Bom dia, Rico Mortal!
Investir é a arte de fazer seu dinheiro trabalhar para você, enquanto você aprecia as coisas simples da vida.
CVC Corp.
CVCB3
CVC Corp.
CVCB3
3.1
de 10
Nota do
Analista
Posição no Ranking:
64
SETOR:
Consumo Cíclico
RECOMENDAÇÃO:
VENDA

Resumo do ativo

A CVC é uma das maiores agências de turismo da América Latina, com presença no Brasil e na Argentina. Atua tanto no atendimento direto ao consumidor (B2C) quanto no segmento corporativo e de agências (B2B), operando mais de 1.500 lojas, entre próprias e franqueadas. Seu modelo de negócios é baseado na integração entre varejo físico e digital (figital), oferecendo pacotes nacionais e internacionais, cruzeiros e experiências personalizadas. Além da marca principal, a companhia reúne nomes como Experimento, Rextur Advance, Trend Viagens e Visual Turismo, cobrindo desde o turismo de lazer até o corporativo e o de intercâmbio.
Prós
Contras
Qualidade
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Qualidade: Analisa diversos aspectos do ativo como Setor, Governança, Segurança, Lucratividade, etc.
Crescimento
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Crescimento: Analisa quanto a empresa cresceu até hoje e suas tendências futuras.
Dividendos
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Dividendos: Analisa a quantidade, recorrência e potencial dos dividendos.
Preço
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Preço: Analisa o quão barato está esse ativo.

Última atualização

09/07/2024
Iconly/Bold/Star
NOVIDADE
O 4T25 e o ano de 2025 marcam um ponto de inflexão relevante na tese da CVC Corp. Pela primeira vez desde a pandemia, a margem EBITDA Ajustada anual ultrapassou o patamar de 2019, atingindo 31,8% — confirmando que a reestruturação operacional não é só discurso, está aparecendo nos números. O EBITDA Ajustado do ano somou R$458,6 milhões, alta de 17,8% vs. 2024, com expansão tanto no Brasil quanto na Argentina, onde a recuperação do mercado começa a se traduzir em resultado concreto. No lado operacional, as Reservas Confirmadas cresceram 16,1% no ano, chegando a R$16,8 bilhões. O B2B Brasil (+23%) foi o grande motor, liderado pela Rextur Advance — que manteve a posição de maior Consolidadora Aérea do Brasil e avançou em contratos globais. Na Argentina, o crescimento de 29% reflete as decisões estratégicas tomadas em 2024 (abertura de lojas, integração de backoffice, revisão de portfólio). Vale notar que a rede de lojas superou o patamar pré-pandemia, encerrando o ano com 1.646 unidades. A geração de caixa operacional foi de R$412 milhões em 2025 — R$175 milhões acima de 2024 — impulsionada pela melhora no ciclo de capital de giro. A dívida líquida encerrou o 4T25 em apenas R$101,8 milhões, com alavancagem financeira de 0,2x EBITDA. Mesmo considerando as antecipações de recebíveis, o endividamento geral equivale a 1,8x EBITDA, uma melhora de 0,6x na comparação anual. A empresa também realizou o pré-pagamento de R$150 milhões em debêntures durante o ano — gesto concreto de compromisso com a desalavancagem. O ponto que exige atenção é a linha financeira, que continua pesando no resultado. As despesas financeiras totalizaram R$273,1 milhões em 2025, alta de 35,9% vs. 2024, pressionadas principalmente pelos juros sobre antecipação de recebíveis (+R$58 milhões) e pelo aumento do IOF. O resultado líquido contábil ainda fechou negativo em R$40,9 milhões — embora 60% menor que em 2024. O lucro ajustado, por sua vez, foi de R$67 milhões, mais que o dobro do ano anterior. A companhia está próxima do break-even contábil; o custo do capital ainda é o principal obstáculo para a lucratividade plena. No âmbito de gestão, houve troca de CEO em janeiro de 2026, com a entrada de Fábio Mader no lugar de Fábio Godinho. A transição foi apresentada como parte natural do plano estratégico, com foco em execução e performance. Os próximos trimestres serão o primeiro teste do novo comando — e o mercado estará atento.

Conclusão do Analista

A CVC conseguiu sobreviver a um dos períodos mais difíceis da sua história e começa a apresentar sinais mais claros de recuperação operacional. A companhia reduziu alavancagem, melhorou eficiência e avançou na digitalização do negócio, aproximando-se gradualmente de um cenário mais saudável. Apesar disso, a forte valorização recente das ações — impulsionada inclusive por rumores envolvendo uma possível aquisição — reduziu significativamente a margem de segurança da tese. Mesmo reconhecendo a melhora operacional e o potencial do setor de turismo, entendemos que o preço atual já incorpora grande parte dessas expectativas. Por isso, revisamos nossa recomendação para VENDA. 
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Guilherme La Vega
Analista de Ações
Verificado
Certificado CNPI

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