira (23), perdendo brevemente o suporte psicológico de US$65.000. O movimento estende uma trajetória de desvalorização acentuada, com o ativo operando cerca de 50% abaixo de sua máxima histórica de US$126.000 atingida em outubro passado.
A pressão vendedora foi intensificada pela instabilidade institucional nos EUA após o anúncio de novas tarifas globais de 15% pelo governo Trump, o que provocou um recuo generalizado em ativos de risco e afetou diretamente ações correlacionadas, como Coinbase e MicroStrategy.
Para o investidor, o comportamento recente do Bitcoin questiona sua tese de "ouro digital" em momentos de estresse geopolítico, uma vez que o capital tem migrado para portos seguros tradicionais, como o ouro físico, que opera em alta. Contudo, pensando em horizontes mais longos de tempo, o ativo continua com os fundamentos positivos.