Bom dia, Rico Mortal!
Investir é a arte de fazer seu dinheiro trabalhar para você, enquanto você aprecia as coisas simples da vida.
M. Dias Branco
MDIA3
M. Dias Branco
MDIA3
2.8
de 10
Nota do
Analista
Posição no Ranking:
85
SETOR:
Alimentos
RECOMENDAÇÃO:
VENDA

Resumo do ativo

A M. Dias Branco atua nas seguintes linhas de produtos: biscoitos, massas, farinha e farelo de trigo, margarinas e gorduras vegetais, bolos, snacks, mistura para bolo, torradas e refrescos. A empresa é dona de marcas famosas, entre elas Piraquê, Isabela e Vitarella.
Prós
Contras
Qualidade
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Qualidade: Analisa diversos aspectos do ativo como Setor, Governança, Segurança, Lucratividade, etc.
Crescimento
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Crescimento: Analisa quanto a empresa cresceu até hoje e suas tendências futuras.
Dividendos
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Dividendos: Analisa a quantidade, recorrência e potencial dos dividendos.
Preço
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Preço: Analisa o quão barato está esse ativo.

Última atualização

09/07/2024
Iconly/Bold/Star
NOVIDADE
A M. Dias Branco encerrou 2025 com receita líquida de R$10,4 bilhões, crescimento de 8% sobre 2024, sustentado pela combinação de volume (+3,1%) e preço médio (+4,7%). O resultado mostra que a reestruturação comercial iniciada no ano — com a criação de quatro frentes de crescimento (Produtos Principais, Food Service, Saudáveis/Snacks e Internacional) e redistribuição dos investimentos entre Marketing e Trade Marketing — começou a surtir efeito. O market share nas duas principais categorias apresentou recuperação sequencial a partir do segundo semestre, com biscoitos saindo de 25,4% no 1T25 para 27,5% no 4T25, e massas mantendo patamar próximo a 31%. O problema do ano ficou no custo. O CPV cresceu 11,4% — acima da receita —, pressionado pelo óleo de palma, que operou em patamar significativamente mais elevado que 2024 (acima de US$990/ton no final do ano), pela desvalorização do real frente ao dólar e pelo impacto da PLR provisionada em 2025, que havia sido estornada em 2024 gerando uma base de comparação favorável. O resultado foi compressão de margem bruta de 34,4% para 32,2% e queda de 7,9% no EBITDA, que saiu de R$1,2 bilhão para R$1,1 bilhão, com margem EBITDA recuando 1,8 p.p. para 10,6%. O lucro líquido, por outro lado, cresceu 2,1% para R$659,8 milhões, beneficiado por um resultado financeiro positivo de R$17 milhões (ante negativo de R$6,2 milhões em 2024) e por uma alíquota efetiva de IR baixíssima, de 6,8%, frente a 21,6% no ano anterior. Na estrutura de capital, o movimento foi expressivo: a companhia saiu de dívida líquida de R$24,6 milhões para caixa líquido de R$554,1 milhões, fruto da geração de caixa operacional de R$1,4 bilhão e da redução de 40,6% no endividamento bruto — com 95% da dívida remanescente concentrada no longo prazo. A alavancagem chegou a 0,5x caixa/EBITDA, posição financeira mais confortável que a Companhia tem apresentado em anos recentes. A Fitch reafirmou o rating AAA pelo oitavo ano consecutivo. Adicionalmente, a empresa distribuiu R$439 milhões em dividendos em 2025, com dividend yield de 6,5% — salto expressivo frente ao 1,7% de 2024 — e a ação MDIA3 valorizou 26% no ano. O cenário de custos para 2026 apresenta sinais mistos. O trigo operou em queda ao longo do segundo semestre de 2025, beneficiado por safras recordes globais e produção argentina forte — o que tende a aliviar o custo de farinha. O óleo de palma, contudo, permanece pressionado por consumo elevado para biodiesel e oferta estruturalmente limitada em Indonésia e Malásia. Com o real ainda depreciado frente ao dólar, a equação de custos de matéria-prima segue desafiadora no curto prazo. 

Conclusão do Analista

A M. Dias Branco continua sendo uma das empresas de maior qualidade do setor de consumo brasileiro, com marcas fortes, distribuição extremamente capilarizada e um balanço impecável. A companhia segue líder em massas e biscoitos, além de apresentar elevada geração de caixa e posição financeira confortável. Apesar disso, entendemos que o cenário estrutural para a tese ficou mais desafiador. A combinação entre dificuldade de repasse de preços, pressão de custos e mudanças no padrão de consumo — especialmente com o avanço dos medicamentos GLP-1 — pode limitar o crescimento e pressionar margens por um período prolongado. Por isso, reiteramos recomendação de **VENDA** para MDIA3. 
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Guilherme La Vega
Analista de Ações
Verificado
Certificado CNPI

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