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Hedge Fund Imobiliário da TRX
TRXY11
Hedge Fund Imobiliário da TRX
TRXY11
0.0
de 10
Nota do
Analista
Posição no Ranking:
34
SEGMENTO:
Hedge Fund
RECOMENDAÇÃO:
COMPRA
AGUARDE
VENDA

Resumo do ativo

A premissa de um hedge fund é justamente dar mais liberdade para o time de gestão tentar surfar os diferentes cenários econômicos. Dessa forma, sua carteira tende a ser um organismo vivo, demandando mais acompanhamento por parte do investidor, já que o que é feito em determinado ano não necessariamente se perpetua.
Prós
Contras
Qualidade
0 estrelas
Qualidade: Analisa diversos fatores como Segurança, Histórico, Diversificação, Portfólio, etc.
Crescimento
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Crescimento: Analisa quanto o FII cresceu seu patrimônio até hoje e suas tendências futuras.
Dividendos: Analisa a qualidade e o potencial de geração de dividendos.
Dividendos
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Preço
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Preço: Analisa o quão barato está esse ativo.

Última atualização

09/07/2024
Iconly/Bold/Star
NOVIDADE
O TRXY11 nasceu em outubro de 2024 e já realizou três emissões de cotas, alcançando um patrimônio aproximado de R$ 300 milhões. A última foi realizada em 2026, com encerramento no mês de março e captação de R$ 181 milhões. Por ser um hedge fund, o fundo tem liberdade para alocar nas mais diversas classes de investimento do mercado imobiliário. No início de 2026, a carteira do fundo apresentava maior diversificação entre tipos de ativos, com 40% em CRIs, 40% em FIIs, 4,1% em permutas, 2,4% em ações e 14,8% em caixa. Após a última captação, houve um aumento relevante na alocação em FIIs, fazendo essa classe alcançar 74% do portfólio. A carteira de FIIs do TRXY11 está muito concentrada nos segmentos logístico e de FOFs. O investimento em galpões tem um grande viés de renda, pois o setor atravessa um excelente momento, com vacância nas mínimas históricas e aumento dos aluguéis. A parcela em FOFs levantou críticas do mercado, pois gera muitos custos sobrepostos. Entretanto, em conversa com a gestão, foi destacado que os fundos de fundos escolhidos não são líquidos e se configuram como oportunidades bem específicas de mercado. Os dois principais têm prazo determinado e estimativa de retorno entre 20% e 30% ao ano. A TRX indicou que pretende aumentar a posição em CRIs nos próximos dois a três meses, a fim de ampliar a geração recorrente de renda e melhorar a diversificação do portfólio. Como as dívidas em carteira são majoritariamente indexadas ao IPCA, e a tendência é que as novas também sejam, a alta recente da inflação gera um impacto positivo para o fundo. Sobre os rendimentos do fundo, considerando o preço atual na casa de R$ 8,33, seu yield mensal é de 1,32%. O guidance entregue é de R$ 0,10 por cota a R$ 0,13 por cota, mas é preciso destacar que, para a manutenção desse patamar, é necessário girar a carteira. Apenas nos cinco primeiros meses de 2026, o TRXY11 gerou R$ 4,7 milhões de receita fruto de ganho de capital. Isso equivale a R$ 0,13 por cota, portanto, a um dividendo completo gerado por fontes não recorrentes. Entendemos que essa será uma prática do fundo, o que, em nossa visão, eleva o risco da estratégia, embora, no curto prazo, ela esteja sendo muito bem-sucedida. O investimento em permutas ainda não está gerando retornos e, inclusive, ainda demanda mais aportes do fundo. O principal projeto investido tinha previsão de lançamento para o segundo trimestre de 2026 e de entrega apenas em 2029. Essa é mais uma parcela da estratégia que contribui para maior imprevisibilidade na receita do fundo, demandando mais cuidado da gestão na administração de seu caixa, a fim de respeitar o guidance. O preço do TRXY11, embora pareça pouco descontado, já que seu P/VP é de 0,95, ainda não incorpora o potencial de valorização do valor patrimonial. Tanto os fundos imobiliários em carteira quanto as permutas têm potencial de remarcação positiva, principalmente com a queda da taxa de juros. Em resumo, acreditamos que o fundo está levemente descontado e, no curto prazo, apresenta boa expectativa de geração de renda. Entretanto, o yield acima da média é fruto de uma estratégia mais arrojada e que ainda precisa de maior validação.

Conclusão do Analista

Até aqui, fica claro que o grande foco no estudo deste fundo é sua gestão, até porque o portfólio ainda é pequeno, novo e os documentos atuais estão defasados. Confiamos na capacidade da TRX de gerar valor, mas, dentro do TRXY11, enxergamos muito risco atrelado a esses ganhos. Com base em tudo o que vimos, nossa recomendação é de manutenção do fundo. Não há conforto para recomendar a compra atualmente, mesmo com a alta expectativa de retorno, pois precisamos de um histórico maior e de mais transparência nos documentos.  A recomendação do TRXY11 é de aguarde.
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Carlos Júnior: Analista CNPI especialista em Fundos Imobiliários
Carlos Júnior
Analista de FIIs
Verificado
Certificado CNPI

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