Banco do Brasil encerrou o 4T25 com lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões, mostrando recuperação relevante frente ao 3T25, mas ainda bastante pressionado quando comparado ao mesmo período do ano anterior. O resultado do ano foi impactado principalmente pelo aumento do custo do crédito, que refletiu a piora da inadimplência — especialmente no agronegócio — além dos efeitos da implementação da Resolução 4.966/21, que alterou a dinâmica de provisões e afetou a comparabilidade dos números ao longo de 2025.
A inadimplência acima de 90 dias encerrou dezembro em 5,17%, com elevação no trimestre, enquanto o custo do crédito permaneceu elevado ao longo do ano. Ainda assim, o banco manteve margem financeira resiliente e apresentou melhora sequencial no trimestre. Os índices de capital seguem confortáveis, com Capital Principal acima de 12% e Basileia acima de 15%, garantindo solidez para atravessar o momento mais desafiador do ciclo de crédito.
Para 2026, a administração projeta normalização gradual do custo do crédito e melhora de rentabilidade, com guidance apontando lucro significativamente superior ao registrado em 2025. Com capital robusto, eficiência operacional preservada e liderança relevante no agronegócio, o banco entra no novo ciclo com base sólida para recuperação de ROE.
Conclusão do Analista
O Banco do Brasil é um dos melhores bancos no país, conciliando uma carteira de crédito defensiva com uma rentabilidade crescente. Seus últimos anos foram até melhores do que os Bancões privados, batendo recorde de lucro de forma consecutiva.
É verdade que, por ser estatal, as ações do Banco sempre serão negociadas mais descontadas. Porém, esse desconto está muito grande, levando em consideração a atual fase do BB. Por isso, recomendamos a compra das ações BBAS3.