A LOG apresentou um 2T26 operacionalmente muito consistente, mantendo forte demanda por seus galpões logísticos e avançando na execução do programa LOG 2 Milhões. A receita líquida cresceu 7,3% no trimestre e 13,0% no primeiro semestre, enquanto o desempenho da operação de locação permaneceu sólido. O destaque operacional foi a combinação de baixa vacância, forte absorção e capacidade de repasse de preços, reforçando a qualidade do portfólio.
No trimestre, foram entregues 81,5 mil m² de ABL, todos 100% pré-locados, enquanto a absorção bruta alcançou 108,1 mil m². A vacância estabilizada ficou em apenas 1,02%, muito abaixo da média do setor, e o Same Client Rent apresentou crescimento real de 1,8%, mantendo-se acima da inflação pelo 16º trimestre consecutivo. O ticket médio chegou a R$ 25,03/m², alta de 17,8% em 12 meses, evidenciando o poder de precificação dos ativos da companhia.
O programa LOG 2 Milhões também avançou de forma relevante. A companhia iniciou a construção de 148 mil m² no trimestre, levando o volume em desenvolvimento para 848 mil m², distribuídos em 17 canteiros de obras, o maior nível simultâneo de sua história. Ao mesmo tempo, a estratégia de reciclagem de capital segue financiando a expansão: a companhia estima aproximadamente R$ 1,3 bilhão em vendas de ativos no ano, enquanto as operações realizadas em 2026 já geraram R$ 1,49 bilhão em caixa e títulos.
Os números reportados foram impactados por um efeito não recorrente relacionado à venda de ativos ao ILCP11. Por isso, o EBITDA caiu 43,2% no trimestre e o lucro líquido recuou 32,6%. Excluindo esse efeito, porém, o EBITDA teria alcançado R$ 225,2 milhões, crescimento de 60,5%, enquanto o lucro líquido teria sido de R$ 178,2 milhões, avanço de 104,7%. A operação de locação, por sua vez, apresentou EBITDA de R$ 56,6 milhões, alta de 6,2%, demonstrando crescimento recorrente mesmo em um trimestre marcado pela reciclagem de ativos.
Conclusão do Analista
A LOG apresenta um modelo de negócio sólido, baseado na construção, locação e reciclagem de ativos logísticos de alto padrão. A companhia vem mantendo níveis de vacância muito baixos e se beneficiando da migração estrutural para galpões logísticos mais modernos. Além disso, o crescimento do e-commerce e da logística integrada continua impulsionando a demanda por ativos triple A. A combinação entre qualidade de portfólio, execução consistente e reciclagem de capital sustenta uma tese de longo prazo atrativa. Por isso, temos recomendação de COMPRA para as ações da companhia.