Bom dia, Rico Mortal!
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Kepler Weber
KEPL3
Kepler Weber
KEPL3
13.2
de 10
Nota do
Analista
Posição no Ranking:
15
SETOR:
Máquinas e Equipamentos
RECOMENDAÇÃO:
COMPRA

Resumo do ativo

A Kepler Weber é a empresa líder do setor do agronegócio especializada no desenvolvimento de soluções completas para armazenagem de grãos, independente do porte de produção. Suas soluções são personalizadas e incluem desde silos, secadores, máquinas de limpeza, transportadores de grãos agrícolas até soluções pós-colheita de alta tecnologia de acompanhamento de dados.
Prós
Contras
Qualidade
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Qualidade: Analisa diversos aspectos do ativo como Setor, Governança, Segurança, Lucratividade, etc.
Crescimento
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Crescimento: Analisa quanto a empresa cresceu até hoje e suas tendências futuras.
Dividendos
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Dividendos: Analisa a quantidade, recorrência e potencial dos dividendos.
Preço
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Preço: Analisa o quão barato está esse ativo.

Última atualização

09/07/2024
Iconly/Bold/Star
NOVIDADE
A Kepler Weber encerrou o 4T25 com receita líquida consolidada de R$398,7 milhões, retração de 13,3% na comparação anual, refletindo um ambiente macroeconômico mais desafiador para o agronegócio, com juros elevados e maior seletividade nos investimentos do produtor rural. No acumulado de 2025, a receita totalizou R$1,5 bilhão, queda de 7,3% frente a 2024, ainda assim marcando o terceiro maior volume embarcado dos últimos dez anos. O destaque positivo ficou por conta de Negócios Internacionais, que registrou o maior trimestre de sua história, com receita de R$102,6 milhões (+31,4% a/a), impulsionado pela retomada da Argentina — que cresceu 16x no ano — e pela expansão em Bolívia e Paraguai. Por segmento, o desempenho foi heterogêneo e reflete o cenário de aperto de crédito rural. Fazendas teve retração de 26,4% no trimestre e 9,7% no ano, com produtores postergando novos projetos e priorizando reformas em estruturas existentes. Agroindústrias registrou a maior queda relativa, com receita recuando 32,9% no 4T25, pressionada pela forte queda do preço do arroz no segundo semestre e pelo excesso de capacidade instalada herdado do ciclo de alta de commodities entre 2020 e 2023. Portos e Terminais, segmento de receita lumpy por natureza, caiu 38,9% no trimestre, mas manteve margens acima do histórico (38,9%). Reposição & Serviços, peça-chave da tese de resiliência, manteve-se estável no trimestre e cresceu 10,1% no ano, com reformas avançando 11% — sinal claro de que o produtor está modernizando ao invés de expandir. Do lado da rentabilidade, a margem EBITDA se manteve resiliente em 16,9% no 4T25 (-0,9 p.p. a/a) e 15,6% no ano (-4,8 p.p.), pressionada pela menor diluição de custos fixos e por um mix mais competitivo, especialmente em Agroindústrias (margem bruta caiu 7,4 p.p. para 19,2%) e Negócios Internacionais (-10,9 p.p. para 23,5%, refletindo ajustes de preço para preservar competitividade frente a concorrentes que migraram para outros mercados). O lucro líquido do 4T25 surpreendeu positivamente, crescendo 28,5% a/a para R$64,8 milhões, com margem de 16,2% — porém, vale o filtro: o resultado foi beneficiado por R$8,6 milhões em outras receitas operacionais (créditos tributários da LC 160, PIS/COFINS e contribuição previdenciária) e por uma reversão de R$7,5 milhões na linha de IR/CSLL, ambos efeitos de natureza não recorrente. No ano, o lucro recuou 21,5% para R$156,3 milhões. A disciplina de capital foi o ponto alto do exercício. A Kepler distribuiu R$145 milhões em proventos em 2025, com payout de 92,8% pelo regime de caixa — movimento estratégico antecipando a nova tributação de dividendos a partir de 2026. Mesmo com a distribuição agressiva, a companhia encerrou o ano comum uma posição de alavancagem confortável.

Conclusão do Analista

A Kepler Weber se posiciona como um dos principais players de infraestrutura do agronegócio brasileiro, atuando em um elo crítico da cadeia: a armazenagem de grãos. Mesmo após um período de normalização dos resultados, a companhia segue apresentando elevada rentabilidade, com ROE acima de 20% e margens robustas. O grande diferencial da tese está no crescimento estrutural do setor, impulsionado pelo déficit relevante de armazenagem no Brasil, que ainda está muito abaixo do ideal. Além disso, a expansão de receitas recorrentes no pós-colheita tende a reduzir a volatilidade dos resultados ao longo do tempo. Diante disso, reiteramos recomendação de COMPRA. 
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Guilherme La Vega
Analista de Ações
Verificado
Certificado CNPI

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