A Mills iniciou 2026 com mais um trimestre de crescimento consistente, sustentado principalmente pela expansão da divisão de Rental e pela continuidade da demanda em infraestrutura, indústria e construção civil. A receita líquida atingiu R$ 461,2 milhões no 1T26, avanço de 11,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o EBITDA somou R$ 267,6 milhões, alta de 29,9%, evidenciando forte alavancagem operacional e ganho de eficiência.
O principal destaque do trimestre foi a forte geração de caixa operacional. O fluxo de caixa operacional ajustado atingiu R$ 220,8 milhões, crescimento de 46,3% na comparação anual, refletindo melhora operacional, maior eficiência na gestão de capital de giro e menor intensidade de investimentos em comparação ao 1T25. Esse movimento reforça a capacidade da companhia de converter resultado operacional em caixa mesmo mantendo crescimento da operação.
Além disso, a companhia apresentou forte evolução no lucro líquido, que atingiu R$ 197 milhões no trimestre, praticamente triplicando em relação ao 1T25. Parte dessa melhora foi impulsionada pelo avanço operacional, mas também por um resultado financeiro significativamente melhor, beneficiado pelo crescimento das receitas financeiras e redução das pressões líquidas no trimestre.
Do ponto de vista patrimonial, a Mills segue ampliando sua base de ativos e mantendo uma posição de liquidez confortável. A companhia encerrou março com mais de R$ 720 milhões entre caixa e aplicações financeiras, além de crescimento relevante do imobilizado, refletindo os investimentos realizados para expansão da frota e da operação.
Conclusão do Analista
A Mills passou por uma transformação operacional extremamente relevante nos últimos anos, consolidando sua posição como uma das maiores plataformas de locação de equipamentos da América Latina. A companhia conseguiu expandir margens, aumentar eficiência e capturar oportunidades relevantes em um mercado ainda bastante pulverizado.
Além disso, a tendência estrutural de crescimento do setor de locação segue positiva no Brasil, favorecendo empresas com escala e capilaridade como a Mills. Porém, após o anúncio da aquisição do controle pela francesa Loxam por aproximadamente R$16 por ação, entendemos que grande parte do potencial de valorização foi capturado pelo mercado. Por isso, revisamos nossa recomendação de COMPRA para VENDA.