O 3T25 marcou um trimestre mais desafiador para a Dexxos, com compressão relevante de margens e retração do resultado operacional, apesar do crescimento de receita. O desempenho reflete um ambiente de maior pressão competitiva nos dois segmentos de atuação, além de efeitos de sazonalidade e menor volume em algumas linhas de maior rentabilidade.
A receita líquida consolidada atingiu R$516,7 milhões, crescimento de 4,6% a/a, impulsionada principalmente pelo forte avanço do segmento de Aço, cuja receita líquida cresceu 27,2% a/a, beneficiada pelo maior volume vendido, especialmente para os mercados de construção. Em contrapartida, o segmento Químico apresentou retração de 3,3% a/a, refletindo menor demanda na distribuição de produtos químicos.
O lucro bruto consolidado somou R$74,6 milhões, queda de 18,6% a/a, com margem bruta de 14,4%, retração de 4,1 p.p. frente ao 3T24. A piora de margem foi observada em ambos os segmentos, mas foi mais intensa no aço (-9,3p.p. a/a), onde a maior competição, mix de produtos e a pressão de preços comprimiram significativamente a rentabilidade.
O EBITDA ajustado totalizou R$50,8 milhões, queda de 16,7% a/a, com margem de 9,8%, refletindo diretamente a menor diluição de custos fixos e a compressão do lucro bruto.
O lucro líquido ajustado foi de R$30,1 milhões, recuo de 21,7% a/a, com margem líquida de 5,8%, refletindo a piora operacional comentada acima. Ainda assim, a companhia conseguiu gerar R$101 milhões de fluxo de caixa livre no 3T25. A boa performance operacional contribuiu para companhia encerrar o trimestre com um caixa líquido de R$10 milhões.
Conclusão do Analista
A Dexxos é hoje uma companhia financeiramente sólida, com caixa líquido, boa governança e geração recorrente de caixa, resultado de uma transformação relevante após o período de recuperação judicial. Contudo, apesar da estabilidade operacional, os negócios apresentam poucas alavancas claras de crescimento estrutural, com margens pressionadas no curto prazo e um cenário mais desafiador nos segmentos de maior rentabilidade. Diante disso, entendemos que a relação risco-retorno é equilibrada no momento, o que justifica a recomendação AGUARDE.