Bom dia, Rico Mortal!
Investir é a arte de fazer seu dinheiro trabalhar para você, enquanto você aprecia as coisas simples da vida.
Grupo Mateus
GMAT3
Grupo Mateus
GMAT3
7.9
de 10
Nota do
Analista
Posição no Ranking:
48
SETOR:
Varejo Alimentício
RECOMENDAÇÃO:
AGUARDE

Resumo do ativo

O Grupo Mateus está entre as maiores varejistas de alimentos do país, com sua força vindo principalmente das regiões Norte e Nordeste, com operações no varejo de supermercados, atacarejo, atacado, móveis e eletrodomésticos, indústria de panificação e central de fatiamento e porcionamento.
Prós
Contras
Qualidade
0 estrelas
Qualidade: Analisa diversos aspectos do ativo como Setor, Governança, Segurança, Lucratividade, etc.
Crescimento
0 estrelas
Crescimento: Analisa quanto a empresa cresceu até hoje e suas tendências futuras.
Dividendos
0 estrelas
Dividendos: Analisa a quantidade, recorrência e potencial dos dividendos.
Preço
0 estrelas
Preço: Analisa o quão barato está esse ativo.

Última atualização

09/07/2024
Iconly/Bold/Star
NOVIDADE
O primeiro trimestre de 2026 foi, para o Grupo Mateus, um período de transição visível entre dois momentos distintos da companhia: a absorção do choque de custos e despesas trazido pela integração do Novo Atacarejo, adquirido em julho de 2025, e o início de uma virada operacional que começa a se materializar nos números de março. A receita líquida cresceu 12,9% na comparação anual, atingindo R$ 9,4 bilhões, mas esse crescimento foi essencialmente inorgânico — o SSS consolidado ficou negativo em -7,3%, reflexo de um ambiente macro adverso, com deflação de alimentos, endividamento elevado das famílias e mudança no perfil de consumo. Em outras palavras, a companhia está crescendo de portfólio, mas perdendo tração nas mesmas lojas, o que é um sinal de atenção importante para a tese de crescimento orgânico que sustentou a valorização histórica do papel. O ponto mais preocupante do resultado está na linha de despesas operacionais, que avançou 29,3% e consumiu 17,4% da receita líquida — 2,2 pontos percentuais acima do 1T25. Grande parte desse aumento tem explicação legítima: a consolidação do Novo Atacarejo adiciona uma estrutura de custos relevante que ainda não estava na base comparativa. Porém, mesmo excluindo esse efeito, as despesas cresceram 10,8%, pressionadas pela abertura de 17 lojas nos últimos doze meses e pela expansão do atacado B2B. Como resultado, o EBITDA pré-IFRS 16 caiu 18,2%, com margem recuando para 4,3% — nível significativamente abaixo do histórico da companhia e que evidencia a desalavancagem operacional decorrente de uma receita crescendo abaixo da estrutura de custos. A boa notícia é que há evidências concretas de que a gestão identificou o problema e agiu. A Companhia implementou ao longo do trimestre um programa estruturado de produtividade nas operações dos estados do Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Sergipe e Bahia, com corte de 8,8% no quadro de colaboradores dessas regiões desde setembro de 2025. Os efeitos começaram a aparecer em março: excluindo R$ 26 milhões de rescisões não recorrentes, as despesas operacionais naquele mês representaram 16,5% da receita, queda de 0,9 p.p. em relação à média do trimestre. Esse sinal de março é relevante — indica que o piso do processo de ajuste pode ter ficado para trás. A margem bruta também se expandiu 0,7 p.p., para 22,9%, refletindo a deliberada decisão de abandonar o canal Balcão, que era detrator de margem e gerava concorrência interna entre canais da própria rede. Na frente financeira e de capital de giro, o trimestre entregou resultados melhores do que o esperado. O ciclo de conversão de caixa melhorou 16 dias em relação ao 1T25, atingindo 40 dias — um avanço expressivo que reflete gestão eficiente de estoques e fornecedores. A geração de caixa foi de R$ 323 milhões no período, e a alavancagem encerrou em apenas 0,33x dívida líquida/EBITDA pré-IFRS 16, abaixo dos 0,41x do 4T25. O balanço permanece sólido, com liquidez confortável e perfil de dívida compatível com o estágio de crescimento da companhia — o que preserva a capacidade de retomada do investimento quando o ambiente melhorar. O capex total foi R$ 219,6 milhões, redução de 11,7% frente ao 1T25, refletindo disciplina alocativa num cenário de juros elevados. A tese de investimento em GMAT3 passa hoje por uma fase de teste. A operação legada do Nordeste — MA, PA, PI, CE, SE e BA — continua saudável, com margem EBITDA pós-IFRS 16 de 7,0% e lucro líquido de R$ 229 milhões, o que demonstra que o modelo de negócios original permanece robusto. O problema está na operação de PE, PB e AL, onde a combinação com o Novo Atacarejo ainda opera com EBITDA de 2,2% e prejuízo de R$ 38 milhões — um drag concreto no consolidado. A velocidade de integração e a capacidade de elevar a rentabilidade dessas operações para níveis próximos ao da operação madura serão os principais catalisadores de reavaliação do papel nos próximos trimestres. Se o momentum de março se confirmar nos resultados do 2T26, o mercado deverá enxergar o pior já ficado para trás.

Conclusão do Analista

O Grupo Mateus segue como líder no Norte e Nordeste, com forte marca e ganhos de eficiência via adensamento de rotas. O crescimento tende a desacelerar de forma natural, mas os fundamentos permanecem sólidos. A recente queda das ações decorreu de fatores pontuais e não recorrentes. Diante disso, mantemos recomendação NEUTRA.
Esse é apenas um texto demonstrativo para preencher o espaço da Conclusão do Analista. Você precisa de um acesso superior para poder visualizar o conteúdo dessa área. Converse com o número do suporte para saber como desbloquear seu acesso. Ao invés de tentar burlar nosso conteúdo, aplique para uma vaga na equipe de tecnologia. Talvez você possa trabalhar com a gente.
Quero acessar
Guilherme La Vega
Analista de Ações
Verificado
Certificado CNPI

Quer ainda mais? Baixe o relatório completo.

Relatório Completo