A CSU Digital apresentou mais um trimestre de crescimento operacional, com receita recorde e evolução importante das margens. No 2T26, a companhia registrou receita líquida de R$ 176,1 milhões, alta de 13,8% em relação ao 2T25, enquanto o lucro bruto avançou 20,9%, para R$ 77,8 milhões, com margem bruta de 44,2%. O EBITDA alcançou R$ 49,2 milhões, crescimento de 3,6%, enquanto o lucro líquido foi de R$ 20,1 milhões.
A **CSU Pays** continuou sendo o principal motor do negócio, respondendo por 59% da receita e 80% do lucro bruto. A receita atingiu recorde de R$ 104,1 milhões, alta de 5,9%, enquanto o lucro bruto cresceu 18,7%, para R$ 62,6 milhões. O principal destaque operacional foi o volume de transações, que alcançou 385,1 milhões no trimestre, crescimento de 27,3% e mantendo uma trajetória de expansão consistente.
Já a **CSU DX** apresentou crescimento ainda mais acelerado. A receita líquida avançou 27,7%, para R$ 71,9 milhões, enquanto o lucro bruto cresceu 30,9%, atingindo R$ 15,2 milhões. A vertical gerenciou 5,2 milhões de processos no trimestre, alta de 39,1%, e 77% das operações já são realizadas por mecanismos automatizados, hiperautomatizados, canais digitais ou autoatendimento. A companhia também assinou um novo contrato e implantou outros três durante o trimestre, reforçando a perspectiva de crescimento da unidade.
A expansão da CSU DX está diretamente relacionada à estratégia de hiperautomação e inteligência artificial. Desde o lançamento da plataforma HAS, a companhia já assinou 14 novos contratos, ampliando o potencial de crescimento tanto pela conquista de novos clientes quanto pelo cross-sell e up-sell na base existente. Além disso, aproximadamente 90% das receitas dos próximos três anos já estão contratadas, proporcionando elevada previsibilidade ao negócio.
Por outro lado, os investimentos realizados para sustentar o próximo ciclo de crescimento continuam pressionando a rentabilidade no curto prazo. As despesas de SG&A cresceram 42,1% no trimestre, principalmente devido ao fortalecimento das equipes, investimentos em inteligência artificial, tecnologia, marketing e expansão internacional. O EBITDA ajustado foi de R$ 55,4 milhões, praticamente estável frente ao 2T25, enquanto o lucro líquido caiu 15,2%, impactado também pelo aumento da alíquota efetiva de impostos.
A estrutura financeira permanece confortável, apesar do aumento do endividamento. A dívida onerosa líquida encerrou o trimestre em apenas R$ 5,7 milhões, equivalente a 0,03x o EBITDA dos últimos 12 meses. Considerando os passivos de arrendamento, a dívida líquida foi de R$ 67,9 milhões, ou 0,39x EBITDA. A companhia também distribuiu R$ 7,1 milhões em JCP no trimestre, mantendo sua política de remuneração aos acionistas.
Diante dos resultados, seguimos positivos com a CSU Digital. A combinação de crescimento consistente da receita, expansão das margens brutas, elevada previsibilidade contratual e forte crescimento da CSU DX cria uma perspectiva favorável para os próximos anos. O principal ponto de atenção continua sendo o elevado nível de investimentos, que pressiona o lucro no curto prazo, mas pode ampliar significativamente a capacidade de crescimento e geração de valor da companhia no médio e longo prazo.
Conclusão do Analista
Reconhecemos a qualidade da operação e o potencial de crescimento da companhia, sustentados por um modelo de negócios escalável, geração consistente de resultados e boas perspectivas de execução. Diante do balanço entre riscos e oportunidades, e considerando a atratividade da relação risco-retorno nos níveis atuais, optamos por recomendar COMPRA para as ações da CSU Digital (CSUD3).