Bom dia, Rico Mortal!
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Movida
MOVI3
Movida
MOVI3
13.3
de 10
Nota do
Analista
Posição no Ranking:
14
SETOR:
Locação de Veículos
RECOMENDAÇÃO:
COMPRA

Resumo do ativo

A Movida está entre as três maiores companhias de locação de veículos do Brasil, tanto em tamanho da sua frota, como também pelo seu faturamento. Do início de suas atividades até hoje, a frota de carros praticamente triplicou, atingindo cerca de 150 mil veículos.
Prós
Contras
Qualidade
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Qualidade: Analisa diversos aspectos do ativo como Setor, Governança, Segurança, Lucratividade, etc.
Crescimento
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Crescimento: Analisa quanto a empresa cresceu até hoje e suas tendências futuras.
Dividendos
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Dividendos: Analisa a quantidade, recorrência e potencial dos dividendos.
Preço
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Preço: Analisa o quão barato está esse ativo.

Última atualização

09/07/2024
Iconly/Bold/Star
NOVIDADE
A Movida apresentou mais um trimestre de forte evolução operacional, com resultados acima do esperado e novos recordes de rentabilidade. No 2T26, a companhia registrou receita líquida de R$ 3,8 bilhões, EBITDA de R$ 1,7 bilhão (+22,3%) e lucro líquido de R$ 136 milhões, mais que o dobro do registrado no 2T25 e acima do guidance divulgado pela própria companhia. O ROIC atingiu o nível recorde de 16,7%, avanço de 4,0 p.p. em relação ao ano anterior, reforçando a melhora estrutural na geração de valor. O segmento de Rent-a-Car foi um dos principais destaques. O volume de diárias cresceu 22,1%, enquanto a tarifa média avançou 7%, levando a receita líquida do segmento a R$ 1,1 bilhão (+30,4%) e o EBITDA a R$ 758 milhões (+30,8%). A taxa de ocupação chegou a 76,2%, indicando demanda saudável e maior eficiência na utilização da frota. Em Gestão e Terceirização de Frotas (GTF), a companhia também apresentou evolução consistente. A receita cresceu 15,5%, para R$ 1,15 bilhão, enquanto o EBITDA avançou 18,2%, atingindo R$ 895 milhões. O backlog de contratos chegou a R$ 9,8 bilhões, alta de 40,4%, proporcionando maior previsibilidade para as receitas futuras. Além disso, os novos contratos apresentaram yield médio de 3,7% ao mês, acima dos 3,5% registrados no 2T25. Outro ponto positivo foi a evolução da operação de Seminovos. A companhia vendeu 19,4 mil veículos no trimestre e conseguiu aumentar em 55% o giro do estoque, mantendo a margem EBITDA em 1,1%. A melhora na gestão do ciclo dos ativos é importante para a estratégia da Movida, permitindo renovar a frota sem comprometer a rentabilidade da operação. A estrutura financeira também apresentou avanços. Apesar do aumento da dívida bruta para R$ 20,6 bilhões, a companhia conseguiu alongar o prazo médio da dívida de 3,4 para 3,9 anos e reduzir o spread médio de CDI+2,0% para CDI+1,8%. A alavancagem caiu para 2,66x dívida líquida/EBITDA, mantendo a trajetória de redução observada nos últimos períodos. Para o 3T26, a Movida divulgou novo guidance de lucro líquido entre R$ 130 milhões e R$ 150 milhões. Considerando o ponto médio da projeção, o lucro acumulado nos nove primeiros meses de 2026 poderia chegar a aproximadamente R$ 400 milhões, 85% acima do 9M25 e 26% superior ao lucro de todo o ano de 2025. Diante dos resultados, seguimos positivos com a companhia. A combinação de crescimento das operações de locação, melhora de preços e yields, maior eficiência na gestão dos ativos e redução gradual da alavancagem vem elevando significativamente a rentabilidade do negócio. O principal ponto de atenção continua sendo o elevado nível de endividamento e o impacto das altas taxas de juros sobre as despesas financeiras, mas a evolução operacional e a trajetória de desalavancagem indicam uma melhora consistente na qualidade dos resultados.

Conclusão do Analista

A Movida atravessa um momento importante de sua trajetória. Após anos priorizando crescimento acelerado, a companhia passou a focar em rentabilidade, geração de caixa e desalavancagem, movimento que já começa a aparecer nos resultados. O setor continua apresentando forte potencial de expansão, impulsionado pelo aumento da locação de veículos e da terceirização de frotas. Apesar do risco relacionado ao elevado endividamento, acreditamos que a queda dos juros pode destravar valor significativo para a companhia. Mantemos recomendação de COMPRA para MOVI3.
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Guilherme La Vega
Analista de Ações
Verificado
Certificado CNPI

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