A receita líquida consolidada avançou de forma expressiva, impulsionada pela consolidação do **Novo Atacarejo** e pelo crescimento orgânico das lojas maduras, reforçando a capacidade da companhia de escalar seu modelo de negócios no varejo alimentar.
O desempenho das vendas em mesmas lojas permaneceu positivo, com avanço moderado no conceito alimentar e melhora gradual após ajustes no calendário e no mix de produtos. Excluindo o segmento de eletro, que segue pressionado pelo ambiente de crédito mais restritivo, o crescimento das vendas mostrou maior consistência, refletindo a resiliência do consumo essencial e a boa execução comercial.
A **margem bruta**, desconsiderando efeitos extraordinários, apresentou expansão em relação ao ano anterior, sustentada por ganhos de eficiência operacional, maior participação do atacarejo e diluição de custos. O **EBITDA ajustado** cresceu de forma robusta, com leve expansão de margem, evidenciando a capacidade do Grupo Mateus de preservar rentabilidade mesmo em um ciclo mais desafiador para o varejo.
A geração de caixa foi favorecida por iniciativas de otimização do capital de giro, incluindo operações de antecipação de recebíveis, especialmente nas unidades do Novo Atacarejo, que operam com ciclo de conversão de caixa estruturalmente eficiente.
Conclusão do Analista
O Grupo Mateus segue como líder no Norte e Nordeste, com forte marca e ganhos de eficiência via adensamento de rotas. O crescimento tende a desacelerar de forma natural, mas os fundamentos permanecem sólidos. A recente queda das ações decorreu de fatores pontuais e não recorrentes. Diante disso, mantemos recomendação **NEUTRA**.