
Ações
CXSE3: Ao longo dos últimos meses, mesmo com a quedada Bolsa, as ações da Caixa Seguridade demonstraram grande resiliência, reflexode um modelo de negócios sólido, previsível e perene. No entanto, apesar dessaqualidade operacional, a ausência de uma margem de segurança adequada nosníveis atuais de preço nos levou a rebaixar nossa recomendação para Venda.
HYPE3: A companhia tem se mostrado uma alternativainteressante no cenário atual. Os resultados vêm evoluindo de forma positivaapós a reformulação de sua estratégia comercial ao longo dos últimos dois anos.Além disso, as perspectivas favoráveis para o mercado de medicamentos genéricose a tendência de envelhecimento da população reforçam nossa tese deinvestimento para a empresa.
Globais
SLG: No último trimestre, o SL Green continuou navegando nodesafiador cenário de escritórios corporativos em Nova York, concentrando seusesforços na atração e retenção de inquilinos de alto padrão para seu portfóliopremium.
CCI: O trimestre mais recente evidenciou os ventoscontrários que o Crown Castle vem enfrentando, marcados pela desaceleração nosgastos de capital das grandes operadoras de telecomunicações no desenvolvimentode redes. Além de lidar com uma pressão interna por reestruturação operacionale mudanças na governança, a companhia encontrou um ritmo de crescimento bemmais lento no segmento de small cells e fibras.
Por conta dos riscos envolvidos, continuamos de fora dasteses acima. Para fecharmos, o ranking de REITs e de stocks não sofreramalterações essa semana.
FIIs
Não realizaremos alterações na carteira de FIIs nestasemana.

Os Estados Unidos e o Irã fecharam um acordo provisório que garante a abertura livre de taxas do Estreito de Hormuz por um período de 60 days, coincidindo com o início de negociações técnicas sobre o programa nuclear iraniano. O anúncio trouxe alívio temporário para o fluxo de navios-tanque na região, embora o governo norte-americano e as autoridades em Teerã divirjam sobre o cenário pós-prazo.
Enquanto a gestão de Donald Trump defende a isenção permanente, a mídia estatal iraniana sinaliza a intenção de cobrar por serviços de navegação marítima em conjunto com Omã após o encerramento da janela acordada.
Essa trégua temporária tende a aliviar a volatilidade de curto prazo nos contratos futuros do petróleo, favorecendo companhias que buscam recompor estoques e ajudando a conter pressões inflacionárias nos combustíveis.
Contudo, a falta de consenso para o período posterior aos 60 dias mantém o prêmio de risco geopolítico ativo no mercado de energia. A recomendação é de cautela com ativos diretamente expostos a commodities, dado que o fluxo normal de navegação ainda depende da remoção de minas e as incertezas de longo prazo limitam uma reação mais definitiva nas projeções econômicas globais.

As ações da SpaceX (SPCX) registraram forte valorização pelo segundo dia consecutivo, acumulando uma alta superior a 40% em relação ao preço de sua oferta pública inicial (IPO). A estreia histórica levantou cerca de US$ 75 bilhões — montante que subiu para US$ 85,7 bilhões após os subscritores exercerem o lote suplementar (greenshoe) —, avaliando a companhia de Elon Musk em uma estrutura de capital de grande porte que já supera o valor de mercado de gigantes de tecnologia consolidadas.
O rali ganhou tração adicional após Musk detalhar metas agressivas de receita para os próximos anos e investidores de peso, como Cathie Wood, da ARK Invest, aportarem centenas de milhões de dólares diretamente no ativo.
A forte tração das ações sinaliza um apetite robusto por ativos de crescimento de altíssima capitalização e reabre uma janela favorável para o mercado global de ofertas públicas, reduzindo o prêmio de risco para teses de inovação tecnológica profunda. Contudo, o movimento impõe múltiplos de avaliação esticados no setor de tecnologia, superando patamares historicamente exigidos em empresas de crescimento acelerado.
A tendência sugere volatilidade para o curto prazo à medida que o mercado ajusta os preços com base na execução operacional e nos fluxos de fundos passivos, recomendando atenção especial ao efeito de atração de liquidez que o papel exerce sobre outros componentes do índice Nasdaq.

A Anthropic enviou representantes a Washington para negociar com o governo Trump após a imposição de uma diretriz de controle de exportação na última sexta-feira, que forçou a startup a retirar do ar seus novos modelos de inteligência artificial, Fable 5 e Mythos 5.
A Casa Branca fundamentou a suspensão em preocupações de cibersegurança, alegando que o modelo Fable 5 apresenta uma vulnerabilidade de "jailbreak" capaz de permitir a correção e exploração não autorizada de códigos de software, restrições que se aplicam a estrangeiros dentro e fora dos EUA.
A Anthropic, que contesta a gravidade da falha afirmando que concorrentes enfrentam o mesmo problema, tenta destravar a liberação comercial dos modelos enquanto responde a um processo paralelo contra o Pentágono, que a classificou como uma ameaça à cadeia de suprimentos.
Este embate direto com o governo norte-americano eleva substancialmente o prêmio de risco regulatório sobre o setor de inteligência artificial e introduz forte volatilidade para o mercado de capitais privado. O bloqueio temporário ocorre em um momento crítico, dado que a Anthropic já realizou o protocolo confidencial para sua oferta pública inicial (IPO), disputando liquidez com a OpenAI em uma das estreias mais aguardadas do ano.
O cenário atual sugere um tom de cautela generalizada entre investidores de tecnologia e capital de risco, que passam a precificar de forma mais agressiva o risco de intervenção estatal em segurança nacional sobre os valuations de empresas de IA de grande porte.

A SLC Agrícola divulgou sua avaliação anual de terras, que apontou um valor de R$ 13,5 bilhões para as propriedades da companhia e áreas vinculadas aos fundos sob sua gestão. O valor médio do hectare agricultável avançou 1,0%, alcançando R$ 59,5 mil por hectare, enquanto o Valor Patrimonial Líquido (NAV) registrou aumento de 0,6% em relação ao trimestre anterior.
A atualização reforça a qualidade dos ativos da companhia e evidencia a valorização gradual de seu portfólio de terras ao longo do tempo.

A SLC Agrícola divulgou a atualização de suas posições de hedge para as próximas safras e apresentou avanços em seu projeto de irrigação. O destaque ficou para a expansão das áreas irrigadas, que devem passar dos atuais 19 mil hectares para cerca de 58 mil hectares nos próximos anos, um crescimento de mais de 200%.
A iniciativa deve reduzir a dependência das condições climáticas, aumentar a estabilidade da produção e abrir espaço para ganhos de produtividade, fortalecendo o potencial de crescimento da companhia no longo prazo.

Ações
AXIA3: A Axia avançou em nosso ranking diante doaumento da volatilidade e das incertezas macroeconômicas. Em um cenário dejuros elevados e maior aversão ao risco, passamos a privilegiar empresas comreceitas mais resilientes e previsíveis.
CPFE3: A CPFL Energia ganhou posições em função deseu perfil defensivo e da forte geração de caixa. Em um ambiente de maiorincerteza econômica, negócios estáveis e bons pagadores de dividendos tendem ase destacar.
KLBN4: A Klabin subiu em nosso ranking por combinarresiliência operacional com relevante exposição ao mercado internacional. Esseperfil ajuda a mitigar parte dos riscos associados ao cenário doméstico maisdesafiador.
SAUD3: A Saud avançou em nossa classificação devidoàs características defensivas do setor de saúde. Em um ambiente de maiorvolatilidade e desaceleração econômica, a previsibilidade da demanda torna oinvestimento mais atrativo.
Globais
EQIX: O Equinix tem demonstrado crescimento das operações,contudo, o valuation esticado e os múltiplos elevados de negociação exigemcautela dos investidores, apesar da resiliência de suas receitas impulsionadaspela demanda global por data centers e infraestrutura de InteligênciaArtificial. Por conta do valuation mais caro, o REIT caiu algumas posições noranking de REITs.
SLG: O SL Green vem enfrentando os desafios estruturais domercado de escritórios corporativos em Nova York, focando seus esforços nareciclagem de capital, refinanciamento de dívidas e na busca por parceriasestratégicas para manter os níveis de ocupação de seu portfólio premium de altaqualidade.
O ranking de stocks não sofreu alterações essa semana.
FIIs
O ranking de FIIs não sofreu alterações.

O preço do ouro estendeu suas perdas e caminha para a sua segunda queda semanal consecutiva, registrando um recuo acumulado superior a 3% ao cotar na faixa de US$ 4.193 por onça-troy. O movimento corretivo ocorre em meio à divulgação de dados de inflação (CPI) pressionados nos Estados Unidos, que alimentaram apostas do mercado de que o Federal Reserve manterá as taxas de juros elevadas por mais tempo ou adotará novos aumentos ainda este ano.
Paralelamente, investidores monitoram as sinalizações do governo americano quanto a um potencial acordo de paz e a consequente reabertura do Estreito de Ormuz, atenuando temporariamente a busca pelo metal como ativo de proteção geopolítica.
A desvalorização recente sinaliza que o investidor de renda variável e commodities deve redobrar a cautela com ativos que não pagam juros, uma vez que a perspectiva de taxas elevadas e a valorização do dólar funcionam como fortes ventos contrários para o bullion. Os fluxos de saída acelerados em ETFs globais de ouro confirmam o movimento de realização de lucros e rotação de capital em busca de rendimentos reais mais atrativos na renda fixa americana.
Para as próximas semanas, a quebra de suportes técnicos importantes aponta para a manutenção de uma tendência de baixa no curto prazo, condicionando qualquer repique de preços a uma desaceleração contundente nos dados de inflação dos EUA ou a reviravoltas no cenário diplomático internacional.

A Nvidia iniciou uma ofensiva comercial junto a clientes na China para promover seu novo processador, o Vera CPU, voltado à infraestrutura de inteligência artificial de próxima geração. Gigantes locais de tecnologia, incluindo Alibaba e ByteDance, já colaboram no desenvolvimento da tecnologia, e pelo menos uma grande empresa de nuvem chinesa planeja encomendar mais de 300 servidores equipados com os novos chips.
Como as restrições de exportação impostas pelos Estados Unidos e a falta de aprovação formal de reguladores chineses limitam o uso doméstico, a estratégia inicial prevê a implantação desses componentes exclusivamente nos data centers que as companhias chinesas operam no exterior.
A movimentação sinaliza a resiliência e a capacidade de adaptação da Nvidia em manter um canal de monetização aberto no valioso mercado chinês, mesmo diante de um ambiente geopolítico adverso. Para quem acompanha o ativo, a iniciativa sustenta as projeções de receita trimestral da companhia e tende a consolidar a liderança da empresa no segmento de infraestrutura de inteligência artificial.
Contudo, a forte dependência de aprovações governamentais e o plano de testes limitado a infraestruturas externas sugerem que o investidor deve monitorar os riscos regulatórios, mantendo a cautela com a volatilidade que costuma acompanhar as tensões comerciais sino-americanas no setor de semicondutores.

A SpaceX estreia na Nasdaq nesta sexta-feira sob o ticker SPCX, consolidando o maior IPO da história do mercado financeiro global. A companhia de exploração aeroespacial fundada por Elon Musk precificou suas ações a US$135 cada, podendo captar US$75 bilhões e alcançando uma avaliação de mercado total de US$1,77 trilhão.
A transação supera com folga o recorde anterior da Saudi Aramco, de US$29,4 bilhões em 2019, atraindo uma demanda fortemente impulsionada pelo investidor de varejo, que abocanhou cerca de 25% a 30% da oferta total.
Embora o frenesi em torno da listagem injete forte liquidez no setor de tecnologia, a avaliação de 94 vezes a receita anual da companhia acende um alerta sobre possíveis distorções nos múltiplos de preço em relação ao faturamento, especialmente diante do prejuízo de quase US$5 bilhões reportado no último ano.
A curtíssimo prazo, a inclusão acelerada do ativo no índice Nasdaq 100 tende a forçar uma rotação de carteiras e uma forte pressão compradora por parte de fundos passivos. No entanto, a combinação de um free float inicial restrito de apenas 3% a 4% com promessas de alta dependência de teses futuras de inteligência artificial espacial deve se traduzir em elevados picos de volatilidade nos próximos meses.

O SNFF11 pagou R$ 0,72 por cota, mas seu resultado foi de apenas R$ 0,53 por cota. Para honrar a distribuição mais alta, foi necessário consumir toda a reserva acumulada. Dessa forma, não será nenhuma surpresa se o rendimento cair no próximo mês.
Os FOFs costumam capitanear a recuperação do mercado, assim como lideram nos momentos ruins. Com a queda recente do IFIX, tornou-se muito mais complicada a geração de valor por parte dessa classe. A manutenção da Selic em patamares elevados tende a prejudicar ainda mais o resultado dos fundos de fundos.
A piora do cenário é tão evidente que a gestão do SNFF11 optou por construir um caixa de 19,90%, antecipando o surgimento de boas oportunidades no mercado.
Outro fato que chama a atenção no fundo foi a aprovação de sua incorporação pelo SNME11. Dessa forma, o SNFF11 deixará de existir e seus cotistas receberão cotas do SNME11. Esse evento está previsto para o segundo semestre de 2026.
O SNME11 é um fundo multiestratégia, portanto tem liberdade de alocação em diferentes classes de ativos, como ações, SPEs, imóveis, CRIs, FIIs, entre outros. Não gostamos dos fundos multiestratégia por entendermos que é melhor dominar um segmento específico do que tentar exposição a vários.

ISA Energia concluiu a energização do último bloco do projeto Piraquê e iniciou sua operação comercial com 16 meses de antecedência em relação ao prazo da ANEEL. Com isso, a companhia passa a receber integralmente a RAP do empreendimento, equivalente a R$ 343 milhões por ano. O projeto contou com investimentos de R$ 3,85 bilhões e reforça a expansão da infraestrutura de transmissão de energia no Brasil.

A Engie Brasil aprovou uma oferta pública de ações que poderá viabilizar a incorporação dos 40% da Usina Hidrelétrica de Jirau atualmente detidos por sua controladora. O ativo foi avaliado em aproximadamente R$ 5,7 bilhões e será utilizado como forma de integralização na operação. Além de ampliar sua participação em um importante ativo de geração de energia, a companhia pretende captar recursos para fortalecer sua estrutura financeira e financiar novos projetos de crescimento.
Os acionistas terão direito de preferência na subscrição das novas ações, preservando sua participação e evitando diluição caso optem por acompanhar a oferta. A operação ainda depende de aprovações societárias e de mercado.

A Rede D'Or aprovou o cancelamento de 49 milhões de ações mantidas em tesouraria, reduzindo a quantidade total de ações em circulação e aumentando a participação proporcional dos acionistas remanescentes. Além disso, a companhia anunciou um novo programa de recompra de até 30 milhões de ações, com duração de 12 meses e limite financeiro de R$ 1 bilhão. As ações recompradas poderão permanecer em tesouraria, ser canceladas ou posteriormente alienadas.

A redução mais lenta da Selic renova a expectativa de manutenção dos altos dividendos do KNCR11. Por ser um fundo com 100% das dívidas atreladas ao CDI, esse patamar de juros potencializa seus resultados.
No entanto, esse otimismo em relação ao dividendo do fundo gerou forte apreciação de sua cota, a ponto de ela estar muito distante do valor patrimonial. Vale lembrar que o VP é uma aproximação do valor justo de um fundo de papel. Dessa forma, pagar valores acima dele aumenta o risco do investimento.
Acreditamos que é possível conseguir um yield próximo ao do KNCR11 em FIIs de papel atrelados à inflação que, além dos rendimentos, possuem potencial de valorização. Obviamente, o retorno via apreciação da cota está cada vez mais distante por conta da piora das expectativas em relação à Selic, mas, ainda assim, julgamos essa uma alocação mais apropriada.

O TRXF11 anunciou um acordo para a venda de 15 imóveis de seu portfólio, mas essa negociação, apesar de parecer muito boa, precisa ser avaliada sob vários ângulos. Vale destacar que a transação ainda depende da superação de algumas condições, previstas para serem atendidas em até 60 dias.
O lado positivo do negócio é o lucro estimado de R$ 0,51 por cota. Além disso, o acordo engloba algumas das agências bancárias do TRXF11. A diminuição da exposição direta a esse segmento é muito bem vista pelos cotistas do fundo.
Já o lado negativo é que os R$ 207 milhões serão pagos em cotas do BRC Renda Urbana FII. Caso a operação seja concluída, o TRXF11 transferirá a posse dos imóveis para esse FII e receberá cotas em troca. Teoricamente, as cotas de um fundo imobiliário são mais líquidas, mas, na prática, o TRXF11 não conseguiria transformar esses recursos em dinheiro rapidamente, devido ao tamanho da posição.
O investimento do TRXF11 em outros FIIs é um tema que gerou bastante polêmica nos últimos anos. Por isso, acreditamos que esse formato de negociação não foi o mais adequado. No geral, avaliamos todo o negócio como razoável.

A Oracle divulga nesta quarta-feira seus resultados financeiros do quarto trimestre fiscal, em meio a um cenário de crescente volatilidade no setor de tecnologia ligado à inteligência artificial. O consenso de mercado projeta uma receita de aproximadamente US$ 19,19 bilhões, o que representa um avanço anual de 20%, e um lucro por ação ajustado de US$ 1,96.
Os investidores estarão focados no ritmo de expansão da infraestrutura de nuvem da companhia (OCI) e em sua carteira de pedidos remanescentes (RPO), que alcançou o montante recorde de US$ 553 bilhões no trimestre anterior, impulsionada pela forte demanda por processamento de IA.
O balanço funcionará como um teste de realidade para as teses de crescimento acelerado em nuvem corporativa e medirá a capacidade da Oracle de monetizar seus investimentos de capital. Embora as ações acumulem valorização robusta nos últimos meses respaldadas pelo apetite por data centers, o mercado demonstra maior cautela quanto ao endividamento e à pressão sobre o fluxo de caixa livre necessários para financiar essa expansão.
A sinalização de que a entrega física de capacidade está acompanhando as projeções comerciais tende a ditar o suporte para o papel acima de suportes técnicos importantes, enquanto frustrações operacionais podem acentuar a correção recente do ativo diante do aperto nas margens do setor.

O Google anunciou na segunda-feira um corte de 37,5% no preço mensal do Google AI Plus, de US$ 7,99 para US$ 4,99, ao mesmo tempo em que dobrou o armazenamento incluído no plano — de 200 GB para 400 GB. A oferta mantém funcionalidades como geração de vídeo via Omni Flash, o estúdio criativo Google Flow e o assistente de pesquisa NotebookLM.
O movimento replica a estratégia já adotada em mercados emergentes: em agosto de 2025, a OpenAI lançou o ChatGPT Go na Índia por cerca de US$ 4,60/mês, e o Google respondeu em dezembro com um plano sub-US$ 5 para o mesmo mercado. Agora, essa lógica chega ao consumidor norte-americano.
A dinâmica reacende o debate sobre compressão de margens no setor de IA. O anúncio parece mais como um sinal da era de commoditização da infraestrutura de IA — processo em que as vantagens de integração vertical, distribuição e capacidade de bundling do Google tendem a corroer a rentabilidade dos provedores de IA mais focados em produto.
O paralelo histórico com a era web — quando empresas como Cisco e Lucent dominaram a infraestrutura e depois foram progressivamente comprimidas — aponta para um risco estrutural crescente para nomes como OpenAI e Anthropic, ambos com IPOs confidenciais em andamento e valuations que ainda precisam ser testados em um ambiente de concorrência de preços que se intensifica a cada trimestre.

A Meta Platforms anunciou o investimento de US$ 115 milhões para o lançamento da "Workforce Academy", um programa gratuito de treinamento voltado à formação de mão de obra qualificada para a construção e operação de seus centros de dados de inteligência artificial. Realizada em parceria com a associação Associated Builders and Contractors, a iniciativa com duração de cinco semanas oferecerá certificação e garantia de emprego para os graduados em quatro estados americanos.
O movimento estratégico visa mitigar o apagão de profissionais técnicos no setor de infraestrutura pesada de tecnologia e ocorre logo após a companhia realizar uma demissão em massa de cerca de 8.000 funcionários corporativos.
A iniciativa da Meta ataca diretamente um dos principais gargalos operacionais da corrida pela inteligência artificial: a escassez de capacidade instalada e de mão de obra para expandir a infraestrutura de computação. Ao garantir a formação de sua própria cadeia de suprimento de trabalhadores, a empresa reduz riscos de atrasos crônicos em seus massivos projetos de expansão física, o que tende a otimizar a eficiência do capital investido (Capex) no médio prazo.
O movimento sinaliza ao investidor um foco disciplinado na execução e na sustentabilidade do crescimento operacional, ajudando a aliviar o ceticismo recente do mercado sobre a magnitude dos gastos da Big Tech com infraestrutura de IA.

A Alphabet e a Nvidia iniciaram movimentos para utilizar a Intel como fabricante alternativa de semicondutores, visando mitigar os gargalos de fornecimento da TSMC. De acordo com informações de mercado, o Google já firmou um pedido firme de mais de 3 milhões de unidades de processamento (TPUs) programadas para produção em 2028 no Intel Foundry.
Paralelamente, a Nvidia avalia o processo avançado de fabricação 18A e as tecnologias de encapsulamento da companhia norte-americana para seus futuros processadores de inteligência artificial. Como reação imediata ao anúncio, as ações da Intel dispararam mais de 11%, impulsionando todo o setor de semicondutores nas bolsas americanas.
Este movimento sinaliza uma quebra relevante no quase-monopólio da TSMC no segmento de chips de ponta para IA e valida a tese de virada operacional (turnaround) da Intel sob a estratégia de fundição terceirizada. Para o investidor, o cenário reduz o risco sistêmico de cadeia de suprimentos que pairava sobre a Nvidia e o Google diante da escassez crônica de capacidade global de chips.