
O Federal Reserve (FED) decidiu, nesta quarta-feira (28), manter a taxa básica de juros dos Estados Unidos no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano, interrompendo a sequência de três cortes consecutivos realizados no final de 2025. A decisão foi tomada com dois votos divergentes que defendiam uma redução adicional, mas prevaleceu a cautela diante de uma inflação (PCE) que encerrou o ano em 2,7%, ainda acima da meta de 2%.
Em seu comunicado, o comitê destacou que a atividade econômica cresce em ritmo sólido e que o mercado de trabalho apresenta sinais de estabilização, o que retira a urgência de novos estímulos monetários imediatos. Para o investidor, a pausa do Fed sinaliza um cenário de "juros altos por mais tempo" do que o antecipado pelo mercado no início do ciclo de afrouxamento.

O Grupo Mateus segue apresentando uma execução operacional consistente, sustentada pela forte presença no Norte e Nordeste e pela estratégia de adensamento de rotas. Mesmo após um trimestre mais fraco, marcado por ajustes pontuais de estoque, a companhia continua demonstrando ganhos de eficiência logística e maturação das lojas abertas nos últimos anos, o que reforça a qualidade do modelo de negócios no longo prazo.
Apesar disso, o ritmo de crescimento tende a ser mais moderado daqui para frente, refletindo o maior porte da companhia e um cenário ainda incerto para a inflação de alimentos, que pode pressionar margens e consumo. A recente queda das ações ajudou a ajustar expectativas, mas entendemos que o atual estágio da tese pede uma postura mais equilibrada.
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A ASML reportou receita 1,6% superior ao esperado, apesar da queda de 3,0% no lucro, com o volume de encomendas superando as estimativas em 92,2% devido à demanda por chips de IA. A companhia elevou o guidance de receita para 2026 (entre € 34 bi e € 39 bi) e anunciou o corte de 1.700 postos de trabalho para aumentar a eficiência. No radar negativo, a empresa prevê recuo de 20% nas vendas para a China e a interrupção da divulgação de dados de encomendas a partir do próximo período.
O desempenho operacional confirma que os fabricantes de semicondutores seguem em ritmo agressivo de expansão de capacidade, aliviando temores sobre a sustentabilidade do ciclo de inteligência artificial. Contudo, o investidor deve ponderar a crescente pressão geopolítica sobre as exportações e a menor transparência futura sobre o momentum dos negócios. Contudo, o nosso sentimento é de otimismo com os fundamentos de demanda e com a qualidade da companhia.

A Meta reportou resultados acima das expectativas no quarto trimestre de 2025, com avanço de 2,5% na receita e 8,5% no lucro por ação, impulsionados pela resiliência do segmento de anúncios. Para o primeiro trimestre de 2026, a companhia projeta uma receita entre US$ 53,5 bilhões e US$ 56,5 bilhões, superando o consenso de mercado de US$ 51,3 bilhões. Em contrapartida, o guidance de investimento (capex) para 2026 foi elevado para a faixa de US$ 115 bilhões a US$ 135 bilhões, um aumento expressivo frente aos US$ 72 bilhões gastos em 2025 e aos US$ 110 bilhões previstos por analistas.
O aumento agressivo nas projeções de gastos reflete a estratégia de Mark Zuckerberg em priorizar a infraestrutura para inteligência artificial, mesmo diante de restrições na oferta de capacidade computacional que devem persistir em 2026. Para o investidor, o cenário apresenta um dilema entre o crescimento robusto da receita publicitária, otimizada por novos algoritmos, e a pressão sobre as margens e o fluxo de caixa livre decorrente do capex recorde. Nós seguimos confiantes na tese e com a recomendação de compra na empresa.

A Nvidia revelou a família Earth-2 para IA climática e o Apriel 2.0, em parceria com a ServiceNow. O Earth-2 é uma plataforma de software acelerada para previsões globais que reduz custos operacionais ao substituir modelos físicos tradicionais. Complementando a expansão, a companhia aportou US$ 2 bilhões na CoreWeave para fortalecer sua infraestrutura de nuvem dedicada à inteligência artificial.
Para o investidor, o movimento sinaliza a transição da Nvidia de fabricante de hardware para provedora de ecossistemas de software de missão crítica. Ao dominar verticais específicas, como meteorologia, a empresa mitiga riscos de saturação no mercado de chips genéricos. O sentimento do mercado é de que a demanda por inferência especializada garantirá a sustentabilidade do crescimento em longo prazo.

Acabamos de atualizar o relatório do TEPP11 e as notícias são positivas.
O fundo passou os últimos 27 meses com 0% de áreas vagas, adquiriu um novo imóvel e começará a pagar altos dividendos a partir de março. Com base na cotação atual do TEPP11, o dividendo estimado para o período de março a julho de 2026 equivale a 1,50% ao mês.
A mais recente aquisição foi o Top Center, edifício localizado na Avenida Paulista. O imóvel é bem localizado, mas necessita de melhorias estruturais e operacionais para se tornar mais competitivo. A Tellus acredita que conseguirá melhorar a ocupação e o valor do aluguel cobrado no ativo.
O TEPP11 é um claro exemplo de fundo que melhorou seus fundamentos, mas cuja cotação ainda não respondeu de maneira adequada. Além de bons dividendos, trata-se de uma tese de investimento com potencial de valorização.

O TGAR11 caiu mais de 14% nos últimos 5 dias, o que gerou grande preocupação entre seus investidores.
A causa de tamanha desvalorização foi o anúncio do novo guidance de dividendos, entre R$0,70 e R$1,00 por cota. O TGAR11 vinha pagando R$1,00 por cota desde o início de 2025; dessa forma, a possibilidade de redução de até 30% no rendimento foi o estopim para a forte pressão vendedora.
É preciso destacar que o fundo não teve nenhum grande evento negativo anunciado em sua carteira. A redução da estimativa de dividendos trata-se de um posicionamento mais conservador da equipe de gestão diante do cenário de juros elevados.
O TGAR11 atua com desenvolvimento imobiliário, sendo assim, os juros altos impactam tanto na venda de novos projetos quanto na taxa de inadimplência das unidades já comercializadas.
Está claro que o TGAR11 depende fortemente da queda dos juros para melhorar seus resultados. Ao que tudo indica, 2026 ainda não será o ano de recuperação plena do fundo, já que a Selic permanecerá em dois dígitos.

As ações da ASML atingiram máximos históricos, impulsionadas pela procura global por semicondutores e pela expansão da inteligência artificial. Como fornecedora exclusiva de máquinas de litografia ultravioleta extrema (EUV), fundamentais para o fabrico dos chips da Nvidia, a tecnológica holandesa consolidou o seu valor de mercado acima dos 350 mil milhões de euros.
O movimento reflete a dependência do setor de hardware face à tecnologia proprietária da companhia para viabilizar o processamento de dados em larga escala.
Para o investidor, o desempenho da ASML reafirma o setor de infraestrutura de semicondutores como o beneficiário primário da corrida pela IA. Contudo, riscos geopolíticos, como restrições de exportação para a China, e a ciclicidade do setor de hardware sugerem que, apesar do potencial, a entrada em novos níveis de preço exige um horizonte de investimento de longo prazo.

A Microsoft lançou os chips customizados Maia 100 e Cobalt 100 para integrar verticalmente sua infraestrutura de nuvem Azure. O objetivo é processar internamente cargas de trabalho de inteligência artificial e serviços da OpenAI, reduzindo a dependência tecnológica e os altos custos de aquisição dos semicondutores da Nvidia.
Este movimento visa proteger as margens operacionais e mitigar riscos na cadeia de suprimentos global. Para o investidor, a autonomia em hardware aumenta a eficiência financeira e equipara a Microsoft às estratégias de silício proprietário de rivais como Amazon e Google, consolidando uma vantagem competitiva essencial para a rentabilidade de longo prazo em IA.

O SNCI11 enfrentou, em 2025, problemas com algumas de suas dívidas. Atualmente, quatro de seus CRIs apresentam algum nível de estresse, sendo que eles equivalem a cerca de 7% do patrimônio líquido do fundo.
As perdas esperadas com esses ativos já estão refletidas no patrimônio do fundo, portanto, dificilmente o cotista terá uma surpresa negativa relacionada a eles nos próximos meses.
Atualmente, a gestão trabalha para recuperar o máximo de valor possível. Em dezembro, foi possível reaver R$1,5 milhão referente à inadimplência do CRI RDR.
É normal que um fundo de papel enfrente casos de inadimplência ao longo de sua existência. Nenhum FII dessa classe passa ileso no longo prazo. A grande questão é sempre o tamanho do impacto gerado na carteira — por isso, a diversificação é um fator crucial.
O SNCI11, apesar de possuir qualidades relevantes, fica atrás de muitos concorrentes devido ao seu pequeno porte.

O RBRY11 é um fundo que está sempre em nosso radar, pois apreciamos a estratégia que ele oferece ao investidor.
O fundo atua no segmento de recebíveis, adquirindo CRIs indexados ao CDI. O perfil das dívidas é de risco mais elevado, mas a gestão busca mitigar esse risco ao priorizar garantias localizadas na cidade de São Paulo.
Por ser concentrado em CDI e contar com CRIs mais arrojados, o dividend yield do fundo permanece bastante elevado.
O RBRY11 já foi recomendado por nós, mas perdeu essa posição após sucessivos erros de sua gestora. O problema do fundo nunca foi o portfólio, mas sim as falhas da RBR.
Seguimos monitorando o fundo e avaliando a possibilidade de recomendá-lo novamente.

A Ser Educacional vem avançando de forma consistente em sua mudança estratégica, com maior foco em cursos de saúde, especialmente Medicina, que apresentam maior ticket médio, margens superiores e barreiras regulatórias relevantes. A companhia também se beneficia de uma presença forte no Norte e Nordeste, regiões menos concorridas, além de uma estrutura financeira mais leve e controlada.
Mesmo em um setor competitivo e altamente regulado, a execução operacional tem mostrado evolução, com melhora gradual de margens, geração de caixa e perspectiva de maior retorno ao acionista nos próximos anos. O mercado ainda parece subprecificar esses avanços, o que mantém a tese atrativa sob a ótica de risco-retorno.
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O RBVA11 assinou o compromisso de aquisição de dois imóveis por R$86 milhões. O retorno esperado nessa transação é de 12,3% ao ano, o que é bastante elevado, considerando que os contratos ainda são corrigidos pela inflação.
Um dos ativos é do setor educacional e está locado para a Estácio até março de 2032. O outro trata-se de uma loja de varejo, locada para a PBKids até dezembro de 2027.
O RBVA11 acordou o pagamento de uma pequena parcela à vista, metade por meio de alavancagem e a outra metade com cotas da sua 6.ª emissão.
A gestão vê com bons olhos a aquisição, pois ela reforça o posicionamento do fundo nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.

O XPML11 anunciou sua 14.ª emissão de cotas, com o objetivo de captar R$400 milhões. O preço da emissão será de R$108,88, o que representa um leve desconto em relação à cotação atual do fundo, de R$109,50.
Em termos financeiros, a emissão é pouco atrativa para o investidor pessoa física, pois o desconto oferecido é mínimo.
Segundo a estratégia do fundo, os recursos captados serão utilizados para novas aquisições e expansões dos ativos do portfólio.
Em nossa visão, essa emissão não era necessária, uma vez que o XPML11 vem de dois anos de forte crescimento. Entendemos que já é momento de a gestão adotar uma postura mais cautelosa, mas ela continua atuando de forma agressiva.
A tese do fundo permanece intacta, pois seu portfólio de imóveis é excelente. Ainda assim, é necessário acompanhar o XPML11 com atenção redobrada.

O S&P 500 e os principais índices de Wall Street renovaram máximas históricas nesta terça-feira, operando na casa dos 6.950 pontos, impulsionados pela antecipação aos resultados financeiros da "Magnificent Seven". A valorização é liderada pelo setor de tecnologia, com destaque para a Apple e a Microsoft — esta última beneficiada pelo anúncio do novo chip de IA Maia 200 —, enquanto o mercado aguarda os balanços de Meta, Tesla e Microsoft programados para quarta-feira.
Paralelamente, o Comitê de Mercado Aberto (FOMC) inicia sua reunião de dois dias sob a expectativa de manutenção das taxas de juros no intervalo de 3,5% a 3,75%, mas com foco total nas sinalizações sobre cortes futuros.

Ações
SEER3: Estamos acrescentando a SEER ao nosso ranking. A companhia é o principal grupo educacional das regiões Norte e Nordeste e, nos últimos anos, passou por uma mudança estratégica relevante, com maior foco em cursos da área da saúde e na preservação do ticket médio. A baixa alavancagem tende a sustentar uma trajetória de aumento gradual dos dividendos ao longo do tempo. Recomendação de COMPRA.
GMAT3: Entendemos que o mercado reagiu de forma exagerada à queda do papel após os problemas observados no 3T25, que avaliamos como pontuais. Diante do nível atual de preços, optamos por elevar a recomendação para AGUARDE.
VALE3 e BRAP4: A posição foi reduzida após a valorização recente do ativo, que diminuiu de forma relevante a margem de segurança da companhia.
JSLG3: Elevamos a colocação no ranking. A melhora operacional tem ocorrido em ritmo mais acelerado do que a precificação do ativo, o que ampliou a margem de segurança.
Globais
Sem alterações no ranking
Fiis
Sem alterações no ranking

A Walt Disney consolidou sua recuperação operacional e financeira no ciclo encerrado em 2025, superando os gargalos impostos pela pandemia com um crescimento sustentado da receita. O conglomerado conseguiu reduzir drasticamente sua alavancagem financeira e retomou a geração robusta de caixa livre, que atingiu US$10 bilhões no último exercício. Esse fôlego permitiu a normalização dos proventos aos acionistas e a consolidação de ativos estratégicos, como o controle total do streaming Hulu e a digitalização definitiva da ESPN.
Para o investidor, o foco em 2026 recai sobre a estruturação da sucessão do CEO Bob Iger e o adensamento de capital no braço de parques e experiências. Mantemos uma percepção otimista baseada nas barreiras de entrada e no valor das propriedades intelectuais da companhia, que garantem vantagens competitivas perenes. Para mais detalhes acesse o relatório completo em anexo.

A Eztec (EZTC3) divulgou seu guidance de lançamentos para 2026, com VGV projetado entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3,5 bilhões. A meta implica crescimento de cerca de 27% em relação a 2025, sustentado por um pipeline robusto e pela estratégia de expansão da companhia.

A Mastercard Brasil assumiu 31,87% das ações da Westwing após executar garantias de uma dívida não honrada por acionistas da varejista. A gigante de pagamentos informou à CVM que o movimento tem caráter estritamente recuperacional, não pretendendo participar da gestão da empresa. O objetivo da companhia é vender a participação no mercado o mais breve possível, seguindo as regras de liquidez do setor.
A execução das garantias expõe a grave crise financeira da Westwing, cujo valor de mercado despencou de R$ 1,5 bilhão no IPO para apenas R$ 60 milhões atualmente. A plataforma de decoração, que tem como principal sócia a gestora WNT, enfrenta queda nas receitas e prejuízos acumulados. A entrada forçada da Mastercard na base acionária adiciona incerteza ao futuro da operação e reflete o alto risco dos investidores envolvidos no negócio.

O novo relatório da Visa destaca um ano fiscal de 2025 robusto, com a receita líquida atingindo a marca de US$40 bilhões (alta de 11%) e um crescimento expressivo de 12% no volume de transações transfronteiriças, sinalizando a força contínua do consumo e das viagens globais.
Além do desempenho financeiro sólido, que permitiu o retorno de mais de US$18 bilhões aos acionistas via recompras e dividendos, o documento enfatiza o uso estratégico de Inteligência Artificial para segurança e prevenção de fraudes — consolidado pela aquisição da Featurespace — e posiciona a empresa como uma "hyperscaler" de pagamentos preparada para liderar a modernização da infraestrutura financeira em 2026.
Acesse o relatório completo em anexo para mais informações.