
O volume de vendas do varejo restrito no Brasil cresceu 0,5% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, segundo o IBGE. O resultado veio acima da mediana das estimativas do mercado, que projetava alta entre 0,2% e 0,3%, e superou também os 0,3% registrados em maio.
Na comparação com junho de 2025, o crescimento foi de 2,9%, acelerando frente aos 0,4% de maio. No acumulado do ano, o varejo já soma alta de 1,9%; em 12 meses, a expansão é de 1,6%.
Entre os grupos pesquisados, o destaque positivo veio de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (+2,4%) e de Hiper, supermercados e produtos alimentícios (+1,1%). Do lado negativo, Livros, jornais, revistas e papelaria recuaram 9,9%, e Tecidos, vestuário e calçados caíram 2,6%.
Um resultado de varejo acima do esperado costuma ser lido como sinal positivo para o real, por indicar consumo interno mais resiliente. Carteiras com exposição a ações de varejo e a fundos imobiliários de shopping centers tendem a ser as mais sensíveis a esse tipo de leitura.

O TVRI11 apresentou resultado de R$1,38 por cota em julho, sendo R$0,93 provenientes das operações recorrentes. Outros R$0,45 vieram de recebimentos relacionados às vendas das agências de Juiz de Fora, Tijuca e Brás.
O fundo distribuiu R$1,05 por cota no mês, equivalente a um dividend yield anualizado de 13,68%. Nos últimos 12 meses, a rentabilidade do TVRI11 foi de 14,5%, frente a 11,1% do IFIX.
Julho também trouxe três renovações antecipadas de contratos com o Banco do Brasil. Os imóveis ficam em São José dos Campos, Sorocaba e Campinas, e os novos contratos terão prazo de 120 meses a partir de agosto.
Os aluguéis desses imóveis foram mantidos nos níveis atuais e representam, juntos, cerca de 3,3% da receita do fundo. A operação prolonga por mais dez anos a ocupação dessas propriedades.
O TVRI11 também alugou a área remanescente do imóvel Ipiranga, que estava vaga desde 2022. O contrato terá duração de 60 meses e sete meses de carência, enquanto o locatário assumirá as despesas operacionais desde agosto.

O IRIM11 fechou julho com resultado distribuível de R$0,80 por cota e pagamento de R$0,77. Com a desaceleração recente do IPCA, a gestão decidiu reter R$0,03 por cota para ajudar a suavizar oscilações futuras nos rendimentos.
Com essa retenção, a reserva acumulada do fundo chegou a R$0,31 por cota. O relatório destaca que a inflação mais baixa dos últimos meses já começa a aparecer no resultado e deve continuar afetando as próximas distribuições.
Ao mesmo tempo, os recursos recebidos com pré-pagamentos em abril foram totalmente reinvestidos. As novas alocações chegaram a aproximadamente 6% do patrimônio líquido do IRIM11.
Entre os investimentos do mês estão os CRIs BTLA Mercado Livre e Cashme 152, ambos equivalentes a 2,59% do patrimônio, além de novas posições nos CRIs ADN e LBA. Para completar as alocações, o fundo utilizou temporariamente operações compromissadas reversas.
O IRIM11 terminou julho com compromissadas equivalentes a 2,4% do patrimônio, a um custo médio de CDI+0,4%. A gestão informa que essa alavancagem é temporária e deverá ser liquidada conforme ocorrerem as amortizações naturais dos CRIs da carteira.

O RZTR11 recebeu antecipadamente cerca de R$48,8 milhões relacionados a uma operação imobiliária realizada com o Grupo Cereal Ouro. Os imóveis envolvidos haviam sido adquiridos pelo fundo em 2020 por meio de uma operação de Sale & Leaseback.
Em julho de 2026, o Grupo Cereal Ouro decidiu exercer antecipadamente todas as opções de compra que venceriam entre 2027 e 2032. Com isso, o RZTR11 recebeu integralmente R$48,77 milhões referentes a esse fluxo futuro.
A recompra também encerrou o contrato de arrendamento firmado entre as partes. Apesar do pagamento já ter sido concluído, ainda serão realizados os procedimentos necessários para formalizar e registrar a transferência dos imóveis.
Na prática, o fundo transformou em caixa imediato um valor que seria recebido gradualmente ao longo dos próximos anos. A operação original apresentava yield de 12% ao ano.
Segundo a gestora, a antecipação abre espaço para que os aproximadamente R$48,8 milhões sejam direcionados a novas operações com potencial de retorno superior. O RZTR11 seguirá avaliando alternativas de investimento para esses recursos.

O TRXF11 fechou a aquisição de uma participação de 9,33% no ParkShopping Barigui, em Curitiba. A operação movimenta R$250 milhões e amplia a exposição do fundo ao segmento de shopping centers.
O pagamento foi dividido em duas etapas: R$125 milhões serão desembolsados em agosto de 2026 e os outros R$125 milhões em até 18 meses. As parcelas serão corrigidas pelo IPCA a partir de julho de 2026.
O ParkShopping Barigui possui cerca de 417 lojas e taxa de ocupação de 98,5%. O empreendimento é administrado pela Multiplan e apresenta cap rate estabilizado de 7,9% ao ano e Yield on Cost de 14,6% ao ano em 18 meses.
O shopping está localizado em uma região de alta renda de Curitiba e atende majoritariamente consumidores das classes A e B. Em 2025, o empreendimento registrou aproximadamente R$1,96 bilhão em vendas.
Após a operação, o TRXF11 passa de 123 para 124 imóveis e aumenta o valor investido em propriedades para aproximadamente R$12,52 bilhões. A estimativa de distribuição até dezembro de 2026 permanece entre R$0,90 e R$0,93 por cota.

A AXIA Energia (AXIA3) teve seus ratings de crédito elevados pela Fitch Ratings. A agência elevou as classificações em moeda local e estrangeira de ‘BB-’ para ‘BB’, enquanto os ratings nacionais da AXIA Energia e da AXIA Energia Nordeste passaram de ‘AA(bra)’ para ‘AAA(bra)’, todos com perspectiva estável.
Segundo a Fitch, a melhora reflete a evolução da estrutura de capital, impulsionada por desinvestimentos em ativos, perspectivas mais favoráveis para os preços de energia, forte liquidez e o sólido perfil de negócios da companhia.

A Taesa (TAEE11) aprovou a distribuição de R$ 206,8 milhões em proventos, sendo R$ 82,9 milhões em dividendos e R$ 123,8 milhões em juros sobre capital próprio (JCP).
O valor corresponde a R$ 0,6002 por unit, considerando dividendos e JCP. Terão direito aos proventos os acionistas com posição em 14 de agosto, enquanto as ações e units passam a ser negociadas ex-proventos em 17 de agosto. O pagamento será realizado em 26 de novembro de 2026.

O núcleo do CPI dos Estados Unidos (que exclui alimentos e energia) subiu 0,2% em relação ao mês anterior, em linha com o esperado pelo mercado. Na comparação anual, o índice desacelerou para 2,48% o menor patamar desde fevereiro de 2026, consolidando a trajetória de queda que vem se desenhando desde o pico de mais de 6% registrado em 2022.
Com a inflação núcleo cedendo, as apostas do mercado para uma alta de juros por parte do Federal Reserve também recuaram: a probabilidade de um aumento em setembro caiu de 50% para 44%, enquanto a chance de um movimento em dezembro está em 41,1%. Ou seja, o mercado segue precificando o cenário de "Fed one and done" um único ajuste no ciclo, sem sinalizar uma sequência de altas.
Esse dado é relevante para o Brasil e para o resto da América Latina: um Fed mais contido tende a favorecer o dólar mais fraco e a manutenção de fluxos de capital para mercados emergentes, um pano de fundo que vinha ficando mais construtivo ao longo do segundo semestre depois de um segundo trimestre marcado por reprecificação hawkish.

As projeções apontam para uma perda gradual de força do crescimento econômico brasileiro ao longo dos próximos trimestres, em um movimento sequencial trimestre a trimestre. A única exceção deve ficar por conta do primeiro trimestre de 2027, quando a colheita da safra agrícola tende a dar um impulso sazonal ao PIB um efeito pontual e não uma mudança de tendência.
No curto prazo, o dado mais recente de inflação ainda é favorável: o IPCA de julho veio em 0,07%, desacelerando ante os 0,16% de junho, com o índice em 12 meses recuando de 4,64% para 4,44%. Mas um detalhe chama atenção o grupo Habitação acelerou de 0,63% para 0,99% no mês, puxado pela energia elétrica residencial, que saltou de 1,53% para 3,09% em função de reajustes tarifários em várias capitais. Em julho, essa pressão ainda foi compensada pela queda em Alimentação e bebidas (-0,67%), mas é justamente esse vetor de energia que sustenta a leitura de que o processo de desinflação deve ficar mais lento à frente, somado a efeitos climáticos esperados do El Niño.
Esse quadro reflete a combinação de juros reais ainda elevados, com a Selic fechando o ano bem acima do patamar considerado neutro, e essa desinflação mais gradual do que o desejável. Na prática, isso significa condições financeiras mais restritivas por um período mais longo, o que tende a se refletir tanto no consumo das famílias quanto no apetite das empresas para investir.
Um ambiente de atividade mais fraca costuma andar junto com um ciclo de crédito mais desafiador: bancos e outros credores ficam naturalmente mais seletivos, a inadimplência tende a subir na margem e o custo de captação para empresas especialmente para PME's e Middle permanecem elevados. Para quem depende de crédito para financiar operação ou crescimento, esse é um sinal de que vale reforçar o planejamento financeiro e revisar a estrutura de dívida antes que as condições fiquem ainda mais apertadas.

Um dos maiores diferenciais da Bradsaúde é que a tese deixou de depender exclusivamente do segmento odontológico. A nova estrutura permite participar de diferentes etapas da cadeia de saúde, enquanto mantém características herdadas da antiga Odontoprev, como elevada rentabilidade, geração de caixa e disciplina financeira.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,07% em julho, 0,09 ponto percentual abaixo do 0,16% de junho. No ano, o índice acumula 3,44% e, em 12 meses, 4,44% abaixo dos 4,64% do período de 12 meses anterior. O resultado foi puxado pela alta de 0,99% em Habitação, com destaque para o reajuste da energia elétrica residencial, enquanto Alimentação e bebidas recuou 0,67% no mês.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou -0,01% em julho, 0,15 ponto percentual abaixo dos 0,14% de junho. No ano, o INPC acumula alta de 3,50% e, em 12 meses, 4,10% abaixo dos 4,33% registrados nos 12 meses anteriores. A queda foi puxada pelos produtos alimentícios, que passaram de -0,29% em junho para -0,74% em julho.

A Caixa Seguridade (CXSE3) aprovou a distribuição de R$ 1,05 bilhão em dividendos intercalares, equivalente a 92% do lucro líquido do 2T26. O pagamento será de R$ 0,35 por ação, com base na posição acionária de 3 de novembro, enquanto as ações passam a ser negociadas ex-dividendos em 4 de novembro. O pagamento será realizado em 17 de novembro de 2026.

A Movida (MOVI3) divulgou seu guidance para o 3T26, projetando lucro líquido entre R$ 130 milhões e R$ 150 milhões, mais que o dobro dos R$ 70 milhões registrados no 3T25.
Para os primeiros nove meses de 2026, a companhia estima lucro de aproximadamente R$ 400 milhões, alta de 85% sobre o mesmo período de 2025. Com isso, o resultado acumulado até setembro poderá superar em 26% o lucro de todo 2025. A Movida destacou a evolução da eficiência operacional, disciplina financeira e qualidade dos serviços como principais fatores para sustentar a trajetória de crescimento e geração de valor.

A Engie Brasil (EGIE3) teve seu rating de longo prazo em escala global, em moeda local, elevado pela Fitch de ‘BBB-’ para ‘BBB’, com perspectiva estável.
A agência destacou o aumento de capital realizado em julho, que incluiu a transferência da participação de 40% da Engie S.A. na Jirau Energia para a companhia, além da entrada de R$ 2,6 bilhões em recursos dos acionistas minoritários, fortalecendo o perfil financeiro da Engie Brasil. A Fitch também reafirmou o rating nacional ‘AAA(bra)’ e manteve estáveis os demais ratings da companhia.

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A semana nos mercados globais foi marcada por sinais de desaquecimento da economia americana, evidenciados por dados fracos de emprego no payroll de julho, o que aliviou as pressões sobre o Federal Reserve para a manutenção de juros altos e provocou o fechamento da curva de juros. Em paralelo, o cenário geopolítico trouxe certo otimismo com expectativas de desescalada no Oriente Médio, resultando na queda dos preços do barril de petróleo.
Esse ambiente macroeconômico impulsionou o índice S&P 500 a novos recordes, com destaque absoluto para o setor de Tecnologia, que liderou os ganhos tracionado pela inteligência artificial, enquanto o setor de Energia amargou o pior desempenho do período.
No âmbito corporativo, a forte temporada de balanços do segundo trimestre continuou ditando o ritmo, com a esmagadora maioria das empresas superando as projeções de lucro e companhias como Palantir registrando fortes altas. O mercado também digeriu movimentações como tarifas sobre insumos de chips e falsos rumores de fusão envolvendo a farmacêutica AstraZeneca.
Olhando para frente, a próxima semana será de transição, com os investidores voltando suas atenções para os dados de inflação ao consumidor e produtor (CPI e PPI) nos Estados Unidos, além dos resultados de empresas de infraestrutura tecnológica, que testarão novamente o apetite do mercado pela tese de IA. Acesse o relatório completo em anexo.

A expansão dos data centers voltados para inteligência artificial está alterando a dinâmica do setor de utilities nos Estados Unidos, impulsionada pelos aportes de empresas como Microsoft, Alphabet, Amazon e Meta.
A demanda por eletricidade no país acelera no ritmo mais forte em décadas, com estimativas projetando que o consumo atrelado a essas infraestruturas pode quadruplicar até 2030, passando a representar até 24% da demanda total norte-americana. Para suprir essa expansão, as concessionárias de energia calculam desembolsos da ordem de US$ 1,4 trilhão em modernização e ampliação de redes de transmissão ao longo dos próximos cinco anos.
A reprecificação deste segmento reflete a transição de um perfil focado apenas em dividendos defensivos para um vetor de crescimento estrutural, com projeções indicando expansão de lucros na faixa de um a dois dígitos ao ano para empresas expostas ao tema. O aumento do gasto de capital amplia a base de ativos regulados das companhias, destravando retornos autorizados maiores sobre os investimentos físicos.

A Microsoft determinou internamente que seus desenvolvedores utilizem o modelo GPT-5.6 Sol, da OpenAI, como padrão na ferramenta GitHub Copilot, substituindo o roteamento que priorizava os modelos Claude, da Anthropic. A decisão, comunicada no início de agosto pelo vice-presidente executivo de engenharia CoreAI, Jay Parikh, marca a implementação das primeiras metas formais de orçamento para o consumo de inteligência artificial dentro da companhia.
A medida visa conter o uso excessivo de tokens pelos funcionários e rentabilizar a alocação de capital da gigante de tecnologia na OpenAI, cujos ganhos de investimento já somaram US$ 4,96 bilhões ao lucro líquido no último ano fiscal, período em que a empresa registrou receita total de US$ 331,8 bilhões.
O movimento sinaliza uma transição estrutural no ciclo de inteligência artificial, marcando o fim de uma fase de adoção irrestrita em direção a um foco rigoroso no controle de custos e na otimização de margens operacionais. A priorização de uma infraestrutura proprietária e financeiramente mais eficiente demonstra disciplina corporativa, evidenciando o esforço em traduzir os bilhões investidos em infraestrutura de IA em retornos diretos para o balanço.

Ações
CSUD3: A forte queda das ações nos últimos meses elevou aatratividade da relação entre preço e valor da CSU Digital. Apesar do momentonegativo no mercado, seguimos confiantes nos fundamentos da companhia, o queresultou em um ganho de posições no ranking.
SAUD3: A forte valorização das ações nas últimas semanasreduziu parte do potencial de retorno implícito da companhia. Com isso, a SAUD3perdeu posições no ranking, apesar de continuarmos com uma visão positiva paraseus fundamentos.
Globais
AVGO: A Broadocm apresentou expansão nas operaçõesimpulsionada pela aceleração na demanda por semicondutores e infraestrutura derede para inteligência artificial, resultando em avanço na geração de caixa eganhos de alavancagem operacional no trimestre mais recente. Contudo acompanhia segue com os múltiplos esticados.
PG: Registrou crescimento nas vendas orgânicas globais, masreportou contração nas margens bruta e operacional devido a pressões de custosde insumos e maiores despesas administrativas, enfrentando também umdescasamento temporário de estoques no varejo norte-americano entre o volume dereposição e o ritmo de consumo final. Por esse motivo, a empresa perdeuposições no ranking de stocks.
Fiis
Não tivemos alterações no ranking esta semana