A Eztec encerrou o 1T26 com dois recordes históricos simultâneos: o maior volume trimestral de lançamentos de sua história, com R$ 925 milhões em VGV %EZ, e o maior volume de vendas brutas já registrado, com R$ 760 milhões no trimestre. Os quatro empreendimentos lançados — Reserva São Caetano Bosque 2ª Fase, Metropolitan by Lindenberg, Cidade Parque Guarapiranga Rio Bonito e Casa Nacional — encerraram o trimestre com 62% das unidades já comercializadas, evidenciando absorção acima da média do setor. Com os lançamentos do trimestre, a companhia já cumpriu entre 26% e 37% do seu Guidance anual de R$ 2,5 a R$ 3,5 bilhões logo no primeiro trimestre.
Do lado financeiro, a receita líquida totalizou R$ 323 milhões (+3,6% a/a), com margem bruta de 38,7% — em linha com a margem REF e consistente com a qualidade das safras recentes. O lucro líquido cresceu 27% frente ao 1T25, atingindo R$ 120 milhões e configurando o maior início de ano da última década, com margem líquida de 37,1%. Vale destacar que o resultado contemplou um evento não recorrente de R$ 23 milhões referente ao reembolso de uma compra de terreno não materializada; excluindo esse efeito, o lucro operacional recorrente ainda seria expressivo, mas a margem líquida ficaria mais próxima do patamar de 30% esperado pelo consenso.
O resultado financeiro seguiu robusto, com receitas financeiras de R$ 80 milhões impulsionadas pelo crescimento da carteira de aplicações — que superou R$ 1,7 bilhão e representa a principal almofada de liquidez da companhia. Como efeito combinado do ciclo de repasses dos empreendimentos entregues no 2S25, a Eztec reverteu uma posição de dívida líquida de R$ 147 milhões no 4T25 para caixa líquido de R$ 7 milhões no 1T26, com geração de caixa de R$ 154 milhões no trimestre. As despesas financeiras seguem em trajetória de alta (+97% a/a), reflexo das emissões de debêntures lastreadas em CRIs realizadas ao longo de 2025 — movimento estratégico que turbinou as aplicações, mas que comprime a margem líquida no curto prazo.
O resultado a apropriar consolidado somou R$ 685 milhões (+58% a/a), com margem a apropriar de 39% — sinalizando visibilidade de resultado ao longo de 2026 e 2027. O banco de terrenos encerrou em R$ 8,7 bilhões em VGV, suficiente para sustentar o pipeline de lançamentos por vários anos, com 90% dos terrenos acima de R$ 200 milhões de VGV e duration médio de 9,9 anos. A entrega das torres do Esther Towers, um ativo corporativo AAA com R$ 1,9 bilhão em valor estimado, está prevista para o 1S26 e representa um catalisador de peso que o mercado ainda não precifica de forma clara.
Conclusão do Analista
A Eztec tem uma gestão experiente e boa confiança do mercado, gerando maior lucratividade do que seus concorrentes. O modelo de negócios da empresa se mostrou bem resiliente, mesmo em períodos de retração imobiliária. A companhia mantém um controle financeiro excelente, considerado ser um setor cíclico e imprevisível. Diante de tanta qualidade, recomendamos a compra das ações da Eztec (EZTC3).